André Mendonça retira sigilo de 15 procedimentos do caso Master a pedido de Fachin
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou em 10 de setembro o sigilo de 15 procedimentos do caso Banco Master, atendendo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Os documentos mostram o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, formalmente investigado por repasses de Daniel Vorcaro ao filme "Dark Horse", e alimentam a crise entre ministros que antecedeu a sessão extraordinária do plenário de 15 de setembro sobre as mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Pela ótica da transparência e do controle público sobre as instituições, a abertura dos autos do caso Banco Master expõe a rede de contatos de um banqueiro acusado de fraude bilionária com políticos, e em especial o papel de Flávio Bolsonaro no financiamento do filme sobre o pai.
Pela ótica do controle institucional e da responsabilização de autoridades, a quebra de sigilo do caso Banco Master revela uma crise de credibilidade no próprio Supremo Tribunal Federal, com um ministro sob suspeita pelas relações com Daniel Vorcaro e disputa aberta entre colegas.
11 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O ministro André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos do caso Banco Master a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Os documentos mostram Flávio Bolsonaro investigado pelos repasses de Daniel Vorcaro ao filme "Dark Horse" e aprofundam a crise entre ministros antes do julgamento sobre Alexandre de Moraes.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou em 10 de setembro o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso do Banco Master que estão sob sua relatoria. A decisão atendeu a um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que queria dar transparência ao material antes da sessão extraordinária do plenário marcada para 15 de setembro. Entre os documentos liberados está a Petição 15.556, que resultou na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além dos inquéritos 5.026 e 5.035.
Os papéis tornados públicos mostraram que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, é formalmente investigado. Segundo a Polícia Federal, ele foi interlocutor direto de Vorcaro nas negociações de repasses para o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A corporação suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Flávio nega irregularidades e afirma que os recursos eram privados.
A abertura ocorre no meio de uma crise sem precedentes no tribunal. Em 1º de setembro, Mendonça havia divulgado um relatório da Polícia Federal com mensagens de Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes e contratos com o escritório da mulher dele, Viviane Barci de Moraes. Moraes reagiu pedindo que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade. Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro Flávio Dino o reintegrou, e Fachin suspendeu as duas decisões e retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.
A cobertura de centro, que concentrou quase todo o material, relatou em detalhe a cronologia da crise e as frentes do caso. Ela registrou a acusação de Moraes de que Mendonça liberou documentos de forma seletiva, omitindo cerca de 180 peças, e a resposta de Mendonça, que diz ter preservado só trechos que protegem investigações em andamento. Também relatou o ofício do decano Gilmar Mendes, para quem o caso sobre Moraes não tinha condições de ser julgado no dia 15, e a disputa pelo acesso aos dados do celular de Vorcaro.
Nessa mesma cobertura aparecem as reações eleitorais. Romeu Zema, candidato do Novo, comemorou a queda do sigilo e atacou, sem apresentar provas, ministros do Supremo e o PT. Fernando Haddad disse que agora será possível saber quem é quem. O PT considerou a abertura apenas parcial e prometeu intensificar as críticas a Flávio nas redes. Um instituto de pesquisa foi a campo para medir o efeito da crise na corrida presidencial.
Veículos de direita trataram do caso por um ângulo específico, relatando que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu se afastar temporariamente das manifestações até que o Conselho Nacional do Ministério Público analise mensagens trocadas com Vorcaro por meio de interlocutores. Veículos de esquerda não aparecem no conjunto de reportagens analisado, e por isso não há enquadramento próprio desse lado a registrar.
Ainda não se sabe o conteúdo integral do material do caso, nem o que ficou fora dos 15 procedimentos. Os valores divergem entre os relatos: o contrato ligado ao escritório da mulher de Moraes aparece como de 130 ou de 131 milhões de reais, e os repasses ao filme variam entre 61 e 62,8 milhões de reais. O desfecho da sessão do plenário sobre Moraes e a análise do conselho sobre Gonet seguem em aberto.
Edson Fachin tende a adiar análise sobre André Mendonça após pedido de vista de Flávio Dino ampliar impasse no STF.

Decano alega que citação de Moraes no inquérito não tem condição de ser apreciada pelo colegiado na próxima semana. Leia no Poder360.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu evitar, temporariamente, manifestações em procedimentos relacionados ao caso Banco Master até que o

Polícia Federal apura crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e organização criminosa em repasses de Vorcaro ao filme

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Ministros chegam à sessão desta terça sob impasse de quórum, disputa por provas e cenários que vão da anulação do relatório ao adiamento por pedido de vista.


O candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT) comemorou a queda dos sigilos envolvendo as investigações sobre o Banco Master, determinados ontem presidente do STF, ministro Edson Fachin, e afirmou que agora as "pessoas poderão saber quem é quem".

Em dez meses, o que era uma suspeita de fraude bilionária se tornou um escândalo que atinge a classe política em ano eleitoral e provocou um conflito aberto entre ministros do Supremo Tribunal Federal

Candidato do Novo defende investigação de autoridades envolvidas com Daniel Vorcaro, volta a fazer críticas ao STF e ao PT e reitera propostas contra o crime organizado em agenda no Ceará

Sigla espera que tudo o que envolve a relação entre o candidato do PL à Presidência e Daniel Vorcaro venha à tona. Leia no Poder360.
