Alfredo Gaspar fica sem escolta da Câmara após decisão de Hugo Motta
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou o pedido do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para ser acompanhado por uma equipe da Polícia Legislativa durante a campanha eleitoral. O despacho foi assinado em 19 de agosto de 2026. Segundo nota da Casa, a proteção pessoal a parlamentares só é concedida quando há risco ligado ao exercício do mandato, conforme o Ato da Mesa nº 213, de 2025, e a candidatura a vice não se enquadra nessa hipótese. Gaspar informou que não vai recorrer.
A Câmara dos Deputados negou proteção a um parlamentar em plena campanha presidencial sem tornar públicos os critérios técnicos que embasaram a decisão. Alfredo Gaspar, que passou pelo Ministério Público de Alagoas e comandou a Secretaria de Segurança Pública do estado, pediu acompanhamento da Polícia Legislativa alegando exposição crescente e risco à normalidade do processo eleitoral.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
A Polícia Legislativa da Câmara não acompanhará o candidato a vice-presidente na campanha, e a proteção da chapa de Flávio Bolsonaro fica restrita à equipe da Polícia Legislativa do Senado. O esquema da Polícia Federal para candidatos à Presidência não cobre automaticamente o vice: é preciso pedido formal, que a chapa até agora não acionou.
A cobertura de centro trata a negativa como aplicação direta da norma interna da Câmara dos Deputados; veículos de direita enfatizam que o despacho não revelou os critérios técnicos do Departamento de Polícia Legislativa Federal e destacam a experiência de Alfredo Gaspar em segurança pública para dar peso ao pedido. Não houve cobertura de veículos de esquerda.
Toda a cobertura registra que Hugo Motta negou o pedido com base no Ato da Mesa nº 213/2025, que Alfredo Gaspar desistiu de recorrer e que Flávio Bolsonaro dispensou a escolta da Polícia Federal, mantendo apenas a Polícia Legislativa do Senado.
Não foram divulgados os critérios técnicos da avaliação de risco feita pelo Departamento de Polícia Legislativa Federal nem eventuais ameaças concretas registradas. Também não se sabe se outros parlamentares candidatos fizeram pedidos semelhantes nesta eleição e como foram decididos.
O presidente da Câmara dos Deputados rejeitou o pedido do deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, para ser acompanhado pela Polícia Legislativa na campanha. A decisão se apoia no Ato da Mesa nº 213/2025, que restringe a proteção a riscos ligados ao exercício do mandato parlamentar.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou o pedido do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para ser acompanhado por uma equipe da Polícia Legislativa durante a campanha eleitoral de 2026. Gaspar é candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O despacho que rejeitou a solicitação foi assinado na quarta-feira, 19 de agosto, e veio a público no dia seguinte.
No pedido enviado à Presidência da Câmara, o deputado argumentou que a maior exposição decorrente da disputa presidencial exigia proteção pessoal e que a presença da Polícia Legislativa contribuiria para a prevenção de incidentes capazes de comprometer a normalidade do processo eleitoral, além de preservar a ordem pública e a imagem da própria Casa. Motta entendeu que a motivação não se encaixa nas regras internas: segundo nota da Câmara dos Deputados, a proteção pessoal a parlamentares só é concedida quando existe risco relacionado ao exercício do mandato, hipótese prevista no Ato da Mesa nº 213, de 2025. O despacho também menciona manifestação técnica do Departamento de Polícia Legislativa Federal, conhecido pela sigla Depol.
Toda a cobertura converge nos fatos principais. Gaspar anunciou na quinta-feira, 20 de agosto, que não recorreria da decisão, afirmando que passaria a confiar na avaliação de Hugo Motta de que não corre risco. E há um dado que dá contorno ao episódio: Flávio Bolsonaro abriu mão do esquema de segurança que a Polícia Federal oferece aos candidatos à Presidência e, até agora, é protegido apenas pela Polícia Legislativa do Senado Federal. A legislação prevê acompanhamento policial para quem disputa a Presidência, mas esse serviço não alcança automaticamente os candidatos a vice, que precisam apresentar solicitação formal.
As ênfases da cobertura, porém, se separam. A cobertura de centro concentrou-se no enquadramento normativo: reproduziu a nota oficial da Câmara, a data do despacho e o trecho em que a assessoria da Casa afirma que a candidatura a vice-presidente, apresentada como motivação para o acompanhamento durante toda a campanha, não se enquadra nas normas do Ato. Já veículos de direita deram destaque à lacuna de transparência da decisão, sublinhando que o documento não apresenta os critérios técnicos utilizados pelo Depol para concluir que a proteção era desnecessária, e trouxeram para o texto a trajetória de Gaspar na área de segurança pública, com passagens pelo Ministério Público de Alagoas e pela Secretaria estadual de Segurança Pública. Até o momento não há registro de cobertura por veículos de esquerda sobre o caso, de modo que a leitura que enfatizaria o uso de estrutura pública do Legislativo em benefício de campanha não aparece na imprensa que noticiou o episódio.
O que ainda não se sabe é justamente o que o despacho não explicita. Não foram divulgados os parâmetros da avaliação de ameaça feita pela Polícia Legislativa, nem se houve levantamento de ocorrências concretas envolvendo o deputado. Também não está esclarecido se outros candidatos com mandato parlamentar apresentaram pedidos semelhantes nesta eleição e qual foi o desfecho, nem se a Polícia Federal receberá alguma solicitação da chapa para cobrir o candidato a vice. Por fim, permanece em aberto se a Mesa Diretora pretende revisar o Ato de 2025 para tratar de forma expressa a situação de parlamentares em campanha nacional.
Alfredo Gaspar afirmou que solicitou a proteção pessoal da Polícia da Câmara para se “sentir amparado pela sua Casa Legislativa” por conta da maior exposição na campanha eleitoral

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou o pedido feito pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para
