Gilmar Mendes minimiza risco de impeachment de ministros do STF no Senado
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O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou em 19 de agosto de 2026, após um evento em Brasília, que a defesa do impeachment de ministros da Corte por candidatos ao Senado é uma bandeira eleitoral de difícil execução. Ele classificou a pauta como um equívoco compreensível, disse que pesquisas apontam apelo eleitoral do tema e avaliou que quem se eleger com essa promessa terá imensas dificuldades de implementá-la, porque o conjunto das instituições caminharia em outro sentido. Em outubro serão eleitos 54 dos 81 senadores, e são necessários ao menos 54 votos na Casa para condenar um ministro à perda do cargo. O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, apoia 47 nomes ao Senado, dos quais ao menos 39 já defenderam publicamente o afastamento de integrantes da Corte, especialmente do ministro Alexandre de Moraes.
Para a leitura da direita, a resposta do decano confirma o diagnóstico que move a campanha: o Supremo Tribunal Federal se tornou um poder sem contrapeso real, e o único instrumento previsto na Constituição para responsabilizar ministros, o julgamento pelo Senado, está engavetado no Congresso.
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Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Em outubro são eleitos 54 dos 81 senadores, com mandato de oito anos, e é o Senado que decide sobre a perda de cargo de ministro do Supremo, com quórum mínimo de 54 votos. O resultado define quem preside a Casa a partir de 2027 e se os pedidos de impeachment hoje parados no Congresso passam a ser pautados. Estão na mesa também propostas de fim do foro privilegiado para parlamentares, quarentena para ministros e restrição a decisões monocráticas.
A cobertura de centro amarra a fala à disputa eleitoral, detalhando a lista de 47 candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro, o levantamento de que 39 deles defendem o afastamento de ministros e o alvo preferencial, Alexandre de Moraes. Veículos de direita privilegiam as respostas sobre sanções estrangeiras, medidas de reciprocidade e a correção dos penduricalhos no Judiciário, e deixam de fora a aritmética das chapas. Não houve cobertura de veículos de esquerda sobre a entrevista.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Gilmar Mendes classificou o impeachment de ministros como equívoco com apelo eleitoral, disse que um senador eleito com essa bandeira teria imensas dificuldades de executá-la e afirmou não se sentir ameaçado. Há convergência também sobre o dado institucional de que a abertura e a condenação dependem do Senado.
Não se sabe se a nova composição do Senado terá os 54 votos necessários, nem se a próxima presidência da Casa pautará os pedidos engavetados. Também não há resposta pública dos candidatos citados às declarações do decano, nem definição do Supremo sobre revisitar a dispensa do diploma para o exercício do jornalismo.
O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse que a promessa de afastar ministros da Corte, adotada por candidatos ao Senado, é apenas bandeira eleitoral e não o preocupa. A disputa de outubro renova 54 das 81 cadeiras da Casa, que decide sobre a perda de cargo de ministro com quórum mínimo de 54 votos.
O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, que a defesa do impeachment de ministros da Corte por candidatos ao Senado é apenas uma bandeira eleitoral e que não o preocupa. Em conversa com jornalistas após um evento em Brasília, o ministro classificou a pauta como um equívoco compreensível e disse que pesquisas indicam apelo eleitoral do tema. Segundo ele, entre o pensamento e o gesto vai uma distância enorme, e quem se eleger senador com essa bandeira terá imensas dificuldades de implementá-la, porque o todo institucional caminhará talvez em outro sentido. Questionado se a promessa de campanha o preocupa, respondeu que não, absolutamente, e completou que é um enfermeiro que já viu sangue e por isso não se impressiona com promessas de campanha.
A declaração ocorre no meio da disputa pelo Senado. Em outubro serão eleitos 54 dos 81 senadores, dois por unidade da Federação, para mandatos de oito anos. Para condenar um ministro do Supremo à perda do cargo é preciso reunir ao menos 54 votos na Casa, e é essa maioria que a direita busca para escolher o próximo presidente do Senado e destravar as dezenas de pedidos de impeachment parados no Congresso, a maioria deles dirigida ao ministro Alexandre de Moraes. O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, divulgou uma lista com 47 nomes apoiados nas 27 unidades da Federação, e um levantamento citado na cobertura aponta que ao menos 39 deles, 83% do total, já defenderam publicamente o afastamento de integrantes da Corte. Questionado sobre um cenário em que Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente, Gilmar Mendes desconversou e disse que não avalia e não trabalha sobre cenários neste momento.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma factual e concentrou o contexto na aritmética do Senado e na montagem das chapas, citando candidaturas que incorporaram a pauta, como as de Gustavo Gayer e Oseías Varão em Goiás, Bia Kicis no Distrito Federal, José Medeiros em Mato Grosso e Capitão Contar no Mato Grosso do Sul, além da sabatina em que o ex-governador Romeu Zema, hoje candidato à Presidência, defendeu impeachment e prisão de ministros. Veículos de direita deram menos espaço ao arranjo eleitoral e mais às respostas do ministro sobre a própria Corte: a capacidade das instituições brasileiras de reagir a sanções estrangeiras, as medidas de reciprocidade em meio à discussão do tarifaço e o encaminhamento dos pagamentos retroativos e dos chamados penduricalhos no Judiciário, tema que Gilmar Mendes disse ter chegado a bom termo desde o ano passado. Até o momento não houve cobertura de veículos de esquerda sobre a entrevista, de modo que o enquadramento que trataria a ofensiva contra o Supremo como ameaça à ordem constitucional não aparece no material reunido.
Os textos convergem nos pontos factuais: a fala do decano, o quórum de 54 votos, a renovação de 54 cadeiras em outubro e a centralidade do tema nas campanhas ao Senado. O ministro também defendeu a operação de busca e apreensão autorizada por Alexandre de Moraes contra informante do jornalista Luís Pablo, no Maranhão, ao dizer que as prerrogativas profissionais não são absolutas quando há elementos fortes indicando prática de crime, e indicou que a Corte não deve rever agora a dispensa do diploma para o exercício do jornalismo. Sobre as eleições, afirmou não esperar ofensiva dos Estados Unidos contra o processo eleitoral brasileiro e classificou o sistema eletrônico de votação como pilar de confiança da democracia, lembrando que a Organização dos Estados Americanos já atestou a segurança do modelo.
Ainda não se sabe qual será a composição do Senado a partir de 2027 nem se os pedidos de impeachment hoje engavetados chegariam a ser pautados por uma nova presidência da Casa. Também não há resposta pública dos candidatos citados às declarações do decano, nem prazo definido para que o Supremo decida se revisita a exigência de diploma para jornalistas.
Questionado se há risco de impeachment de ministros caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, Gilmar afirmou que não pretende debater "cenários" neste momento


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta quarta-feira (19) que um parlamentar eleito com a promessa

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