Edinho Silva rejeita impeachment de ministros do STF e defende reforma do Judiciário
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Briefing
O que importa para você
- Pela legislação, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade, e o presidente da Casa decide se os pedidos andam.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não dá sinais de abrir processo, segundo a cobertura de centro.
- O PT diz que pretende tratar mudanças no Judiciário por reforma, prioridade aprovada no 8º Congresso do partido.
Onde os lados concordam
A cobertura de centro e a de direita registram que Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores, disse que o impeachment de ministros do STF enfraqueceria a democracia e que o partido defende a reforma do Judiciário. A cobertura de direita credita a declaração à mesma entrevista publicada pela de centro.
O que ainda está incerto
- Até a manhã de 3 de novembro, nenhuma das matérias analisadas informava quantos pedidos de impeachment contra ministros do STF tramitam no Senado.
- Não estava claro, naquele momento, o conteúdo concreto da reforma do Judiciário defendida pelo PT.
- O texto de centro lido estava truncado no fim da entrevista.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse em entrevista publicada em 3 de novembro que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal enfraqueceria a democracia. Ele afirmou que o PT defende a reforma do Judiciário e não vai aderir a iniciativas que chamou de oportunistas.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que o partido não apoiará o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista publicada na terça-feira, 3 de novembro, ele disse que a medida enfraqueceria a democracia e as próprias instituições. Edinho é também deputado federal eleito por São Paulo.
A cobertura de centro relatou que o dirigente separa a rejeição ao impeachment da defesa de mudanças no Judiciário. Segundo ele, o PT defende a reforma do Poder Judiciário e a reforma política e eleitoral, aprovadas como prioridades no 8º Congresso do partido. O petista disse que a posição não é reação às circunstâncias atuais e que o partido não vai aderir ao que chamou de iniciativas oportunistas capazes de fragilizar as instituições. O texto de centro acrescenta que o impeachment de ministros, principalmente de Alexandre de Moraes, é defendido por senadores de direita, e que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse em 1º de setembro que tantos pedidos não são normais, sem dar sinais de que pretende abrir processo. A mesma entrevista tratou de juros, apostas on-line, taxa das blusinhas, transição para o fim da escala 6x1 e das eleições para o comando da Câmara e do Senado.
Veículos de direita relataram a mesma declaração e creditaram expressamente as falas de Edinho a essa entrevista, concedida a um veículo de centro. Por isso, a coincidência entre as duas coberturas sobre o que o dirigente disse vem de uma origem comum declarada, e não de apurações separadas da fala. O texto de direita traz acréscimos próprios: registra que, pela legislação, cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade, que o presidente da Casa decide se os pedidos andam e que nenhum ministro foi afastado por impeachment até hoje. Também atribui ao dirigente a avaliação de que pedidos de impeachment podem servir de pressão política sobre o Supremo.
As duas coberturas convergem no fato central e não divergem em substância. A diferença está no recorte: a matéria de centro abre espaço para vários temas da entrevista e menciona os senadores de direita que defendem o impeachment; a de direita se concentra na posição sobre o Supremo e no rito legal, sem citar esses senadores nem os outros assuntos. Nenhum dos dois textos dá voz própria a defensores do impeachment.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 3 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, nenhuma delas informava quantos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo tramitam no Senado, nem se algum deles terá andamento. O texto de centro lido estava truncado no trecho final da entrevista, o que limita a leitura das demais respostas do dirigente.
Fontes
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido não apoiará pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista ao Poder360 publicada nesta terça-feira (3), ele disse

Edinho Silva afirma que legenda defende reforma do Poder Judiciário e que sigla não vai “aderir a iniciativas oportunistas”. Leia no Poder360.
