Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam chapa única contra Alcolumbre no Senado
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A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma candidatura única para enfrentar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tenta a recondução à presidência do Senado Federal na eleição de 1º de fevereiro. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e a líder do PP, Tereza Cristina (MS), discutem qual dos dois tem mais chance. Alcolumbre recebeu apoio de Lula e diz contar 48 votos; a oposição afirma que ele teria 38, abaixo dos 41 necessários.
Pelo prisma da direita, retirar Davi Alcolumbre da presidência do Senado Federal virou prioridade da oposição depois da vitória de Lula. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) buscam um nome competitivo para garantir independência do Legislativo diante do Planalto, apostando na maior bancada da nova legislatura, a do PL com 29 senadores, e em votos isolados de quem rejeita a recondução.
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As coberturas convergem em que Rogério Marinho e Tereza Cristina negociam um nome único contra Davi Alcolumbre, que recebeu apoio de Lula, e em que Tereza Cristina é vista como candidatura mais palatável na Casa.
A oposição a Lula articula uma candidatura única para barrar a recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado Federal. Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP) disputam quem enfrenta o atual presidente, que diz ter 48 votos; a oposição afirma que ele tem 38, abaixo dos 41 necessários.
A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma candidatura única para tentar impedir a recondução de Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, à presidência do Senado Federal. O líder da oposição na Casa, Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, e a líder do Partido Progressista no Senado, Tereza Cristina, de Mato Grosso do Sul, marcaram uma reunião para a terça-feira, 27 de outubro, com o objetivo de definir qual dos dois tem mais condições de enfrentar Alcolumbre.
A movimentação ganhou força depois que Lula declarou, na segunda-feira, apoio à recondução do atual presidente do Senado. A eleição para o comando da Casa está marcada para 1º de fevereiro. Desde a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula no domingo, lideranças de direita passaram a tratar a disputa pela Mesa Diretora como o próximo embate entre governo e oposição.
Os números explicam a estratégia. Para vencer, um candidato precisa de 41 dos 81 votos. O PL de Marinho terá a maior bancada da nova legislatura, com 29 senadores. Tereza Cristina calcula que pode chegar a 42 votos se o PL a apoiar e se ela conquistar votos isolados em outros partidos. Entre lideranças da oposição, a avaliação é de que o nome dela seria mais palatável na Casa. Alcolumbre, por sua vez, contabiliza 48 votos. A oposição contesta e afirma que ele teria hoje 38, três a menos que o necessário. O presidente do Senado articula com partidos do Centrão um anúncio formal de apoio ainda nesta semana.
A cobertura de centro foi a mais detalhada. Relatou que Alcolumbre recebeu sinalização positiva dos presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do Partido Progressista, Ciro Nogueira, além de MDB, Republicanos e Podemos. Segundo senadores ouvidos sob reserva, Ciro Nogueira teria sinalizado apoio sem consultar a bancada, com interesse em se reaproximar do Palácio do Planalto e evitar que as investigações do caso Master avancem contra ele. Os mesmos relatos apontam uma troca: o apoio do União Brasil à recondução de Hugo Motta, aliado de Ciro, à presidência da Câmara dos Deputados.
Um veículo de direita deu ao caso tom de urgência e apresentou a retirada de Alcolumbre como prioridade da oposição. O texto, porém, reproduziu os fatos de forma descritiva e acrescentou que a presidência do Senado controla a agenda legislativa, a condução das sessões e a tramitação de propostas do governo. Não citou a contagem de votos nem o caso Master. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre a articulação, e não há leitura desse campo para registrar.
Ainda não se sabe qual nome a oposição escolherá, nem se o Partido Progressista seguirá Tereza Cristina ou a sinalização de Ciro Nogueira a favor de Alcolumbre. A contagem real de votos segue em disputa, e nenhum dos envolvidos respondeu publicamente às suspeitas ligadas ao caso Master.
Rogério Marinho e Tereza Cristina tentam chegar a nome competitivo para barrar recondução do atual presidente da Casa

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma candidatura única para tentar impedir a reeleição de
