Incêndios e rios em baixa: a 4ª onda de calor desde maio na Europa
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 veículos
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

3 veículos
A Europa enfrenta a quarta onda de calor desde maio, com máximas que devem alcançar ou superar 40°C em vários países. Espanha, Portugal e França concentram os extremos no início da semana, e a massa de ar quente deve avançar para o centro e o leste do continente. Incêndios florestais de grande porte atingem a Grécia, a França, a Espanha, a Holanda e a Escócia, e o nível baixo de rios como o Danúbio e o Reno já afeta geração de energia, navegação e agricultura.
Veículos deste lado: G1 e Valor Econômico
A sequência de ondas de calor é lida como consequência direta da crise climática e da queima de combustíveis fósseis, com o preço sendo pago pelos mais vulneráveis. O secretário-executivo da ONU para Mudança Climática afirmou que o episódio carrega as marcas da crise climática por toda parte.
Veículos deste lado: Diário do Centro do Mundo
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Toda a cobertura converge em três pontos: é a quarta onda de calor no continente desde maio, com máximas de 40°C a 42°C em Espanha, Portugal e França e avanço para o centro e o leste europeu; incêndios florestais de grande porte atingem vários países, com destaque para a Grécia; e o nível baixo de rios como o Danúbio e o Reno já compromete geração de energia, navegação e agricultura.
A Europa enfrenta a quarta onda de calor desde maio, com máximas que devem alcançar ou superar os 40°C em boa parte do continente. Espanha, Portugal e França concentram os extremos no início desta semana, e a massa de ar quente deve avançar gradualmente para o centro e o leste europeu. O sul da Espanha pode registrar 42°C ou mais, regiões do oeste francês devem chegar a 40°C e até o sudeste da Inglaterra, país de construções projetadas para conservar calor no inverno, deve marcar cerca de 35°C.
A explicação meteorológica é a mesma em toda a cobertura: uma área persistente de alta pressão bloqueia a chegada de frentes frias e reduz a formação de nuvens, ventos empurram ar quente do Norte da África para o continente e a falta de chuva seca o solo, o que amplifica o aquecimento da superfície. O calor não inicia sozinho os incêndios, que também nascem de acidentes, ação humana ou falhas em redes elétricas, mas retira a umidade de folhas, galhos e pastagens e transforma a vegetação em combustível.
Os efeitos já ultrapassaram os termômetros. Na Grécia, mais de 400 bombeiros e 21 aeronaves combatiam um dos incêndios mais extensos da história do país a noroeste de Atenas, pelo quarto dia consecutivo, com retirada de moradores por terra e mar; dois tripulantes de um helicóptero de combate ao fogo morreram numa colisão aérea perto do litoral. França, Espanha, Portugal, Irlanda, Holanda e Escócia registram focos ou risco máximo de propagação, e o governo regional do Piemonte, na Itália, decretou estado de emergência por escassez de água e incêndios. Viena bateu seu recorde de temperatura ao marcar 40,1°C.
O impacto sobre a energia é o capítulo mais concreto. A Romênia desligou um dos dois reatores da usina de Cernavoda porque o nível do Danúbio não garantia o resfriamento dos equipamentos, e o exército usou 180 quilos de explosivos numa detonação controlada para remover uma rocha e aumentar o fluxo de água até a segunda unidade. O país decretou estado de alerta no setor energético durante todo o mês de agosto, importa cerca de 2.000 megawatts por dia a custo elevado e pediu que empresas e cidadãos reduzissem o consumo; suas duas maiores montadoras pararam a produção até o fim do mês. Na Hungria, o governo chegou a anunciar o fechamento de sua única usina nuclear e recuou diante de uma leve melhora. O nível baixo do Reno afeta o transporte de cargas entre Suíça, Alemanha e Holanda.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda destacaram a atribuição do episódio à crise climática, reproduzindo a avaliação do secretário-executivo da ONU para Mudança Climática de que a onda de calor é o preço mais recente da poluição por combustíveis fósseis, e deram espaço ao alerta da Organização Mundial da Saúde para que governos preparem os sistemas de saúde antes dos picos, com atenção a idosos, crianças, doentes crônicos e trabalhadores ao ar livre. A cobertura de centro relatou o episódio pelo mecanismo físico e pelos números: temperaturas por país, mortes acima do esperado, bombeiros mobilizados, megawatts importados e produção industrial parada, sem atribuir causa nem responsabilidade. Não houve, entre as fontes reunidas, cobertura de veículos de direita, e o ângulo que costuma ocupar esse espaço, o de custo e segurança do suprimento de energia, aparece aqui apenas de forma indireta, nos relatos sobre reatores desligados, importação cara e racionamento voluntário.
Ainda não se sabe quantas mortes serão oficialmente atribuídas a esta onda de calor nem em que período, já que os balanços falam em excesso de mortalidade sem número consolidado. Também não há informação sobre quanto tempo o bloqueio atmosférico deve durar, se a Hungria manterá seus reatores em operação, qual a área total queimada na Grécia e quanto custará à Romênia a energia importada durante o estado de alerta.
Europa enfrenta a quarta onda de calor desde maio, com temperaturas de até 42°C, incêndios florestais e rios em níveis baixos.

Temperaturas passam dos 40°C em parte do continente, agravam incêndios, pressionam rios e energia e ampliam riscos à saúde em meio à falta de chuva.

Romênia e Hungria sofrem para resfriar usinas nucleares, fogo consome florestas gregas e Viena registra 40,1ºC de temperatura
