INSS encerra hoje prazo para pedir devolução de descontos indevidos
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Como decidimos →O governo federal acelera a devolução de valores a aposentados lesados por descontos associativos fraudulentos, num esforço de reparação às vítimas mais vulneráveis da Previdência. O ministro Wolney Queiroz afirma que a meta é ressarcir todos que comprovarem direito, atendendo recomendação do presidente Lula para 'não deixar ninguém para trás'. A ação repara um abuso cometido contra segurados de baixa renda por entidades que descontavam mensalidades sem autorização.
Veículos deste lado: ICL Notícias
O INSS encerra neste sábado (20/6) o prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos associativos indevidos e aderirem ao acordo de ressarcimento do governo federal. As solicitações são feitas pelo Meu INSS, pela Central 135 ou nos Correios, cujo atendimento terminou na sexta.
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Esquerda e centro reconhecem que o INSS já devolveu R$ 3,2 bilhões a 4,7 milhões de segurados e que o prazo para contestar descontos indevidos termina no sábado, 20/6. Todos atribuem o ressarcimento ao acordo fechado no STF em julho de 2025.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerra neste sábado, 20 de junho de 2026, o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos associativos indevidos em seus benefícios e adiram ao acordo de ressarcimento oferecido pelo governo federal. A contestação pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS, pela Central Telefônica 135 ou nas agências dos Correios, embora o atendimento presencial nos Correios tenha se encerrado na sexta-feira, 19. O pedido cobre descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025, período em que mensalidades de sindicatos e associações foram cobradas sem autorização de muitos segurados.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta: até o momento, o governo já devolveu mais de R$ 3,2 bilhões a 4,7 milhões de beneficiários em todo o país. Após a contestação ser aprovada, o segurado pode aderir ao acordo e receber os valores corrigidos na mesma conta em que recebe a aposentadoria, em até três dias úteis. Quando a entidade responsável não apresenta comprovação válida do desconto, o sistema libera automaticamente a opção de ressarcimento ao beneficiário.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão reparadora da medida e a atuação do governo. Em entrevista, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que a intenção é pagar a todos que comprovarem direito até 20 de junho e relatou que o pedido de 'busca ativa' partiu do próprio presidente Lula, com a recomendação de 'não deixar ninguém para trás'. Nesse enquadramento, a ação aparece como esforço do Estado em proteger os segurados mais vulneráveis, vítimas de uma fraude cometida contra trabalhadores aposentados.
Veículos de direita tendem a enfatizar o outro lado da história: o tamanho do escândalo e a falha de controle do órgão público que permitiu, por anos, descontos ilegais sobre aposentadorias e pensões. Nessa leitura, o acordo administrativo facilita o pagamento, mas o segurado que decidir não aderir precisará recorrer ao Judiciário, num processo que costuma ser lento e exige provar que não autorizou as cobranças. Permanece a cobrança por responsabilização das entidades e gestores envolvidos.
Todos os lados convergem nos fatos centrais: o ressarcimento decorre de um acordo fechado no Supremo Tribunal Federal (STF) em julho de 2025, após investigação sobre descontos fraudulentos destinados a entidades associativas. O ministro não confirmou se haverá nova prorrogação do prazo e ponderou que, por ser ano eleitoral, pode haver limitações legais a novas extensões.
O que ainda não se sabe é se o prazo será novamente prorrogado, qual o desfecho da responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos na fraude, e quantos segurados elegíveis ainda não procuraram o INSS e podem ficar sem o ressarcimento.
(Folhapress) - O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) encerra neste sábado (20) o prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos nos benefícios após o escândalo das mensalidades associativas.

Medida é necessária para aderir ao acordo de ressarcimento oferecido pelo governo federal aos beneficiários do INSS
