Jair Bolsonaro pede ao STF fim da suspensão de 90 dias às visitas de Flávio
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Como decidimos →A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu na segunda-feira ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleça as visitas do senador Flávio Bolsonaro na prisão domiciliar. A suspensão de 90 dias foi imposta em 13 de julho, depois que Flávio divulgou nas redes uma carta do pai, e termina em 11 de outubro. O pedido chega um dia após Flávio avançar ao segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobertura de esquerda enfatiza que a suspensão das visitas foi resposta a uma tentativa de contornar uma ordem judicial: Flávio Bolsonaro divulgou nas redes uma carta do pai, que está proibido de se comunicar com o público, inclusive por terceiros.
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Todas as coberturas concordam que a suspensão de 90 dias foi imposta em julho após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes, que ela termina em 11 de outubro e que a defesa pede o retorno imediato das visitas.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu a Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que restabeleça já as visitas de Flávio Bolsonaro na prisão domiciliar. A suspensão de 90 dias, imposta em julho após Flávio divulgar uma carta do pai, termina em 11 de outubro, em plena campanha do segundo turno presidencial.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira, 5 de outubro, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que libere as visitas do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, na prisão domiciliar onde o pai cumpre pena. A suspensão das visitas, fixada em 90 dias, termina em 11 de outubro.
A restrição foi imposta em 13 de julho. Naquela ocasião, Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Moraes entendeu que o senador havia sido usado como intermediário para contornar uma das medidas cautelares contra o ex-presidente, que o proíbe de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros. Na decisão, o ministro afirmou que a conduta configurou desvio de finalidade no exercício do direito de visita.
Na petição, os advogados afirmam que não se mostra mais necessária a manutenção de um regime excepcionalmente restritivo. O pedido principal é o restabelecimento imediato das visitas nos moldes ordinários, com as condições de fiscalização já fixadas. Como alternativa, a defesa pede autorização para uma única visita, de natureza exclusivamente familiar, antes de 11 de outubro, em data e horário combinados previamente.
Todas as coberturas registram o mesmo contexto. Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Depois de uma cirurgia, obteve o direito de cumprir a pena em casa. Ele se recupera de uma pneumonia bacteriana.
A cobertura de centro relatou o pedido de forma descritiva e acrescentou o calendário eleitoral: a petição foi apresentada um dia depois de Flávio avançar ao segundo turno da eleição presidencial, em que enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, em 25 de outubro. Parte da cobertura de centro também lembrou que tramitam no Supremo outros pedidos, como o da Ordem dos Advogados do Brasil para autorizar a comunicação entre pai e filho e o de revogação de cautelares.
Veículos de esquerda destacaram a origem da proibição como uma tentativa de burlar a vedação imposta ao ex-presidente e trataram a lógica da decisão de Moraes como evidente: se Bolsonaro não pode falar diretamente ao público, também não pode fazê-lo por meio de familiares. Esses veículos enquadraram o caso dentro da cobertura do bolsonarismo em plena reta final da campanha. Veículos de direita não publicaram cobertura própria do pedido até o momento, e o argumento de proporcionalidade aparece apenas na voz da própria defesa, reproduzida pelos demais.
Ainda não se sabe se Moraes vai decidir antes de 11 de outubro, nem se aceitará o pedido principal ou apenas a visita única. Também não está claro se o fim da suspensão virá acompanhado de novas condições para as visitas durante o segundo turno.
Segundo a defesa, "não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas, sendo possível o restabelecimento, desde logo".
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou petição ao STF para que as visitas de Flávio Bolsonaro sejam liberadas. A suspensão termina em outubro.

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Nesta matéria: perspectiva omitida.