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TJMG afasta juiz que acusou STF e Moraes de corrupção

1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•11/08/2026•atualizado em 12/08/2026•Escândalo Político
TJMG afasta juiz que acusou STF e Moraes de corrupção
Imagem: Estado de Minas

Resumo da cobertura

Um juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi afastado depois de aparecer bebendo e fumando durante uma sessão por videoconferência e, no dia seguinte, gravar um vídeo em que chama o tribunal mineiro, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de corruptos. As acusações foram feitas sem apresentação de documentos ou provas. A Corregedoria-Geral de Justiça abriu procedimento, o corregedor determinou o afastamento imediato e o Órgão Especial da Corte deve analisar o caso e definir as medidas cabíveis.

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Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • Estado de MinasJuiz flagrado com bebida em sessao ataca Moraes e o STF: 'Corruptos'Após vídeo bebendo vinho e fumando em audiência viralizar, Milton Lívio Lemus grava novo desabafo explosivo e faz acusações graves sem provas
    Análise editorial

    Texto descritivo e institucional, ancorado na Resolução 465/2022 do CNJ e no rito da Corregedoria, com ressalva repetida de que as acusações foram feitas sem provas. O uso de 'desabafo explosivo' e do rótulo de abertura eleva o tom, mas o corpo mantém enquadramento neutro e não toma partido sobre a conduta dos tribunais.

    Qualidade argumentativa
    58/100
    Manipulação emocional
    30/100
    Clickbait
    45/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não procurou os desembargadores citados nem os tribunais acusados para manifestação
    • Não menciona o afastamento imediato determinado pelo corregedor-geral
    • Atribui ao magistrado a frase 'meu nome é Tibagy Salles', sem esclarecer que Tibagy é o nome do pai citado na gravação
Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • O Estado de S.PauloJuiz flagrado bebendo vinho e fumando em audiência diz que ‘STJ, STF e Moraes são todos corruptos’Milton Lívio Lemos Salles acusa de ‘difamação’ Tribunal de Justiça de Minas, onde atua há 36 anos, e diz ter ‘conhecimento de causa’. Após publicação do vídeo em que faz as acusações, tribunal informou que ele foi afastado; Estadão pediu manifestação do ministro do STF e de todos os outros citados na gravação do magistrado
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.

    Análise editorial

    Relato factual do vídeo e do afastamento, com identificação dos citados e registro explícito de que o espaço para manifestação segue aberto aos tribunais, ao ministro e aos desembargadores mencionados. O título reproduz a citação e é sustentado pelo corpo. Apesar do viés do veículo, o texto não adota vocabulário valorativo nem enquadra o episódio como prova das acusações.

    Qualidade argumentativa
    62/100
    Manipulação emocional
    15/100
    Clickbait
    30/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não explica quais sanções disciplinares são cabíveis nem o rito do Órgão Especial
    • Não informa se há apuração anterior sobre a compra de veículos citada pelo magistrado

Um magistrado com 36 anos de carreira foi flagrado bebendo e fumando durante uma sessão por videoconferência e, em seguida, gravou um vídeo acusando o tribunal mineiro, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de corrupção, sem apresentar provas. Ele foi afastado por decisão do corregedor-geral, e o Órgão Especial da Corte deve decidir as medidas disciplinares.

O juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi afastado de suas funções depois de gravar um vídeo em que chama o próprio tribunal, o Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes de corruptos. A decisão de afastamento imediato partiu do corregedor-geral de Justiça de Minas e antecipou a reunião do Órgão Especial da Corte, em que os desembargadores devem definir as medidas cabíveis diante do episódio.

O caso começou em uma sessão por videoconferência do 4º Núcleo de Justiça 4.0, na área cível e de família. Nas imagens que circularam, o magistrado aparece de bermuda, acende um cigarro e bebe diretamente de uma garrafa que aparenta conter vinho. A conduta contraria a resolução do Conselho Nacional de Justiça que exige postura solene e vestimenta adequada em atos judiciais realizados a distância. A sessão foi interrompida quando ainda faltavam três processos para julgar, remetidos à pauta do fim do mês. Depois de tomar conhecimento das imagens, a Corregedoria-Geral instaurou procedimento e encaminhou o caso ao Órgão Especial.

No vídeo seguinte, de poucos segundos, o juiz diz estar cansado, afirma ter 36 anos de magistratura e sustenta que fala com conhecimento de causa. Ele cita nominalmente atuais e antigos dirigentes do tribunal mineiro e menciona a compra de mais de 170 carros híbridos, sem apresentar documento ou qualquer prova. Também critica o funcionamento da Corte, diz que restaram computadores e prédios vazios consumindo energia e funcionários, e desafia quem quiser confrontá-lo publicamente na televisão.

A cobertura de centro tratou o episódio em chave institucional, com destaque para a regra do Conselho Nacional de Justiça descumprida, o rito da Corregedoria e o encaminhamento ao Órgão Especial, repetindo de forma insistente que as acusações foram feitas sem provas e detalhando a trajetória do magistrado em comarcas mineiras. Veículos de direita deram peso maior ao conteúdo das falas contra o Supremo e contra o ministro Alexandre de Moraes, reproduziram a íntegra das acusações, identificaram os dirigentes citados e informaram ter procurado os tribunais, o ministro e os desembargadores mencionados para se manifestarem. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio até o momento; pela leitura habitual desse campo, o enquadramento provável seria o do dano institucional, com ênfase nos processos de família que ficaram sem julgamento e no uso das redes sociais para deslegitimar as cortes superiores sem apresentar prova.

O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das acusações de corrupção veio acompanhada de documento, e não há confirmação de que exista apuração em curso sobre a compra dos veículos citada na gravação. Os tribunais acusados, o ministro e os desembargadores nomeados não se pronunciaram publicamente. Também não está definido se o afastamento será convertido em processo administrativo disciplinar, qual sanção pode ser aplicada ao fim desse rito e se haverá alguma apuração específica sobre o estado do magistrado durante a sessão virtual.

Briefing

O que importa para você

  • Três processos de família deixaram de ser julgados na sessão interrompida e só entram em pauta no fim do mês.
  • O magistrado está afastado das funções por decisão do corregedor-geral, e o Órgão Especial define as medidas disciplinares.
  • A regra descumprida é a Resolução 465/2022 do CNJ, que vale para toda audiência por videoconferência no país.

Onde os lados divergem

  • A cobertura de centro concentra o caso na quebra de decoro e no descumprimento da regra do CNJ, tratando as acusações como alegações sem lastro.
  • Veículos de direita dão peso ao conteúdo do ataque ao Supremo e ao ministro Alexandre de Moraes e à menção a gastos do tribunal, mantendo em aberto o pedido de resposta dos acusados.
  • Não há cobertura de esquerda publicada até o momento para contrastar.

Onde os lados concordam

Toda a cobertura converge em três pontos: o magistrado aparece bebendo e fumando durante sessão virtual, as acusações de corrupção contra os tribunais e contra o ministro foram feitas sem qualquer prova, e a Corregedoria do tribunal mineiro abriu procedimento com encaminhamento ao Órgão Especial.

O que ainda está incerto

  • Nenhuma prova foi apresentada para as acusações de corrupção, e não há confirmação de apuração sobre a compra dos veículos citada.
  • Os tribunais, o ministro e os desembargadores nomeados não se manifestaram publicamente.
  • Não se sabe se o afastamento vira processo administrativo disciplinar nem qual sanção pode ser aplicada.
JudiciárioPolítica NacionalEscândalo Político

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Fontes

Espectro: Direita
Juiz flagrado bebendo vinho e fumando em audiência diz que ‘STJ, STF e Moraes são todos corruptos’
Juiz flagrado bebendo vinho e fumando em audiência diz que ‘STJ, STF e Moraes são todos corruptos’

Milton Lívio Lemos Salles acusa de ‘difamação’ Tribunal de Justiça de Minas, onde atua há 36 anos, e diz ter ‘conhecimento de causa’. Após publicação do vídeo em que faz as acusações, tribunal informou que ele foi afastado; Estadão pediu manifestação do ministro do STF e de todos os outros citados na gravação do magistrado

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo
Espectro: Centro
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Após vídeo bebendo vinho e fumando em audiência viralizar, Milton Lívio Lemus grava novo desabafo explosivo e faz acusações graves sem provas

Estado de MinasEstado de Minas

Centro

1 fonte

Um juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi afastado depois de aparecer bebendo e fumando durante uma sessão por videoconferência e, no dia seguinte, gravar um vídeo em que chama o tribunal mineiro, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de corruptos. As acusações foram feitas sem apresentação de documentos ou provas. A Corregedoria-Geral de Justiça abriu procedimento, o corregedor determinou o afastamento imediato e o Órgão Especial da Corte deve analisar o caso e definir as medidas cabíveis.

Direita

1 fonte

A leitura à direita destaca o problema do custo e do corporativismo do Judiciário e o peso das acusações feitas por alguém de dentro. Um juiz com 36 anos de carreira afirma ter conhecimento de causa ao apontar corrupção no tribunal mineiro, no STJ, no STF e na conduta do ministro Alexandre de Moraes, e cita compra de mais de 170 veículos híbridos e prédios vazios que continuam consumindo energia e pessoal.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

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  2. 11 de ago. de 2026, 12:00
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  3. 11 de ago. de 2026, 00:00
    Magistrado publica vídeo em que acusa o TJMG, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de corrupção, sem apresentar provas
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  4. 10 de ago. de 2026, 00:00
    Juiz do TJMG é flagrado fumando e bebendo durante sessão por videoconferência do 4º Núcleo de Justiça 4.0
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