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Um juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi afastado depois de aparecer bebendo e fumando durante uma sessão por videoconferência e, no dia seguinte, gravar um vídeo em que chama o tribunal mineiro, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de corruptos. As acusações foram feitas sem apresentação de documentos ou provas. A Corregedoria-Geral de Justiça abriu procedimento, o corregedor determinou o afastamento imediato e o Órgão Especial da Corte deve analisar o caso e definir as medidas cabíveis.
Um magistrado com 36 anos de carreira foi flagrado bebendo e fumando durante uma sessão por videoconferência e, em seguida, gravou um vídeo acusando o tribunal mineiro, o STJ, o STF e o ministro Alexandre de Moraes de corrupção, sem apresentar provas. Ele foi afastado por decisão do corregedor-geral, e o Órgão Especial da Corte deve decidir as medidas disciplinares.
O juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi afastado de suas funções depois de gravar um vídeo em que chama o próprio tribunal, o Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes de corruptos. A decisão de afastamento imediato partiu do corregedor-geral de Justiça de Minas e antecipou a reunião do Órgão Especial da Corte, em que os desembargadores devem definir as medidas cabíveis diante do episódio.
O caso começou em uma sessão por videoconferência do 4º Núcleo de Justiça 4.0, na área cível e de família. Nas imagens que circularam, o magistrado aparece de bermuda, acende um cigarro e bebe diretamente de uma garrafa que aparenta conter vinho. A conduta contraria a resolução do Conselho Nacional de Justiça que exige postura solene e vestimenta adequada em atos judiciais realizados a distância. A sessão foi interrompida quando ainda faltavam três processos para julgar, remetidos à pauta do fim do mês. Depois de tomar conhecimento das imagens, a Corregedoria-Geral instaurou procedimento e encaminhou o caso ao Órgão Especial.
No vídeo seguinte, de poucos segundos, o juiz diz estar cansado, afirma ter 36 anos de magistratura e sustenta que fala com conhecimento de causa. Ele cita nominalmente atuais e antigos dirigentes do tribunal mineiro e menciona a compra de mais de 170 carros híbridos, sem apresentar documento ou qualquer prova. Também critica o funcionamento da Corte, diz que restaram computadores e prédios vazios consumindo energia e funcionários, e desafia quem quiser confrontá-lo publicamente na televisão.
A cobertura de centro tratou o episódio em chave institucional, com destaque para a regra do Conselho Nacional de Justiça descumprida, o rito da Corregedoria e o encaminhamento ao Órgão Especial, repetindo de forma insistente que as acusações foram feitas sem provas e detalhando a trajetória do magistrado em comarcas mineiras. Veículos de direita deram peso maior ao conteúdo das falas contra o Supremo e contra o ministro Alexandre de Moraes, reproduziram a íntegra das acusações, identificaram os dirigentes citados e informaram ter procurado os tribunais, o ministro e os desembargadores mencionados para se manifestarem. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio até o momento; pela leitura habitual desse campo, o enquadramento provável seria o do dano institucional, com ênfase nos processos de família que ficaram sem julgamento e no uso das redes sociais para deslegitimar as cortes superiores sem apresentar prova.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das acusações de corrupção veio acompanhada de documento, e não há confirmação de que exista apuração em curso sobre a compra dos veículos citada na gravação. Os tribunais acusados, o ministro e os desembargadores nomeados não se pronunciaram publicamente. Também não está definido se o afastamento será convertido em processo administrativo disciplinar, qual sanção pode ser aplicada ao fim desse rito e se haverá alguma apuração específica sobre o estado do magistrado durante a sessão virtual.
Toda a cobertura converge em três pontos: o magistrado aparece bebendo e fumando durante sessão virtual, as acusações de corrupção contra os tribunais e contra o ministro foram feitas sem qualquer prova, e a Corregedoria do tribunal mineiro abriu procedimento com encaminhamento ao Órgão Especial.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto descritivo e institucional, ancorado na Resolução 465/2022 do CNJ e no rito da Corregedoria, com ressalva repetida de que as acusações foram feitas sem provas. O uso de 'desabafo explosivo' e do rótulo de abertura eleva o tom, mas o corpo mantém enquadramento neutro e não toma partido sobre a conduta dos tribunais.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Relato factual do vídeo e do afastamento, com identificação dos citados e registro explícito de que o espaço para manifestação segue aberto aos tribunais, ao ministro e aos desembargadores mencionados. O título reproduz a citação e é sustentado pelo corpo. Apesar do viés do veículo, o texto não adota vocabulário valorativo nem enquadra o episódio como prova das acusações.

Milton Lívio Lemos Salles acusa de ‘difamação’ Tribunal de Justiça de Minas, onde atua há 36 anos, e diz ter ‘conhecimento de causa’. Após publicação do vídeo em que faz as acusações, tribunal informou que ele foi afastado; Estadão pediu manifestação do ministro do STF e de todos os outros citados na gravação do magistrado

Após vídeo bebendo vinho e fumando em audiência viralizar, Milton Lívio Lemus grava novo desabafo explosivo e faz acusações graves sem provas
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Perspectivas omitidas



