Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno com 47% e enfrenta Lula em 25 de outubro
3 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Com todas as urnas apuradas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 com cerca de 47% dos votos válidos, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com cerca de 45%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, contrariando a maioria das pesquisas, que indicavam leve vantagem de Lula. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro. No dia seguinte, os juros futuros caíram e líderes estrangeiros alinhados à direita parabenizaram Flávio.
O resultado do primeiro turno foi lido como sinal de mudança: Flávio Bolsonaro superou as pesquisas, ficou à frente de Lula e superou as votações do pai em 2018 e 2022. O mercado reagiu com queda forte dos juros futuros, apostando que Flávio é o candidato mais comprometido com o ajuste fiscal e a contenção da dívida pública, que subiu de 72% para 83% do PIB no terceiro mandato de Lula.
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5 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
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O senador Flávio Bolsonaro, do PL, encerrou o primeiro turno da eleição presidencial com cerca de 47% dos votos válidos, contra perto de 45% do presidente Lula, do PT. O resultado contrariou as pesquisas, derrubou os juros futuros e leva a disputa ao segundo turno em 25 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Com todas as urnas apuradas, Flávio somou cerca de 56,1 milhões de votos, perto de 47% dos válidos. Lula teve cerca de 53,9 milhões, perto de 45%. A diferença ficou em torno de 2,2 milhões de votos. Os dois voltam às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O resultado contrariou a maioria das pesquisas, que apontavam leve vantagem de Lula até a véspera. Flávio venceu em 15 unidades da federação, todas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, além de Roraima, Rondônia, Acre e Tocantins. Lula ganhou nos nove estados do Nordeste, no Pará, no Amazonas e no Amapá. Mais de 33,4 milhões de eleitores se abstiveram. Cerca de 2,3 milhões votaram em branco e 3,6 milhões anularam.
No dia da votação, Flávio votou em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele disse que pesquisas internas do partido mostravam um voto de revolta já no primeiro turno e afirmou, sem detalhar, que a imprensa seria perseguida num novo governo Lula.
A cobertura de centro concentrou-se nos números da apuração e na repercussão. Veículos de centro relataram que a imprensa francesa tratou a vantagem como surpresa e como prova de que o bolsonarismo continua forte. Um cientista político ouvido no exterior atribuiu o desempenho de Flávio a uma campanha centrada no custo de vida. Analistas citados lembraram que quem lidera o primeiro turno costuma vencer, e que os eleitores dos demais candidatos, todos com menos de 3%, tendem à direita.
Veículos de direita enfatizaram a reação do mercado financeiro. Na manhã de segunda-feira, nove dos onze contratos de juros futuros recuavam, alguns acima de 6%. Esses veículos atribuíram a queda à aposta de que Flávio faria um ajuste fiscal mais forte, e associaram o terceiro mandato de Lula ao aumento da dívida bruta, de 72% para 83% do produto interno bruto. Destacaram ainda a promessa de Flávio de um corte de gastos inspirado no presidente argentino Javier Milei.
A cobertura também registrou que a maioria dos chefes de Estado ficou em silêncio. Milei e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parabenizaram Flávio, assim como a opositora venezuelana María Corina Machado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não comentou o resultado, mas elogiou a rapidez da apuração brasileira.
Não houve, no conjunto analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre o resultado, o que deixa sem registro próprio a leitura desse campo sobre a derrota parcial de Lula.
Ainda não se sabe para onde irão os votos dos candidatos derrotados, nem como Lula tentará reverter a desvantagem em três semanas. Também segue sem detalhamento o plano de corte de gastos prometido por Flávio, e não está claro se a queda dos juros futuros vai se sustentar até o segundo turno.

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