Kassio Nunes Marques pede a Fachin filtro para pedidos eleitorais no STF
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Congresso em FocoNunes pede a Fachin medidas contra interferência do STF nas eleiçõesPresidente do TSE pede filtro para ações no STF que possam afetar a condução do processo eleitoral e o papel institucional da Corte.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O GloboEm reação a Dino, Kassio pede a Fachin providências contra risco de ‘captura institucional’ do TSEMinistro que preside a Corte Eleitoral vê(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de direita.
- CNN BrasilKassio pede que Fachin ajuste regra de distribuição de processos no STFPresidente do TSE cobrou atuação do presidente do Supremo após ministro Flávio Dino anular decisão tomada pela Corte eleitoral(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- Se Fachin acolher o pedido, muda a forma como qualquer pedido urgente sobre as eleições de 2026 chega a um relator do STF.
- A liminar de Dino valendo hoje mantém no ar a publicação do humorista Antonio Tabet e conteúdos removidos pelo mesmo fundamento.
- Decisões sobre propaganda e remoção de posts produzem efeito imediato e de difícil reversão a poucos dias do primeiro turno.
Onde os lados divergem
- Esquerda: o ofício é reação a um revés e faz acusações de direcionamento de processos sem nomear responsáveis nem apresentar prova.
- Direita: há um padrão concreto de petições protocoladas em ações antigas para alcançar relatores favoráveis e contornar a Justiça Eleitoral.
- Esquerda: o filtro restringiria o acesso ao Supremo contra ordens de remoção de conteúdo.
- Direita: o filtro protege o juiz natural e a competência do TSE sobre propaganda eleitoral.
Onde os lados concordam
Todos os lados registram os mesmos fatos: Kassio Nunes Marques pediu por ofício a Edson Fachin um filtro para petições eleitorais urgentes no STF, inclusive em ações já em curso; o pedido veio um dia depois de Flávio Dino derrubar a liminar de André Mendonça sobre as publicações a respeito de Nossa Senhora Aparecida; e o conflito é sobre decisões monocráticas e competência entre as duas cortes.
O que ainda está incerto
- Fachin não decidiu sobre o filtro e não há caminho regimental esclarecido para criá-lo sem o colegiado.
- Não há data marcada para o plenário do STF analisar a decisão de Flávio Dino.
- Nenhuma fonte apresentou prova documental de articulação para escolher relatorias.
- Segue em aberto o pedido levado ao ministro Luiz Fux para suspender a decisão de Dino.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal que crie um filtro na distribuição de petições eleitorais urgentes, um dia depois de Flávio Dino derrubar liminar de André Mendonça sobre publicações a respeito de Nossa Senhora Aparecida. O ofício fala em risco de captura institucional da Justiça Eleitoral.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, enviou nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no qual pede a criação de um filtro na distribuição das petições com medidas urgentes relacionadas às eleições deste ano, inclusive quando apresentadas dentro de ações que já tramitam na Corte. No documento, Nunes Marques diz ver com elevada preocupação o que classifica como indevida sobreposição de competência e violação ao juiz natural, e alerta para o risco de captura institucional, definido por ele como a subordinação funcional do TSE a juízos individuais externos à estrutura da Justiça Eleitoral. O objetivo declarado é impedir decisões que afetem negativamente a isonomia entre os candidatos.
A cobertura de centro relatou que o ofício foi enviado um dia depois de o ministro Flávio Dino, do STF, cassar os efeitos de uma decisão do ministro André Mendonça, tomada no TSE na sexta-feira, 25 de setembro, a pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro. Mendonça havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet, que associava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida a uma crítica à família Bolsonaro. Dino entendeu que não havia elementos suficientes de ilegalidade para justificar restrição tão ampla à liberdade de expressão, observou que o conteúdo não citava o candidato nominalmente, estendeu a decisão a outros conteúdos retirados pelo mesmo fundamento e autorizou novos pedidos semelhantes. Os mesmos veículos registraram que Nunes Marques telefonou para Fachin no domingo e que os dois se reuniram em agenda fechada na presidência do Supremo, onde Fachin apenas ouviu o pedido e se comprometeu a avaliá-lo. No mesmo dia, Dino submeteu a própria decisão ao plenário presencial do STF, e cabe a Fachin marcar a data do julgamento.
Há convergência entre todos os lados sobre o teor do ofício e sobre a sequência dos fatos. As divergências aparecem na leitura do que motiva o pedido. Veículos de esquerda destacaram que o documento faz acusações graves, como o direcionamento de pedidos liminares a determinadas relatorias e o risco de erosão democrática, sem nomear responsáveis nem apresentar qualquer elemento que comprove articulação para manipular a distribuição de processos. Nessa leitura, o alcance do pedido vai além do episódio específico, porque atingiria justamente o caminho processual que permitiu à defesa do humorista recorrer ao Supremo contra uma ordem de remoção de conteúdo, em plena campanha presidencial.
Veículos de direita enfatizaram o lado oposto: sustentam que petições eleitorais vêm sendo protocoladas dentro de ações antigas, sob relatoria de ministros vistos como mais favoráveis, o que contornaria o sorteio de distribuição e atropelaria a competência da Justiça Eleitoral. Nessa cobertura, o caso é apresentado como exemplo do mecanismo, já que o pedido de Tabet entrou numa reclamação que tratava originalmente de publicações sobre a inelegibilidade do ex-procurador Deltan Dallagnol, e o relator não integra a composição do TSE. O episódio é situado ainda dentro do atrito entre grupos do Supremo, com Nunes Marques e Mendonça de um lado e Dino de outro.
O ponto jurídico em disputa é quem dá a última palavra quando decisões individuais do TSE sobre propaganda e liberdade de expressão são questionadas durante a campanha. Dino afirma que o Supremo tem competência constitucional para controlar decisões monocráticas de tribunais superiores e pediu que o plenário examine essa questão. Nunes Marques argumenta que permitir pedidos de extensão sucessivos converte a reclamação constitucional em instância permanente de revisão dos atos da Corte Eleitoral.
Ainda não se sabe o que Fachin fará com o pedido, nem se existe caminho regimental para criar o filtro sem decisão do colegiado. Também não há data marcada para o plenário analisar a liminar de Dino, e nenhuma fonte apresentou prova documental de articulação para escolher relatorias. Igualmente em aberto está o destino do pedido apresentado ao ministro Luiz Fux para suspender a decisão que liberou as publicações.
Fontes

Presidente do TSE pede filtro para ações no STF que possam afetar a condução do processo eleitoral e o papel institucional da Corte.

Kassio Nunes Marques pede a Fachin filtro para ações eleitorais no STF e critica decisões monocráticas após revés envolvendo Flávio Bolsonaro.

Ministro que preside a Corte Eleitoral vê
Presidente do TSE cobrou atuação do presidente do Supremo após ministro Flávio Dino anular decisão tomada pela Corte eleitoral

Presidente do TSE pede a Fachin um filtro para pedidos urgentes sobre as eleições e alerta para interferência de decisões individuais do STF