Trump diz que a eleição no Brasil pareceu fraudada, mas que gosta de Lula
2 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 6 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
17 fontes políticas
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Como decidimos →Um dia depois do segundo turno, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas que a eleição brasileira "pareceu mais uma eleição fraudada", sem apresentar provas, mas afirmou gostar do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Lula por 51,79% a 48,21% dos votos válidos sobre Flávio Bolsonaro.
Na leitura da esquerda, Trump reforçou a narrativa golpista da família Bolsonaro ao insinuar fraude, sem prova alguma, numa eleição que as instituições brasileiras e a comunidade internacional reconheceram como limpa. O episódio é visto como mais uma interferência dos EUA na soberania do país, depois do tarifaço e das sanções a Alexandre de Moraes.
Na leitura da direita, a declaração de Trump recoloca em foco a decisão de Cristiano Zanin de prorrogar a votação, vista como estranha e como risco à confiança no pleito. Trump disse não ter tomado partido e que eleições precisam ser inquestionáveis; o foco recai sobre a decisão do STF.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a eleição brasileira pareceu fraudada, sem apresentar provas, e que gosta de Lula. A fala citou a prorrogação do voto determinada por Cristiano Zanin. A página compara como esquerda, centro e direita cobriram o episódio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 26, que a eleição presidencial brasileira "pareceu mais uma eleição fraudada", mas disse gostar do presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e se dar bem com ele. A declaração veio um dia depois do segundo turno, em que Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro, do PL, por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos. A cobertura de centro registrou que Trump não apresentou provas.
Ao falar com jornalistas, Trump disse que não tomou partido, que a imagem passada ao mundo foi "péssima" e que eleições precisam ser inquestionáveis. Citou como motivo a prorrogação do horário de votação, das 17h para as 19h, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin. Questionado se faria algo, respondeu que governa os Estados Unidos, não o Brasil. No domingo, ele havia dito apenas que acompanhava a eleição.
O que os relatos têm em comum é a cronologia. A campanha de Lula pediu a extensão com base em falhas de transporte público. A de Flávio também pediu, em estados afetados por chuvas. Zanin acolheu o pedido, esclareceu depois que valia só para seções ainda abertas, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, referendou a decisão. Segundo o TSE, 34.330 votos, ou 0,027% do total, foram computados após as 17h.
A cobertura de centro destacou ainda que os Estados Unidos não reconheceram oficialmente o resultado e que o Departamento de Estado segurou um comunicado de felicitações até saber se Flávio aceitaria a derrota. Líderes de China, França, Espanha, Índia, Rússia e de governos de direita da América Latina, como Chile, Peru e Colômbia, parabenizaram Lula. A Argentina, de Javier Milei, não se pronunciou até a publicação. O vice-presidente Geraldo Alckmin chamou a fala de "totalmente equivocada" e disse que o governo continuará negociando um acordo com os EUA.
Veículos de esquerda enquadraram a fala como reforço da narrativa golpista da família Bolsonaro. Destacaram o isolamento de Trump frente aos demais líderes, o pedido de Eduardo Bolsonaro para que a comunidade internacional não reconheça Lula e o histórico de tarifa de 50% e sanções a autoridades brasileiras, tratado como pressão externa sobre a soberania.
Veículos de direita enfatizaram a decisão de Zanin, apresentada como estranha por Trump, e repetiram as palavras "manipulada" e "corrupta". Deram espaço à promessa de Flávio de judicializar o resultado e pedir a cassação da chapa de Lula, e à explicação de que a lei já permite votar a quem está na fila. Parte da cobertura de direita registrou a ausência de provas; parte não.
O que ainda não se sabe: se os EUA vão reconhecer formalmente o resultado, se a fala terá efeito prático nas negociações comerciais, e qual será o desfecho dos pedidos de Flávio na Justiça. Também não está claro o motivo do pedido da Polícia Federal para que Flávio entregue o passaporte, decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes.
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Donald Trump disse que a eleição brasileira pareceu fraudada, sem apresentar provas. Lula venceu Flávio Bolsonaro com 51,79% dos votos válidos.

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Em seguida, presidente americano afirmou que 'gosta do Lula' e que de dá bem com líder brasileiro

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Nesta matéria: perspectiva omitida.