Flávio Bolsonaro contesta derrota e pede anulação enquanto aliados reconhecem Lula
2 veículos de esquerda · 11 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Lula foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026 com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, que não reconheceu o resultado e anunciou pedido de anulação, enquanto partidos e lideranças aliados dele reconheceram a vitória do petista.
Para o campo progressista, a derrota de Flávio Bolsonaro e a recusa dele em aceitar as urnas repetem o roteiro antidemocrático de 2022; o isolamento de Flávio, até em seu partido, reforça a defesa das instituições.
Na leitura da direita, a virada de Lula é um fato eleitoral com contornos controversos, e a contestação de Flávio Bolsonaro parte de uma decisão do Supremo que mudou a regra no meio do dia; o reconhecimento de aliados mostra respeito às instituições, sem encerrar as dúvidas.
14 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, cerca de 4,4 milhões à frente de Flávio Bolsonaro, que contesta a prorrogação da votação e anuncia pedido de anulação. Partidos que o apoiaram reconheceram o resultado.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República no segundo turno de domingo, 25 de outubro de 2026, e conquistou o quarto mandato. Com 100% das urnas apuradas, obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos. Foi uma virada: no primeiro turno, Flávio havia terminado na frente, com 47,03% contra 45,16%. A cobertura de centro lembrou que foi a primeira vez, desde 1989, que o mais votado na primeira etapa perdeu a segunda.
Na noite de domingo, Flávio disse que não reconhece o resultado e que pedirá a anulação da eleição. O argumento é a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que por volta das 17h01 prorrogou a votação até as 19h, diante de relatos de falta de transporte público em Salvador e em São Paulo. O ministro depois esclareceu que a medida valia apenas para as seções ainda abertas, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais nesse sentido. Nesta segunda-feira, Flávio afirmou que Lula não reconheceria uma vitória dele no cenário inverso.
A cobertura de centro registrou pontos que contrariam a versão de Flávio: a própria campanha dele havia pedido ao tribunal duas horas a mais em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina atingidos por chuvas, cerca de 35 mil votos foram depositados depois das 17h, e ele não apresentou provas de que a mudança alterou o resultado. O tribunal também negou a afirmação de que fiscais do PL tenham sido retirados da sala-cofre. Em 16 de outubro, Flávio havia prometido respeitar o resultado, qualquer que fosse.
Enquanto isso, aliados dele reconheceram a vitória. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, pediu um governo para todos. O MDB, o União Brasil, o PSD, o PSDB e o Podemos publicaram notas na mesma linha, e 15 partidos haviam se manifestado até as 13h de segunda. Ronaldo Caiado disse que, como democrata, se curva à decisão da maioria, e Renan Santos pediu que eleitores de direita não saiam às ruas. Já Romeu Zema chamou a prorrogação de golpe, e Sergio Moro disse que há questionamentos que precisam ser esclarecidos. Uma publicação de centro registrou que Augusto Cury cumprimentou Lula na tarde de segunda; outra, anterior, dizia que ele ainda não havia se manifestado.
Veículos de esquerda destacaram a pressão de lideranças do PL para que Flávio reconheça a derrota. Segundo eles, Valdemar Costa Neto não pretende repetir o pedido de 2022, que levou a uma multa de mais de R$ 20 milhões e a um inquérito contra o dirigente. Veículos de direita enfatizaram um levantamento segundo o qual Lula venceu em 213 municípios onde Flávio liderou o primeiro turno, 76 deles em Minas Gerais, e trataram o dado como controvérsia, sem comparar com o restante do país.
Há ainda um segundo desdobramento. Na manhã de segunda, Flávio disse ter sido abordado pela Polícia Federal, ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro, e informado de que deveria entregar os passaportes e não poderia deixar o país. Ele atribuiu a ordem a Alexandre de Moraes e a uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, e a chamou de tentativa de intimidação. Senadores aliados de Lula criticaram a medida nos bastidores, por tensionar o ambiente, e parlamentares bolsonaristas articulam pedido de impeachment do ministro.
O que ainda não se sabe: se Flávio protocolará o pedido de anulação e com que base jurídica, qual será a posição do PL e de Tarcísio de Freitas, que até a publicação das matérias não havia se pronunciado, e como a medida sobre o passaporte vai evoluir. A posse de Lula e dos governadores está marcada para 5 de janeiro.
Lideranças do PL pressionam Flávio Bolsonaro a reconhecer a vitória de Lula após uma diferença de 4,4 milhões de votos no resultado eleitoral

Quase metade dos 10,3 milhões de votos extras que petista obteve no segundo turno vieram do Sudeste, região onde ocorreu a maior movimentação de eleitores para a candidatura do petista.

Senadores aliados de Lula criticam apreensão do passaporte de Flávio e dizem que medida “tensiona” cenário político

Flávio Bolsonaro contestou horário de votação no segundo turno e voltou a questionar resultado após derrota para o presidente Lula


Ex-presidenciáveis negam fraude e orientam eleitores a aceitar resultado das urnas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 213 municípios onde Flávio Bolsonaro (PL) havia obtido mais votos

Políticos e partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026 reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações ocorreram entre ontem, após a apuração, e hoje, em meio à decisão de Flávio de contestar o resultado.

Candidato derrotado questionou decisão que estendeu horário de votação até as 19h em todo o país.
Siglas que declararam apoio a Flávio no segundo turno reconhecem resultado das urnas, mas ex-governador de Minas fala em eleição 'mentirosa'. Agusto Cury e Tarcísio de Freitas ainda não se pronunciaram.

Durante a campanha, Caiado havia declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), depois de ter ficado em quinto lugar no primeiro turno.

Siglas que declararam apoio a Flávio no segundo turno reconhecem resultado das urnas, mas ex-governador de Minas fala em eleição 'mentirosa'. Agusto Cury e Tarcísio de Freitas ainda não se pronunciaram.

Um total de 15 partidos políticos declarou apoio ou reconheceu a vitória, incluindo siglas que apoiaram Flávio Bolsonaro. Leia no Poder360.

Candidato do PL perdeu para presidente em virada histórica, após terminar primeiro turno em vantagem e conseguir articular apoios

Nesta matéria: perspectiva omitida.