La Espriella é confirmado como presidente da Colômbia após apuração de juízes
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O advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella foi confirmado presidente da Colômbia após o escrutínio dos juízes coincidir em 99,997% com a contagem preliminar. Ele venceu o segundo turno com 49,66% dos votos contra 48,69% do senador Iván Cepeda, apadrinhado do presidente de esquerda Gustavo Petro. A diferença foi de menos de 300 mil votos. Espriella toma posse em 7 de agosto e promete linha-dura na segurança pública.
Veículos deste lado: UOL e BBC Brasil
Abelardo de la Espriella foi eleito e confirmado presidente da Colômbia, impondo derrota ao projeto de esquerda de Gustavo Petro e ao seu candidato, Iván Cepeda. Empresário bem-sucedido e outsider, Espriella financiou a própria campanha e prometeu combater o narcoterrorismo e endurecer a segurança pública.
Veículos deste lado: Jovem Pan
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Os três lados reconhecem que De la Espriella venceu por margem apertada (menos de 300 mil votos), que a apuração oficial confirmou o resultado em 99,997% e que a vitória encerra o primeiro governo de esquerda da Colômbia, de Gustavo Petro.
Abelardo de la Espriella foi confirmado presidente da Colômbia após o escrutínio dos juízes eleitorais coincidir em 99,997% com a contagem preliminar, segundo a Registraduría Nacional del Estado Civil, o órgão eleitoral do país. O advogado de extrema direita venceu o segundo turno com 49,66% dos votos, equivalente a 12.914.381 votos, contra 48,69% do senador Iván Cepeda, que somou 12.663.687 votos. A diferença ficou abaixo de 300 mil votos, num pleito de comparecimento recorde. A posse está marcada para 7 de agosto.
Todos os lados da cobertura convergem nos fatos centrais: a vitória encerra o primeiro governo de esquerda da história colombiana, de Gustavo Petro, eleito em 2022; Espriella, de 47 anos, estreia em cargo público; e o resultado oficial confirmou a contagem prévia. O presidente eleito prometeu linha-dura na segurança pública, com construção de megapresídios, e sinalizou revisão de instituições criadas pelo Acordo de Paz de 2016 com as Farc.
A cobertura de centro relatou que Petro contestou a apuração e falou em irregularidades, enquanto Cepeda condicionou o reconhecimento da derrota ao escrutínio final. Reportagens de centro também detalharam a trajetória do vencedor: investigação da BBC apontou que Espriella construiu sua fortuna como advogado de clientes ligados ao paramilitarismo das AUC e a escândalos de corrupção, com honorários que ele próprio descreveu como chegando a três milhões de dólares por caso. A equipe do advogado enquadra essa clientela no exercício legítimo da advocacia criminal.
Veículos de esquerda enfatizaram o temor de uma nova onda de violência política, lembrando que o país perdeu gerações de lideranças progressistas no conflito armado, e destacaram a retórica agressiva do vencedor, que chamou adversários de narcoterroristas e prometeu 'estripar' a esquerda. Já veículos de direita enfatizaram a confirmação oficial do resultado como desmentido às alegações de fraude da esquerda derrotada, apresentaram Espriella como outsider e empresário bem-sucedido que financiou a própria campanha, e celebraram o alinhamento da Colômbia à virada conservadora na região, ao lado de Argentina, El Salvador, Equador e Chile.
A dimensão internacional do resultado também apareceu na cobertura. Donald Trump declarou apoio e reconheceu a vitória, e em Cali manifestantes chegaram a queimar bandeiras dos Estados Unidos. No Brasil, o senador Flávio Bolsonaro comemorou afirmando que 'as agendas de direita continuam triunfando em toda a América'.
O que ainda não se sabe é como Espriella conduzirá, na prática, as promessas de desmonte das instituições do Acordo de Paz e o endurecimento penal, nem qual será a reação efetiva da oposição após a posse. Também permanece em aberto o desfecho dos questionamentos sobre a origem do patrimônio do presidente eleito, alvo de investigações jornalísticas e de parlamentares norte-americanos.
Advogado estreia em cargo público em votação apertada contra Iván Cepeda, apadrinhado de Gustavo Petro

Com recursos próprios, De la Espriella defende sua independência e afirma ter financiado sua campanha. Seus vínculos e atividades empresariais estão sendo questionados.

A esquerda contestou o resultado do 2º turno e uma recontagem confirmou a vitória do candidato da extrema direita
