O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) chegou dividido ao segundo turno da eleição presidencial. Nesta terça-feira (13), o líder do partido no Senado, Eduardo Braga, do Amazonas, declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e do vice Geraldo Alckmin. Ele falou em nome dos senadores do partido e saiu em defesa dos diretórios estaduais que seguem o mesmo caminho.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, e esta reportagem parte dessa cobertura de fonte única, classificada como de centro. Não há, até agora, registro de veículos de esquerda ou de direita sobre o episódio, e por isso nenhum enquadramento ideológico é atribuído a eles.
Segundo a cobertura de centro, dez diretórios das regiões Norte e Nordeste decidiram apoiar Lula: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia. No mesmo dia, o partido formalizou apoio majoritário ao senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), com 17 dos 27 diretórios estaduais. O presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, afirmou que a decisão acompanha o que o povo expressou nas urnas no primeiro turno, o desejo de mudança, e disse esperar que Flávio Bolsonaro repita a gestão de Ricardo Nunes e de Tarcísio de Freitas.
No discurso, Braga justificou o apoio a Lula pelos compromissos e avanços nas áreas social, de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento sustentável, renda e emprego. Ele afirmou que, sem o apoio do partido ao governo, uma ruptura democrática poderia ter ocorrido nos últimos quatro anos e reformas estruturantes, como a Tributária, não teriam sido aprovadas. Segundo o relato, Braga disse ainda que o ex-presidente José Sarney apoiou a decisão minoritária do partido, após uma conversa por telefone no mesmo dia. Sarney teria dito que o MDB não pode deixar de estar ao lado da liberdade, da democracia e da soberania.
O senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba, reeleito, pediu a palavra para declarar apoio a Lula. Ele acusou Flávio Bolsonaro de não querer a modernização da legislação tributária e afirmou que, se eleito, o candidato mudaria a base do que o Congresso aprovou em 2024.
O que ainda não se sabe: a cobertura não traz a posição da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o racha, nem detalha as razões dos diretórios que o apoiam além da fala de Baleia Rossi. Também não está claro qual será o peso prático do apoio dos senadores e dos dez diretórios na campanha de Lula, nem se haverá novas adesões ou mudanças de posição antes da votação.