Investigada pela PF, Roberta Luchsinger acumula R$ 1,1 milhão em dívidas tributárias
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
A empresária Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal como lobista, responde a nove processos por dívidas nas Justiças de São Paulo e de Minas Gerais e deve R$ 1,1 milhão em impostos por meio de duas empresas, a RL Consultoria e Intermediações e a produtora Elephant 2 Produções. A lista de credores vai de tapeceiro, babá e empregada doméstica à União e à Prefeitura de São Paulo. Em paralelo, ela é investigada por suspeita de tráfico de influência e corrupção, com apuração sobre pagamentos ao ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Ribeiro e sobre a relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Todos os citados negam irregularidades.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A empresária Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal como lobista, responde a nove processos por dívidas nas Justiças de São Paulo e de Minas Gerais e deve R$ 1,1 milhão em impostos por meio de duas empresas, a RL Consultoria e Intermediações e a produtora Elephant 2 Produções.
Direita
Uma empresária com histórico de calotes documentados e R$ 1,1 milhão em impostos não pagos circulou por gabinetes do poder federal, recebeu R$ 1,5 milhão para representar o operador conhecido como Careca do INSS, pagou R$ 217 mil ao então chefe de gabinete da Presidência e mantinha relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Enquadramento factual sustentado por documento: valores da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, nove processos analisados nas Justiças de São Paulo e Minas Gerais, registro de casamento do avô, ausência de registro na Ancine. Todos os citados aparecem com sua versão. O contraste entre calote e ostentação nas redes sociais é o único elemento valorativo, e vem ancorado em fato verificável, não em adjetivação ideológica.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é em boa parte reempacotamento de apuração alheia e mantém a negativa da investigada, mas a seleção editorial puxa o eixo para a proximidade com o filho do presidente já no primeiro terço do texto e converte um perfil de calotes civis em sinal de contaminação do governo federal. É accountability de recorte à direita, com título em caixa alta e chamada de vídeo ao fim, e não classificação herdada do veículo: o próprio texto abre com o vínculo político antes de tratar dos processos.
Apontada como lobista pela Polícia Federal, Roberta Luchsinger acumula processos por dívidas em São Paulo e em Minas Gerais e R$ 1,1 milhão em tributos não pagos por suas duas empresas. A apuração alcança o pagamento de R$ 217 mil a um ex-chefe de gabinete da Presidência e a relação com o filho do presidente. Todos os citados negam irregularidades.
A empresária Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal como lobista, acumula uma extensa lista de processos por dívidas não pagas nas Justiças de São Paulo e de Minas Gerais e deve R$ 1,1 milhão em impostos por meio de suas duas empresas, a RL Consultoria e Intermediações e a produtora Elephant 2 Produções. O levantamento tem como base nove ações judiciais e dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e vem a público enquanto ela é investigada por suspeita de tráfico de influência e corrupção.
A cobertura de centro relatou que a lista de credores é bastante diversificada e inclui um tapeceiro, a escola da filha, uma loja de roupas, inquilinos, uma agência de marketing eleitoral, uma babá, uma empregada doméstica, além da União e da Prefeitura de São Paulo. Segundo essa apuração, a empresa de consultoria deve R$ 821.090,57 em tributos federais e R$ 199.713,99 de Imposto Sobre Serviços ao município de São Paulo, que não é recolhido há cerca de cinco anos, enquanto a produtora soma R$ 54.746,42 com a União e R$ 27.857,68 com a prefeitura. Em vários processos a Justiça não localizou a empresária nos endereços informados nem encontrou bens ou dinheiro em conta, e em duas ações ela alegou pobreza para não pagar custas processuais. Num dos casos, uma dívida de tapeçaria contratada em 2011, houve condenação em primeira instância, em segunda instância e no Superior Tribunal de Justiça, seguida do descumprimento de dois acordos de pagamento.
Veículos de direita enfatizaram o outro eixo da história, a proximidade da empresária com figuras do poder federal. A investigação apura se ela se valeu dessas relações para viabilizar contratos com a administração pública. Segundo o inquérito, ela recebeu R$ 1,5 milhão para atuar como lobista de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso preventivamente desde o ano passado sob suspeita de participação no esquema de fraudes na previdência, e pagou R$ 217 mil em 2024 ao ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola. A Polícia Federal também apura se houve pagamento de vantagens indevidas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os três negam as acusações: a empresária diz que a relação com o filho do presidente é de amizade antiga, o ex-chefe de gabinete afirma ter tomado um empréstimo já quitado e a defesa de Lulinha sustenta que ele nunca recebeu dinheiro dela nem do operador preso.
Até o momento não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o caso. O enquadramento provável desse campo partiria dos mesmos fatos por outro ângulo: os prejudicados nas ações civis são em boa parte trabalhadores e pequenos prestadores de serviço, e a dívida tributária de R$ 1,1 milhão é recurso que deixou de financiar serviço público, o que sustentaria a defesa de fiscalização mais dura sobre intermediários privados e a distinção entre inquérito em andamento e condenação antecipada.
Os dois lados que cobriram o caso convergem num episódio documentado à parte da investigação. Em 2016, a empresária e uma sócia convenceram o aposentado Lauro Escobosa Vallejo a ser avalista de um empréstimo-ponte de US$ 300 mil para um filme sobre o projetista de carros de luxo Horácio Pagani. O aporte de US$ 4 milhões de um suposto fundo do Bahrein nunca chegou, o dinheiro do empréstimo desapareceu e o aposentado perdeu a fazenda dada em garantia, em São Tomé das Letras, avaliada em R$ 8 milhões. A produtora não tem registro na Agência Nacional de Cinema nem obra audiovisual conhecida, e a empresária afirma que também foi vítima de um golpe. O material publicado registra ainda que ela se apresentou a partir de 2017 como herdeira de um banqueiro suíço, informação desmentida pelo registro civil do avô, comerciante nascido no Rio de Janeiro.
Ainda não se sabe se a apuração vai resultar em indiciamento ou denúncia, qual a origem exata dos valores movimentados pelas duas empresas, se os credores das ações civis chegarão a receber algo e em que prazo a Polícia Federal deve concluir o inquérito.
As duas empresas devem R$ 821.090,57 e R$ 54.746,42 à União e R$ 199.713,99 e R$ 27.857,68 de ISS à Prefeitura de São Paulo, crédito público que segue sem recuperação. Credores privados como um tapeceiro, uma babá e uma empregada doméstica não receberam mesmo com sentença. Um aposentado perdeu uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões dada como garantia de um negócio que não se concretizou.
As duas coberturas registram os mesmos fatos centrais: a empresária responde a processos por dívidas nas Justiças de São Paulo e de Minas Gerais, é investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência e corrupção, e nega irregularidades. Nenhuma delas afirma culpa formada.
Não há informação sobre indiciamento ou denúncia formal na investigação. Não se sabe a origem dos R$ 1,5 milhão pagos pelo lobby nem se a Polícia Federal encontrou prova de repasse a Fábio Luís Lula da Silva. Também não há prazo divulgado para a conclusão do inquérito.

Empresária e lobista investigada pela Polícia Federal, Roberta Luchsinger voltou ao centro do noticiário nesta semana após novas informações sobre
Credores têm perfis diversificados; calotes nos processos judiciais contrastam com vida que a empresária expõe nas redes sociais
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Leia em seguida




