O senador Lucas Barreto (PSD-AP), de 61 anos, confirmou nesta sexta-feira, 26 de junho, em entrevista à Rede Amazônica, que será pré-candidato à reeleição ao Senado nas eleições de 2026. Com o anúncio, Barreto consolida seu nome na disputa por uma das duas vagas que o Amapá terá em jogo no Senado Federal no ano que vem.
A cobertura de centro relatou a trajetória do parlamentar de forma factual: ele iniciou a vida pública em 1991 como deputado estadual, cargo que ocupou por quatro mandatos consecutivos até 2006. Também tentou o governo do Amapá em 2006, 2010 e 2014, sem sucesso, e foi eleito vereador de Macapá em 2012. Ao longo da carreira, passou por PDT, DEM e PTB, antes de se filiar ao PSD em 2019, legenda pela qual conquistou a cadeira no Senado. No Congresso, concentra a atuação em pautas econômicas, com destaque para a defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial e o endurecimento da fiscalização de gastos públicos.
O cenário eleitoral no Amapá é descrito como acirrado. Além de Barreto, outros seis nomes já se apresentaram como pré-candidatos ao Senado: Rayssa Furlan, Teles Junior, João Alberto Capiberibe, Randolfe Rodrigues, Alliny Serrão e Acácio Favacho. A multiplicidade de candidaturas indica uma corrida competitiva, que exigirá do senador uma estratégia de consolidação do eleitorado, sobretudo nas regiões onde já atuou como deputado e vereador.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo econômico da pré-campanha. Para essa cobertura, a defesa da exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial aparece como motor de desenvolvimento para um estado que depende fortemente de recursos federais, e a bandeira de fiscalização de gastos públicos é apresentada como compromisso com responsabilidade fiscal. O senador também busca associar sua imagem à defesa dos servidores civis dos ex-territórios federais, tema sensível no Amapá.
Veículos de esquerda tendem a destacar o outro lado dessa mesma agenda: a tensão entre a exploração de petróleo na Amazônia e a proteção ambiental, com possíveis impactos sobre comunidades ribeirinhas, além de ler a pauta dos servidores dos ex-territórios como uma questão de direitos coletivos. A presença de nomes de campo progressista na disputa, como Randolfe Rodrigues e João Alberto Capiberibe, reforça esse contraste de visões sobre o desenvolvimento regional.
O movimento não se restringe ao Amapá. No Piauí, a advogada Ravenna Castro desistiu de disputar o governo estadual pelo partido Democrata e anunciou, em publicação nas redes sociais, sua pré-candidatura ao Senado Federal. A mudança ocorreu pouco mais de dois meses após a oficialização da candidatura ao governo, em 6 de abril, e mostra como o tabuleiro das candidaturas ao Senado em 2026 ainda está em formação em vários estados.
O que ainda não se sabe é como ficará o desenho final das chapas e alianças no Amapá e no Piauí, nem há pesquisas de intenção de voto que indiquem a força de cada pré-candidato. Os motivos detalhados da troca de Ravenna Castro também não foram esclarecidos, e nenhuma das matérias traz o posicionamento dos demais concorrentes sobre as pautas em disputa.