Luis Felipe Salomão assume o STJ enquanto tribunal apura venda de sentenças
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O ministro Luis Felipe Salomão tomou posse em 19 de agosto de 2026 como presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para mandato de dois anos, com o ministro Mauro Campbell Marques na vice-presidência. É o 22º presidente da Corte. A gestão começa com duas prioridades declaradas: reduzir o acervo processual, por meio do filtro de relevância que entra em vigor em setembro, e disciplinar o uso de inteligência artificial na análise de processos e na redação de decisões. O tribunal recebeu 508.523 novos processos e julgou 781.788 casos em 2025, média de uma decisão a cada sete minutos. A cerimônia reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
A posse de Luis Felipe Salomão na presidência do Superior Tribunal de Justiça é lida como continuidade de um tribunal que produziu decisões de forte alcance social. O novo presidente evocou no discurso a liminar que garantiu medicamentos de alto custo a pacientes com Atrofia Muscular Espinhal, as indenizações às vítimas da contaminação por Césio-137 em Goiânia e a decisão que assegurou a adoção de menores por avós quando os pais estão incapacitados.
A leitura pela chave da eficiência institucional destaca um tribunal sufocado pelo próprio tamanho: 508.523 processos recebidos e 781.788 julgados em 2025, uma decisão a cada sete minutos, contra pouco mais de 3 mil casos analisados por tribunais superiores europeus de competência equivalente.
4 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: Luis Felipe Salomão assumiu a presidência do STJ por dois anos, com Mauro Campbell Marques como vice, e a prioridade declarada é reduzir o acervo processual. Há convergência também sobre o diagnóstico de sobrecarga, com 781.788 casos julgados em 2025, e sobre a necessidade de regras claras para o uso de inteligência artificial na elaboração de decisões.
O ministro Luis Felipe Salomão assumiu a presidência do Superior Tribunal de Justiça em 19 de agosto de 2026, para um mandato de dois anos, ao lado do vice Mauro Campbell Marques. A gestão começa com um tribunal que julgou 781.788 casos em 2025, um filtro de relevância prestes a entrar em vigor e apurações disciplinares sobre integrantes da própria Corte.
O ministro Luis Felipe Salomão tomou posse na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, como presidente do Superior Tribunal de Justiça, o STJ, para um mandato de dois anos. Ele é o 22º presidente da Corte e terá como vice o ministro Mauro Campbell Marques, também empossado na mesma cerimônia. Salomão tem 63 anos, é natural de Salvador, chegou ao tribunal em 2008 e acumula mais de três décadas de magistratura, com passagens pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pelo Tribunal Superior Eleitoral e pela Corregedoria Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça.
A solenidade reuniu autoridades dos Três Poderes. Estiveram presentes o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva era prevista, mas ele não compareceu.
Toda a cobertura converge sobre o diagnóstico que o novo presidente herda. Em 2025 o STJ recebeu 508.523 novos processos e julgou 781.788 casos, o que equivale, em média, a uma decisão a cada sete minutos. Tribunais superiores europeus com competência semelhante julgaram pouco mais de 3 mil casos no mesmo período. A aposta anunciada para enfrentar esse volume é o filtro de relevância, sancionado no início de agosto e com entrada em vigor prevista para setembro. O mecanismo exige que o recorrente demonstre a relevância econômica, política, social ou jurídica da questão, para além do interesse das partes, e funciona de modo semelhante à repercussão geral do Supremo. Pela Emenda Constitucional 125, de 2022, passam a ser analisadas as questões penais e as causas cíveis de valor acima de 606 mil reais. Salomão participou da articulação pela aprovação da medida e estima que ela possa reduzir em até 45% o volume de recursos que chegam ao tribunal. No discurso, afirmou que a Corte entra em uma nova lógica, voltada à formação de precedentes e à qualidade das decisões, e que a inteligência artificial e as ferramentas tecnológicas devem estar a serviço da sociedade, e não o contrário.
A ênfase, porém, muda conforme o lado da cobertura. Veículos de esquerda destacaram a dimensão social do tribunal, recuperando do discurso as decisões que garantiram a compra de medicamentos de alto custo para pessoas com Atrofia Muscular Espinhal, as indenizações às vítimas da contaminação por Césio-137 e o direito de avós adotarem netos quando os pais estão incapacitados, além de lembrar que Salomão foi indicado ao STJ no primeiro mandato de Lula. A cobertura de centro relatou o quadro completo, somando à agenda de eficiência o passivo disciplinar da Corte: dois integrantes implicados em investigações sobre venda de sentenças e a condenação do ministro Marco Buzzi à perda do cargo por importunação sexual, a sanção mais grave prevista para magistrados. Veículos de direita enfatizaram a agenda de gestão e de controle, tratando o filtro de relevância como correção de rota de um tribunal que julga em escala industrial e cobrando mecanismos de supervisão sobre o uso de inteligência artificial na análise de processos e na redação de decisões.
Há silêncios que atravessam o cluster inteiro. Nenhuma matéria ouviu críticos do filtro de relevância, e a estimativa de corte de 45% do acervo é reproduzida como projeção do próprio novo presidente, sem avaliação técnica independente. Também não se sabe quais critérios objetivos definirão que uma questão é relevante, nem qual será o destino prático das causas cíveis abaixo do piso de 606 mil reais, que deixam de subir ao tribunal. Sobre as apurações internas, não há informação pública sobre prazo, estágio ou quantos ministros são alvo. E a ausência de Lula na cerimônia, registrada por parte da cobertura, seguiu sem explicação oficial até o fechamento das matérias.
Ministro cumprirá mandato de dois anos e terá Mauro Campbell Marques como vice-presidente.
O ministro Luis Felipe Salomão assume nesta quarta-feira (19) a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com a proposta

Ministro destaca importância do filtro de relevância e diz que precedentes serão fortalecidos

Gestão também deve enfrentar medidas para uso de inteligência artificial e apurações contra integrantes da Corte.
