Lula aumenta Bolsa Família, mas perde eleitores do benefício
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Veículos com viés ao centro
- UOL'Se vai ser eleitoreiro ou não, o que importa para mim?', diz Lula sobre Bolsa Família'Se vai ser eleitoreiro ou não, o que importa para mim?', diz Lula sobre Bolsa Família UOL Notícias(abre em nova aba)
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Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- O piso do Bolsa Família subiu de 600 para 691 reais em 17 de setembro, reajuste de 15% já em vigor.
- No recorte de beneficiários, Lula tem 56% e Flávio Bolsonaro 27% no primeiro turno simulado.
- A margem de erro de dois pontos percentuais vale para os 2 mil entrevistados da amostra total, não para o subgrupo do Bolsa Família.
O que ainda está incerto
- Quantos entrevistados formam o subgrupo de beneficiários e qual a margem de erro aplicável a ele.
- Se a queda tem relação com o reajuste: a pesquisa mede intenção de voto, não motivação.
- Os números gerais da mesma rodada e a reação do governo federal e das campanhas aos resultados.
Onze dias depois de o governo reajustar o Bolsa Família em 15%, elevando o piso de 600 para 691 reais, a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra Lula recuando de 64% para 56% entre quem recebe o benefício, enquanto Flávio Bolsonaro sobe de 17% para 27%. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 25 e 27 de setembro.
A pesquisa do instituto Nexus encomendada pelo banco BTG Pactual, divulgada em 28 de setembro de 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdendo apoio entre os eleitores atendidos pelo Bolsa Família onze dias depois de o governo federal reajustar o programa em 15%. No recorte formado por quem recebe o benefício ou mora com alguém que recebe, a intenção de voto em Lula para o primeiro turno caiu de 64% para 56%, uma variação de oito pontos percentuais. No mesmo grupo, o senador Flávio Bolsonaro subiu de 17% para 27%.
O movimento se repete na simulação de segundo turno. Entre beneficiários, Lula recuou de 71% para 61%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 23% para 34%. A rodada anterior do mesmo levantamento foi a campo entre 18 e 20 de setembro e registrava Lula com 64% nesse recorte. A nova rodada, realizada entre 25 e 27 de setembro, ouviu 2 mil eleitores por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.
O reajuste que serve de pano de fundo foi anunciado em 17 de setembro. O benefício mínimo do Bolsa Família passou de 600 para 691 reais, aumento de 15% apresentado pelo governo federal como medida de proteção da renda dos brasileiros de menor poder aquisitivo, com entrada em vigor já na reta final da campanha.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, e a leitura oferecida por essa cobertura é a de que a ampliação do principal programa social do governo não se converteu em ganho eleitoral justamente no grupo diretamente beneficiado. O mesmo texto ressalva que os dados não permitem atribuir a queda ao reajuste, porque o levantamento mede intenção de voto e não a motivação declarada do eleitor. Por se tratar de cobertura de fonte única, não há neste momento versões concorrentes de veículos de outros campos editoriais para comparar o enquadramento, e nenhuma interpretação alternativa foi publicada ao lado dos números.
Um limite metodológico está declarado no próprio material: a margem de erro de dois pontos percentuais vale para a amostra total de 2 mil entrevistados, e não para o subgrupo de beneficiários do Bolsa Família, necessariamente menor e, por isso, sujeito a oscilação maior entre rodadas. O tamanho desse subgrupo não foi divulgado.
O que ainda não se sabe é quantos entrevistados compõem o recorte de beneficiários e qual seria a margem de erro aplicável a ele. Também não há, até aqui, manifestação do governo federal, da campanha do Partido dos Trabalhadores ou da campanha adversária sobre os números, nem divulgação dos resultados gerais da mesma rodada, que permitiriam comparar o comportamento desse público com o do conjunto do eleitorado. Sem esses elementos, a relação entre o aumento do benefício e a variação medida segue sem demonstração.
Fontes

Petista caiu oito pontos entre eleitores que recebem o programa após anunciar reajuste de 15% no benefício
'Se vai ser eleitoreiro ou não, o que importa para mim?', diz Lula sobre Bolsa Família UOL Notícias