Lula diz que governo estuda com Banco Central limitar cartão de crédito por pessoa
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Como decidimos →Veículos de esquerda apresentaram a proposta de Lula como resposta ao endividamento irresponsável das famílias, estimulado pela oferta agressiva de cartões pelos bancos. A restrição, discutida com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, seria complementar ao Desenrola 3.0, que renegocia dívidas já existentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou em entrevista ao Flow Podcast na quinta-feira (1º) que o governo discute com o Banco Central proibir os bancos de emitirem mais de um cartão de crédito por pessoa. Lula chamou de crime os juros do cartão; dados do Banco Central mostram que a taxa média do rotativo chegou a 449,4% ao ano em agosto.
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As coberturas convergem nos fatos: Lula disse que o governo discute com o Banco Central proibir os bancos de emitirem mais de um cartão de crédito por pessoa, e associou a medida ao combate ao endividamento das famílias.
Em entrevista ao Flow Podcast, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo discute com o Banco Central proibir os bancos de oferecerem mais de um cartão de crédito por pessoa. Ele chamou de crime os juros do cartão, cujo rotativo chegou a 449,4% ao ano em agosto. Ainda não há norma nem prazo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores e candidato à reeleição, afirmou na quinta-feira, 1º de outubro, que o governo discute com o Banco Central uma forma de proibir os bancos de emitirem mais de um cartão de crédito por pessoa. A declaração foi dada em entrevista ao Flow Podcast. "Nós vamos proibir os bancos de darem mais de um cartão de crédito para as pessoas", disse.
Na mesma entrevista, Lula criticou os juros do cartão e classificou como crime a prática de distribuir cartões sem que o cliente peça. O presidente citou taxas de 493% a 500%. Segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão chegou a 449,4% ao ano em agosto, uma das modalidades mais caras do sistema financeiro. Lula relacionou a facilidade de acesso ao crédito ao endividamento das famílias e disse que o governo pretende adotar medidas para reduzir essa exposição.
A cobertura de centro relatou as falas com tom factual e confrontou o número citado pelo presidente com o dado oficial do Banco Central. Também registrou que a medida ainda está em discussão, sem norma nem prazo definidos.
Veículos de esquerda destacaram a preocupação do presidente com o endividamento. Reproduziram o caso, contado por Lula, de uma pessoa que recebeu quatro cartões e acumulou dívida de R$ 80 mil, e a afirmação de que a equipe econômica e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sabem que será preciso moralizar a questão do crédito. Esses veículos ligaram a proposta ao Desenrola 3.0, anunciado pelo governo em 25 de setembro, em que a União compra carteiras de dívidas com desconto mínimo de 90% e repassa o abatimento aos devedores. Nessa leitura, o programa trata das dívidas já existentes, e a restrição aos cartões trataria da oferta de novo crédito.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre o anúncio. Nenhuma das matérias trouxe a posição dos bancos ou de críticos da medida.
O que ainda não se sabe é decisivo. O Banco Central não se manifestou publicamente sobre a proposta. Não está claro qual instrumento seria usado, se resolução do Conselho Monetário Nacional, norma do Banco Central ou projeto de lei, nem como a regra trataria quem já tem vários cartões. Também não há prazo para que a restrição saia do discurso e vire regra.
Em entrevista, petista critica taxas do rotativo, que chegaram a 449,4% ao ano em agosto
Lula diz que discute com o Banco Central proibir mais de um cartão de crédito por pessoa para conter o endividamento das famílias.
