Lula avalia mulher para suceder José Múcio no Ministério da Defesa
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A cobertura de esquerda destacou a disputa interna em torno da indicação de Cinara Wagner Fredo, feita por Múcio, e a articulação dos ex-ministros da Defesa Jaques Wagner, Nelson Jobim e Celso Amorim por um nome alternativo. O texto também registrou que Maria Elizabeth Rocha é mais lembrada por petistas para o Supremo Tribunal Federal e ligou a sucessão ao corte de verbas da Defesa.
A cobertura de direita apresentou três cotadas: Cinara Wagner Fredo, Maria Elizabeth Rocha e a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, descrita como nome moderado com interlocução em setores conservadores. O texto ressaltou que a escolha de uma mulher seria inédita desde a criação da pasta, em 1999, apontou a primeira-dama Janja como defensora dessa opção e citou a lei de R$ 30 bilhões para equipamentos de defesa.
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Os dois lados relatam que José Múcio Monteiro deixará o Ministério da Defesa, que Lula avalia escolher uma mulher e que Cinara Wagner Fredo e Maria Elizabeth Rocha estão entre os nomes cogitados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procura um sucessor para José Múcio Monteiro no Ministério da Defesa e avalia nomear uma mulher, o que seria inédito desde 1999. Cinara Wagner Fredo, indicada por Múcio, e Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, estão entre os nomes. Até 30 de outubro, não havia decisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procura um substituto para José Múcio Monteiro no Ministério da Defesa e avalia entregar a pasta a uma mulher. Múcio avisou que não poderá continuar no cargo e indicou a secretária-geral do ministério, Cinara Wagner Fredo, para sucedê-lo. Até a noite de 30 de outubro, quando saiu a matéria mais recente analisada, Lula ainda não havia decidido.
A escolha de uma mulher seria inédita desde a criação da pasta, em 1999. Os textos convergem em dois nomes. Cinara Wagner Fredo é formada em Direito, tem mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas e especializações na Escola Superior de Guerra, e conhece a estrutura do ministério. A outra é Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, a primeira mulher a comandar a corte. Os dois textos também registram a preocupação com o trânsito do escolhido entre as Forças Armadas.
As coberturas divergem no que destacam. Veículos de direita apresentaram uma terceira cotada, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, descrita como nome de perfil moderado e com interlocução em setores conservadores. Esse lado apontou a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, como uma das principais defensoras da escolha de uma mulher, relatou que Lula pretende conversar com os comandantes militares antes de decidir e lembrou a lei que abre exceção de 30 bilhões de reais às regras fiscais para a compra de equipamentos de defesa até 2031.
Veículos de esquerda deram mais espaço à disputa interna. Relataram que aliados defendem uma mulher civil no cargo e que Lula consulta o senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles. Segundo esse relato, os ex-ministros da Defesa Jaques Wagner, Nelson Jobim e Celso Amorim buscam apoio para um nome alternativo ao de Cinara, e Maria Elizabeth Rocha é mais lembrada por petistas como opção para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Esse lado também ligou a sucessão ao aperto orçamentário: nesta semana, o governo cancelou 226,51 milhões de reais em dotações da Defesa e das Forças Armadas e remanejou o dinheiro para benefícios assistenciais e medicamentos do Sistema Único de Saúde. A Marinha informou que o 1,48 bilhão de reais previsto para o submarino nuclear no Orçamento de 2027 é insuficiente, e a entrega foi adiada para 2038.
Nenhum veículo de centro cobriu o caso no conjunto analisado. O texto de esquerda não cita Simone Tebet, e o de direita não menciona o corte de verbas nem a indicação formal feita por Múcio.
Até a noite de 30 de outubro, não havia confirmação oficial de quem assumirá o ministério, nem data para a troca. Também não estava claro se Simone Tebet era de fato considerada pelo Planalto, já que só um dos lados registrou o nome dela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar uma mulher para comandar o Ministério da Defesa, em uma

Lula procura novo ministro da Defesa após a saída de José Múcio. Cinara Wagner Fredo é cotada, enquanto a pasta enfrenta cortes e atrasos.
