Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter sido eleito no Rio com apoio de milícias
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista a um podcast em 30 de setembro, que o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na corrida presidencial, não tem biografia e foi eleito no início da carreira com apoio de milícias do Rio de Janeiro. A cobertura registrou que Flávio começou como deputado estadual em 2002, e não como vereador, e lembrou o histórico com Adriano da Nóbrega.
Para veículos de esquerda, a fala de Lula expõe um padrão: o senador Flávio Bolsonaro construiu a carreira apoiado em milícias que aterrorizam comunidades do Rio de Janeiro e hoje aparece ligado ao escândalo do Banco Master. Essa leitura vê na candidatura do PL um projeto de extrema direita que ameaça o Supremo Tribunal Federal e as instituições democráticas.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Em entrevista a um podcast em 30 de setembro, o presidente Lula afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na corrida presidencial, foi eleito no início da carreira com apoio de milícias do Rio de Janeiro. A cobertura lembrou o caso Adriano da Nóbrega e a pesquisa Quaest com empate em 42% no segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, afirmou na quarta-feira, 30 de setembro, que o senador Flávio Bolsonaro, do PL, seu principal adversário na disputa pela Presidência da República, “não tem biografia” e foi eleito no início da carreira com apoio do crime organizado no Rio de Janeiro. A declaração foi dada em entrevista a um podcast, a poucos dias do primeiro turno.
“Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou”, disse o presidente. Lula também questionou o compromisso do senador com “qualquer seriedade” e afirmou que ele não tem nada a oferecer ao eleitor.
A cobertura de centro relatou a fala e acrescentou contexto. Flávio Bolsonaro chegou ao primeiro cargo público em 2002, aos 21 anos, como deputado estadual do Rio, e não como vereador, como disse Lula. As acusações de ligação com milícias feitas por opositores remontam ao período na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Naquela época, o então deputado empregou em seu gabinete o miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do grupo conhecido como Escritório do Crime e morto em 2020. Ele também condecorou policiais que depois foram condenados por participação em grupos paramilitares.
Na mesma entrevista, Lula voltou a criticar o voto conservador de eleitores com diploma e associou a família Bolsonaro ao escândalo do Banco Master. Sem citar nome, disse que um deputado recebia dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para sustentar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que mora nos Estados Unidos. As reportagens lembraram ainda a pesquisa Quaest divulgada naquela semana. Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio, e os dois apareciam empatados, com 42% cada, nas simulações de segundo turno.
Veículos de esquerda foram além da fala presidencial. Em texto analítico, apresentaram o senador como envolvido no escândalo do Banco Master e apoiado no terror das milícias. Segundo essa leitura, ele lidera um projeto de extrema direita que ameaça aparelhar o Supremo Tribunal Federal, libertar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e subordinar o país ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Até o momento, nenhum veículo de direita entre as fontes reunidas cobriu a declaração, e a reação desse campo não aparece no material disponível.
O que ainda não se sabe é se Flávio Bolsonaro ou a campanha do PL responderam às acusações, já que nenhuma das reportagens trouxe a versão do senador. Também não há, nos relatos, indicação de que o presidente tenha apresentado prova nova sobre o apoio de milícias, nem de qual deputado ele falava ao mencionar o dinheiro de Vorcaro.
Envolvido no escândalo do Banco Master e apoiado no terror das milícias, o senador lidera um projeto de extrema direita que ameaça aparelhar o STF, libertar o pai e subordinar o país a Donald Trump. O post Flávio Bolsonaro, milícias e o risco de um poder sem limites apareceu primeiro em Intercept Brasil.

Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostra petista e o candidato do PL empatados com 42% das intenções de voto nas simulações de segundo turno

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