Indexa aponta 50% de reprovação a Lula enquanto ele lidera cenários de 2026
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Pelo prisma da direita, o dado central é a desaprovação majoritária: 50% reprovam a forma de administrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 32% classificam o governo como péssimo e 51% afirmam que ele não merece mais quatro anos de mandato. Essa leitura enfatiza que a oposição está competitiva com Flávio Bolsonaro a 5 ou 6 pontos no primeiro turno e a apenas 5 pontos no segundo turno, distância que se estreita quando o campo se unifica, e lembra que pesquisas de intenção de voto de 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas. O enquadramento também aponta o interesse do mercado financeiro no cenário, com expectativa de maior chance de ajuste fiscal sob um governo de oposição.
A leitura pelo prisma da esquerda destaca a resiliência eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva num ambiente de forte pressão contra o governo: mesmo com metade dos entrevistados desaprovando sua forma de administrar, ele lidera todos os cenários de primeiro turno e vence as quatro simulações de segundo turno testadas pelo instituto Indexa, inclusive contra Flávio Bolsonaro, o adversário mais próximo.
O instituto Indexa divulgou em 26 de agosto de 2026 o primeiro levantamento de uma série de três sobre a corrida presidencial. A forma de administrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovada por 50% dos entrevistados e aprovada por 46%, com 4% sem opinião; em julho os índices eram 48% e 49%, variação dentro da margem de erro.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados aceitam os mesmos números e a mesma ficha técnica: 2.000 entrevistas telefônicas de 20 a 23 de agosto, margem de erro de 2,2 pontos e registro BR-06366/2026. Há convergência de que a disputa está concentrada em Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com os demais pré-candidatos testados abaixo de 6% no primeiro turno.
A primeira sondagem do instituto Indexa sobre a corrida presidencial mostra dois retratos no mesmo levantamento: metade dos entrevistados desaprova a forma de administrar de Luiz Inácio Lula da Silva, e ainda assim ele lidera todos os cenários de voto testados, vencendo Flávio Bolsonaro por 46% a 41% no segundo turno. Cada lado da cobertura escolheu um desses retratos.
O instituto Indexa divulgou na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, o primeiro levantamento de uma série de três sobre a corrida presidencial, e os números abriram duas leituras opostas dentro do mesmo conjunto de dados. A forma de administrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovada por 50% dos entrevistados e aprovada por 46%, com 4% que não sabem ou não opinaram. Ao mesmo tempo, o presidente aparece à frente em todos os cenários de intenção de voto testados, no primeiro e no segundo turno.
Nos dois cenários estimulados de primeiro turno, Lula marca 39%, contra 33% de Flávio Bolsonaro no desenho que inclui Pablo Marçal e 34% no desenho sem ele. Ronaldo Caiado aparece com 5% e Renan Santos com 4%. Nas quatro simulações de segundo turno, o presidente vence todos os adversários testados: 46% a 41% diante de Flávio Bolsonaro, 45% a 34% diante de Romeu Zema, 44% a 38% diante de Ronaldo Caiado e 46% a 34% diante de Renan Santos. A sondagem ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06366/2026.
Os três blocos de cobertura convergem na ficha técnica e na aritmética. Nenhum contesta a metodologia, o tamanho da amostra ou o registro na Justiça Eleitoral, e todos reconhecem que a disputa está polarizada entre o presidente e o senador Flávio Bolsonaro, com os demais nomes testados abaixo de 6% no primeiro turno. Há convergência também sobre a estabilidade do quadro em relação ao mês anterior: a variação da reprovação, de 48% em julho para 50% em agosto, cabe dentro da margem de erro.
A divergência está no recorte. Veículos de esquerda destacaram as simulações de segundo turno e a conclusão de que o presidente venceria qualquer adversário testado, sem apresentar ao leitor os índices de avaliação do governo apurados no mesmo levantamento, e reforçaram o dado de que 39% dos eleitores apontam a volta da família Bolsonaro ao poder como o que mais causa medo. Nesse enquadramento, a liderança eleitoral é o fato relevante e a desaprovação é ruído de conjuntura.
Veículos de direita fizeram o movimento inverso em dois formatos. Um deles publicou as tabelas completas de primeiro e segundo turno, mas acompanhadas de nota editorial lembrando que pesquisas divulgadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas, e de chamadas laterais que tratam o cenário como insumo para o mercado financeiro, com expectativa de maior chance de ajuste fiscal sob um governo de oposição. Outro concentrou o texto na avaliação do governo, informando que 32% o consideram péssimo, contra 29% em julho, e que 51% dizem que o presidente não merece mais quatro anos de mandato. A cobertura de centro reproduziu a ficha técnica e os indicadores de aprovação com vocabulário neutro, registrando as variações nos dois sentidos, inclusive a alta de 36% para 41% entre os que consideram que o presidente merece novo mandato e a queda de 22% para 19% dos que avaliam o governo como regular.
O que ainda não se sabe é considerável. O levantamento não traz recortes por região, faixa de renda, escolaridade ou religião divulgados nas matérias, o que impede identificar onde a reprovação cresceu. Também não há informação pública sobre taxa de resposta e critérios de ponderação da amostra telefônica, ponto sensível em pesquisas por telefone. Não está definido o quadro final de candidaturas, já que os nomes testados ainda são pré-candidatos, e não há como saber se a oscilação de dois pontos na reprovação inaugura tendência ou é variação estatística. As próximas duas rodadas previstas no acordo entre o instituto e o contratante devem indicar qual das duas leituras se sustenta.

Pesquisa divulgada pela Indexa/Broadcast mostra como está a corrida para presidente da República em 2026. Leia na Gazeta do Povo.

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