O cenário político brasileiro entra num fim de semana decisivo para a formalização de candidaturas e alianças que vão disputar as eleições de outubro de 2026. Legendas de diferentes matizes realizam convenções e encontros para oficializar chapas e apoios, marcando a largada formal da corrida eleitoral. Até o momento, apenas um veículo cobriu o conjunto dessas convenções, relatando a agenda das principais siglas com datas, horários e as candidaturas em jogo.
O principal destaque no campo governista é a convenção do PT, marcada para domingo, a partir das 10h, que deve oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, tendo Geraldo Alckmin novamente como vice. Ainda no Distrito Federal, o diretório do PL pode oficializar no mesmo domingo a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado. A ex-primeira-dama, porém, afirmou nesta sexta-feira que a decisão ainda não está fechada. Segundo ela, a definição depende de conversa com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e das limitações que enfrenta para fazer campanha.
No âmbito estadual, o diretório do Republicanos realiza no sábado sua convenção para oficializar a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição ao governo de São Paulo. Também no sábado, o partido Missão promove seu encontro, depois de já ter oficializado, na semana anterior, o nome de Renan Santos como candidato à Presidência da República. No Rio de Janeiro, os partidos que formam a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, se reúnem para confirmar o apoio à candidatura de Eduardo Paes ao governo do estado. O acordo prevê ainda o lançamento de Benedita da Silva e Pedro Paulo como candidatos ao Senado.
Como a cobertura parte de fonte única e de perfil predominantemente factual, o material se concentra na agenda das convenções e nas candidaturas que devem ser referendadas, sem enquadramento ideológico marcado. A reportagem apresenta com paridade tanto os movimentos do campo governista, em torno da reeleição de Lula, quanto os da centro-direita, com a reeleição de Tarcísio e a eventual candidatura de Michelle ao Senado.
O que ainda não se sabe é se Michelle Bolsonaro de fato aceitará disputar uma vaga no Senado, já que ela própria condicionou a decisão a uma definição pessoal e familiar. Também permanecem em aberto os detalhes das demais chapas, os nomes de vice e as candidaturas de outros presidenciáveis e legendas que ainda não realizaram suas convenções. Os desfechos dependem das deliberações que ocorrem ao longo do fim de semana.