Eurasia Group mantém 55% de chance de reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro
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Veículos de esquerda destacam que a Eurasia Group segue vendo Lula como favorito, com 55% de chance, e que o sangramento da campanha petista parou. A leitura enfatiza que as medidas do governo, como o aumento do Bolsa Família e a renegociação de dívidas das famílias, devolveram ímpeto ao presidente na última semana do primeiro turno.
Pelo prisma da direita, o dado central é que a leitura fria dos modelos da Eurasia Group não aponta favorito, e que o viés a favor de Lula depende da máquina do governo. A crise do Supremo Tribunal Federal e o tema da corrupção, em que o presidente é considerado pouco crível, derrubaram sua vantagem no segundo turno.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
A cobertura converge em que a Eurasia Group mantém 55% de chance para Lula, que seus modelos indicam empate de 50% a 50% e que a crise do Supremo Tribunal Federal foi o fator que mais desgastou o presidente.
A consultoria Eurasia Group mantém em 55% a probabilidade de vitória de Lula na eleição presidencial de 2026, com viés de baixa. Seus modelos apontam empate de 50% a 50% com Flávio Bolsonaro, e a vantagem atribuída ao presidente vem da incumbência e de fragilidades ainda não testadas da campanha adversária.
A consultoria de risco político Eurasia Group mantém em 55% a probabilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, na eleição presidencial de 2026. A estimativa vem com viés de baixa, e a própria consultoria reconhece que seus modelos de previsão apontam hoje uma disputa de 50% a 50% contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A avaliação foi apresentada por Christopher Garman, diretor executivo para as Américas da Eurasia Group, em entrevista concedida na reta final do primeiro turno.
A consultoria já havia reduzido a chance atribuída a Lula de 60% para 55%. Segundo Garman, a crise do Supremo Tribunal Federal foi o evento que desequilibrou o jogo: ampliou o pessimismo do eleitorado, derrubou a aprovação do presidente no último mês e fez evaporar a vantagem que ele tinha nas simulações de segundo turno. Para o analista, porém, as pesquisas dos últimos dez dias mostram que esse desgaste parou. Ele explica que, numa eleição empatada, a consultoria dá vantagem a quem governa, porque o incumbente pode fazer novos anúncios. Cita a proibição das apostas on-line, o Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas, e o aumento do Bolsa Família. A segunda razão é que a candidatura de Flávio Bolsonaro ainda não teria sido plenamente testada.
Garman ressalta que os modelos divergem entre si. Os que pesam segurança e corrupção apontam vitória de Flávio. Os que privilegiam a aprovação do governo favorecem Lula. Os baseados em intenção de voto indicam empate. Ele também alerta que os institutos podem errar ao estimar quem vai comparecer às urnas e pelo perfil de quem aceita responder às entrevistas.
A cobertura de centro reproduziu a entrevista em detalhe, incluindo as ressalvas sobre a campanha petista, que teria começado dispersa, e os ventos contrários na economia, como o endividamento das famílias e a queda da confiança do consumidor. Veículos de esquerda destacaram a manutenção do favoritismo de Lula e acrescentaram pesquisas recentes: a Quaest mostrou Lula com 39% e Flávio com 34% no primeiro turno, e o Datafolha registrou 47% a 45% no segundo turno, dentro da margem de erro. Esses veículos deram peso também à informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida, que gerou decisões divergentes entre ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral. Não houve, até o momento, cobertura própria de veículos de direita sobre a projeção.
Fica em aberto se a crise do Supremo continuará dominando o noticiário até um eventual segundo turno, o que a consultoria considera o principal vento contrário à sua aposta. Também não se sabe se novas denúncias contra Flávio Bolsonaro vão surgir, nem quanto as pesquisas estão errando na calibragem do comparecimento.
Christopher Garman diz que soma de medidas anunciadas pelo governo e fake news sobre Nossa Senhora Aparecida não são bala de prata, mas reforçam premissa de que, numa eleição empatada, há vantagem ligeira para o petista pelo poder de incumbência; cenário, contudo, permanece muito apertado

Consultoria vê disputa equilibrada com Flávio Bolsonaro, mas considera incumbência e dinâmica da campanha fatores que ainda favorecem o presidente
