O Partido dos Trabalhadores definiu para o dia 2 de agosto, em São Paulo, a convenção nacional que oficializará a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, será novamente o candidato a vice, reeditando a chapa vitoriosa de 2022. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e um eventual segundo turno, para 25 de outubro. Caso vença, Lula cumprirá seu quarto mandato presidencial, feito inédito desde a redemocratização.
A cobertura de centro relatou os fatos com precisão de agência: além da data da convenção e da composição da chapa, detalhou o calendário eleitoral, os valores do Fundo Eleitoral e os limites de gasto de campanha. Segundo esse noticiário, o PT deve receber R$ 615 milhões do fundo público em 2026, o segundo maior valor entre os partidos, atrás apenas do PL. O limite de gasto por candidato à Presidência ficou em torno de R$ 133,4 milhões nas eleições anteriores, considerando os dois turnos.
A convenção ocorre com Lula na liderança das pesquisas de intenção de voto. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta o presidente com 46,3% no principal cenário de primeiro turno, dez pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que aparece com 36,6%. No segundo turno, Lula venceria por 48,8% a 42,3%, resultado que encerra o empate numérico da rodada anterior. A rejeição do presidente caiu para 48,6%, enquanto a do adversário subiu para 53%.
Veículos de esquerda destacaram que a vantagem de Lula está associada a medidas recentes voltadas ao crédito, ao consumo e aos pequenos empreendedores, como o Desenrola Adimplentes e a ampliação do teto de faturamento do Microempreendedor Individual. Nessa leitura, a queda da rejeição e o avanço em novos grupos de eleitores mostram que a pauta de emprego e renda tem apoio popular, enquanto a oposição perde terreno entre mulheres e evangélicos em meio a uma crise interna.
Veículos de direita enfatizaram que a liderança nas pesquisas não se traduz em aprovação da gestão, que segue dividida: a aprovação ficou em 45,9% e a desaprovação, em 52,3%. Ressaltaram ainda que o período de coleta coincidiu com a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve entre os alvos o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner, em investigação ligada ao Banco Master. O senador nega irregularidades. Esse enquadramento também sublinha o volume de recursos públicos do Fundo Eleitoral destinado à campanha petista.
Há pontos em que a cobertura converge: a data e o local da convenção, a chapa Lula-Alckmin, o calendário dos turnos e os números centrais da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. As fontes concordam que Lula chega à largada oficial com vantagem eleitoral, mas com avaliação de governo ainda dividida.
O que ainda não se sabe: o instituto ainda divulgaria dados específicos sobre os efeitos eleitorais da crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro, e não estão definidos os valores exatos que o PT destinará à campanha nem o desfecho da investigação que envolve Jaques Wagner. A Comissão Executiva Nacional do PT ainda discutirá a partilha do Fundo Eleitoral.