
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Quatro pesquisas nacionais divulgadas nas últimas três semanas — AtlasIntel/Bloomberg, Meio/Ideia, Quaest e BTG/Nexus — mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno da eleição presidencial de outubro de 2026. As margens variam conforme a metodologia de cada instituto, de três a doze pontos percentuais.
Quatro pesquisas nacionais de intenção de voto divulgadas nas últimas três semanas apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de outubro de 2026. Os levantamentos são de AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, Meio/Ideia, Quaest e BTG em parceria com o instituto Nexus. Em todos eles, o petista lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno, com margens que variam conforme a metodologia de cada instituto.
No primeiro turno, o levantamento da AtlasIntel registrou 46,3% para o presidente e 36,6% para o senador. A Meio/Ideia apontou 40,4% contra 32%. A Quaest mediu 40% contra 28%, a maior distância entre os quatro, doze pontos percentuais. A BTG/Nexus indicou 40% contra 34%. Nos cenários de segundo turno, os placares foram 48,8% a 42,3%, 45% a 40%, 45% a 37% e 47% a 44%, respectivamente.
Os dois lados da cobertura convergem sobre os números. Não há divergência factual entre as fontes a respeito de quem lidera, de quanto lidera cada instituto ou de que as oscilações da última semana ficaram dentro da margem de erro. Nesta história não houve cobertura de centro entre os veículos analisados, mas os dados brutos reproduzidos por esquerda e direita são idênticos, o que reforça a confiabilidade do consolidado.
A divergência está na ênfase. Veículos de esquerda destacaram a constância da liderança, formulando o resultado como manutenção do presidente à frente em todos os levantamentos e em ambos os turnos, e descrevendo o adversário sobretudo por sua ligação familiar com o ex-presidente. Nessa leitura, o quadro é de estabilidade favorável ao governo e de oposição incapaz de apresentar nome próprio competitivo.
Veículos de direita enfatizaram os elementos que apertam a disputa. Deram relevo ao cenário de segundo turno mais acirrado, de 47% a 44%, à rejeição do presidente, medida em 50% por um dos institutos, e ao fato de que o senador se consolidou como nome único do campo de oposição. Essa cobertura também dedicou espaço à ausência de uma terceira via viável: Ronaldo Caiado aparece entre 4% e 5%, Renan Santos entre 3% e 4% e Romeu Zema entre 2% e 4%, sem que nenhum alcance dois dígitos.
Há ainda um ponto sobre rejeição registrado apenas na cobertura mais à direita. Segundo a Quaest, a rejeição do presidente recuou de 53% para 50%, enquanto a do senador subiu de 56% para 57%. No mesmo instituto, o petista oscilou de 39% para 40% no primeiro turno e o senador caiu de 29% para 28%, variações dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O que ainda não se sabe é por que os institutos divergem tanto entre si. A diferença entre o melhor e o pior desempenho do presidente no primeiro turno chega a seis pontos percentuais, e a do senador a quase nove, sem que a cobertura explique quais escolhas metodológicas produzem esse intervalo. Também não foram detalhados tamanhos de amostra, datas exatas de campo e critérios de ponderação de cada pesquisa. Nenhuma das matérias discute o efeito eleitoral da situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o desempenho do senador, nem quanto do eleitorado ainda pode mudar de posição até a votação de outubro.
Os dois lados reproduzem os mesmos números e reconhecem que o presidente lidera em todos os quatro institutos, no primeiro e no segundo turno. Há convergência também sobre a consolidação do senador como principal nome da oposição e sobre o fracasso da terceira via em ganhar tração.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Os números são reproduzidos com fidelidade, mas a seleção e a moldura favorecem o campo governista: o subtítulo enfatiza que o presidente 'se mantém à frente em todos os levantamentos, tanto no primeiro como no segundo turno', e o texto omite a rejeição de 50% do próprio Lula e o estreitamento para três pontos no cenário de segundo turno de um dos institutos. O senador é descrito como 'o filho de Bolsonaro', enquadramento que reduz o adversário à herança familiar. O bloco institucional de apoio ao veículo reforça vocabulário de combate à desigualdade, típico do polo à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O texto é majoritariamente descritivo e reconhece a liderança do presidente em todos os cenários, o que puxa para o centro. Ainda assim, a seleção de ênfase inclina à direita: destaca a rejeição de Lula, o estreitamento do segundo turno em um dos institutos, consolida o senador como 'principal representante do campo bolsonarista' e dedica seção própria ao fracasso da terceira via, moldura cara ao eleitorado de oposição. A legenda da foto cita empate em São Paulo, dado não sustentado pelo corpo do texto, mas trata-se de material de apoio, não da manchete.

Atual presidente se mantém à frente de Flávio em todos os levantamentos, tanto no primeiro como no segundo turno

Novos levantamentos da Quaest e da BTG/Nexus mantêm o presidente à frente de Flávio Bolsonaro e indicam poucas mudanças no cenário eleitoral
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas


