Abstenção de 21,08% no primeiro turno de 2026 deixa 33,4 milhões fora das urnas
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

4 fontes políticas
O primeiro turno da eleição de 2026, realizado em 4 de outubro, teve 33.469.244 eleitores ausentes, ou 21,08% do eleitorado apto de cerca de 158,7 milhões, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A taxa supera as de 2022 (20,95%) e 2018 (20,33%). No exterior, mais de 62% dos 916.534 eleitores não votaram, com abstenção de 71,55% nos Estados Unidos. O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula está marcado para 25 de outubro.
Com 33,4 milhões de ausentes, a abstenção no primeiro turno superou em muito a diferença de 2.227.651 votos que pôs Flávio Bolsonaro à frente de Lula. O voto é obrigatório para alfabetizados de 18 a 70 anos, inclusive no exterior, e a responsabilidade de comparecer em 25 de outubro recai sobre cada eleitor.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Texto não analisado: o veículo bloqueia leitura automática.
Veículos com viés à direita
A cobertura converge nos números do Tribunal Superior Eleitoral: 33,4 milhões de ausentes, 21,08% do eleitorado, taxa acima de 2022 e a maior em primeiro turno presidencial desde 1998. Também concorda que a abstenção no exterior passou de 62%.
A eleição de 4 de outubro registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, 21,08% do total apto, acima de 2022. A ausência supera a diferença de votos entre Flávio Bolsonaro e Lula, que voltam a se enfrentar em 25 de outubro. Nos Estados Unidos, a abstenção de brasileiros chegou a 71,55%.
O primeiro turno da eleição de 2026, realizado no domingo, 4 de outubro, teve a maior abstenção em uma disputa presidencial desde 1998. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, 33.469.244 eleitores deixaram de votar, cerca de 33,4 milhões de pessoas, o equivalente a 21,08% de um eleitorado apto estimado em 158,7 milhões.
A taxa ficou acima das duas eleições anteriores. Em 2022, foram 32.770.982 ausentes, ou 20,95% do eleitorado. Em 2018, a abstenção havia sido de 20,33%. Em 1998, chegou a aproximadamente 21,5%.
O número também se destaca diante do resultado. Flávio Bolsonaro, do PL, terminou à frente com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A diferença foi de 2.227.651 votos, muito menor que o total de ausentes. A cobertura ressalva, porém, que não há como saber em quem essas pessoas votariam. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.
Fora do país, a ausência foi ainda maior. Dos 916.534 brasileiros aptos a votar no exterior, só 341.766 compareceram, ou 37,31%. Lá, Lula ficou à frente, com 47,6%, contra 43,5% de Flávio. Nos Estados Unidos, que concentram quase 29% desse eleitorado, a abstenção chegou a 71,55%, contra 63,36% no primeiro turno de 2022. Em Nova York, passou de 59,49% para 73,98%. O cônsul-geral na cidade, Adalnio Ganem, havia previsto que brasileiros sem documentos poderiam evitar as urnas por medo de agentes do serviço de imigração americano. A mudança do local de votação de Manhattan para o Queens também foi citada como obstáculo.
Na França, o quadro foi outro. Em Paris, onde 27.800 eleitores estavam aptos, número cerca de 32% maior que em 2022, as filas chegaram a seis quarteirões e a espera, a uma hora e vinte minutos. Pela primeira vez houve votação em Marselha, com 2.669 inscritos.
A cobertura de centro concentrou-se nos números oficiais e no voto no exterior, com destaque para o temor da comunidade migrante nos Estados Unidos e para relatos de eleitores de posições políticas distintas em Paris. O veículo de linha editorial à direita que tratou do tema manteve registro factual, mas pôs em primeiro plano a comparação entre o total de ausentes e a vantagem de Flávio Bolsonaro, além da cobrança à Justiça Eleitoral. Veículos de esquerda não haviam publicado sobre a abstenção até o momento.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral vai intensificar ações para estimular o comparecimento no segundo turno. Para quem vive no exterior, o voto continua obrigatório, e quem faltou terá de voltar às urnas.
Ainda não se sabe quais medidas o tribunal vai adotar, nem por que a abstenção nacional subiu em relação a 2022. Também não está claro se o medo de fiscalização migratória vai pesar da mesma forma nos Estados Unidos em 25 de outubro.
Mais de 62% dos quase um milhão de eleitores aptos a votar no exterior não compareceram às urnas no primeiro turno de 2026; Lula ficou à frente de Flávio nos votos válidos

Os brasileiros que vivem na França compareceram em peso às urnas para votar para presidente da República neste domingo (4). Em Paris, onde está concentrado o maior colégio eleitoral brasileiro do país,…

Mais de 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo

Zema, Caiado, Renan e Cury votam no primeiro turno das eleições UOL Notícias