Flávio Bolsonaro é cobrado por eleitores a voltar ao Senado, aponta Esther Solano
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O veículo de esquerda credita as conclusões à coluna de um veículo de centro, repete as falas de Esther Solano sobre eleitores de Flávio Bolsonaro e acrescenta leitura própria. O subtítulo fala em desgaste após a ida aos Estados Unidos, e o texto escreve que os resultados apontam dificuldades para transformar a insatisfação em mobilização permanente contra o resultado e que o senador enfrenta questionamentos na própria base. O mesmo texto ressalva que pesquisas qualitativas não permitem percentuais do eleitorado e que a pesquisa não estabelece responsabilidade criminal.
Com base em Brasil 247
Pesquisas qualitativas conduzidas pela cientista política Esther Solano com eleitores de Flávio Bolsonaro (Partido Liberal), feitas após a ida dele aos Estados Unidos, registraram desejo de encerrar a disputa eleitoral.
Com base em Folha de S.Paulo
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Pesquisas qualitativas da cientista política Esther Solano, divulgadas em 5 de novembro de 2026, ouviram eleitores mais e menos radicalizados de Flávio Bolsonaro. Os dois grupos convergiram na ideia de aceitar o resultado da eleição presidencial, e participantes cobraram a volta do senador ao trabalho. São relatos qualitativos, sem percentuais do eleitorado.
Pesquisas qualitativas conduzidas pela cientista política Esther Solano, que estuda o universo da direita brasileira, indicam que eleitores de Flávio Bolsonaro, senador do Partido Liberal (PL) derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, não querem prolongar a disputa. Os grupos foram feitos nos últimos dias, depois da ida do senador para os Estados Unidos, e as conclusões vieram a público em 5 de novembro de 2026.
Segundo a pesquisadora, participantes mais e menos radicalizados convergiram na ideia de aceitar o resultado e seguir em frente. Solano diz que duas expressões se repetiram nos grupos, "vida que segue" e "bola pra frente". Ela também relata uma cobrança sobre o mandato: "se ele quer receber o salário, vai ter que vir aqui, vai ter que dar as caras, vai ter que trabalhar".
A cobertura de centro e os veículos de esquerda relatam os mesmos pontos centrais. Depois da derrota, Flávio não reconheceu o resultado e disse que iria contestá-lo na Justiça. Recuou de uma ação pedindo o cancelamento da eleição e, já em território americano, declarou-se presidente eleito e depois líder do Brasil. Nos grupos, essa autoproclamação foi considerada ridícula até pelos mais radicais. A convergência tem um limite de origem: o texto de esquerda credita as conclusões à coluna de um veículo de centro e repete as mesmas falas de Solano, então a repetição não equivale a uma confirmação independente.
Os relatos separam os dois perfis. Entre os moderados, prevaleceu a avaliação de que o candidato foi mal no último debate e conduziu pior o segundo turno. Entre os mais radicalizados, persistem suspeitas de fraude, sobretudo sobre a ampliação do horário de votação. Muitos participantes disseram desconhecer que o próprio PL pediu a prorrogação e que, conforme os textos, os votos computados depois do horário normal foram uma parcela mínima, sem potencial para alterar o resultado. Ao receberem essas informações, os menos radicais passaram a questionar a acusação de fraude. Sobre a saída do país, parte dos entrevistados vê como sinal de perseguição judicial a ordem de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, para que ele entregasse o passaporte. Ao mesmo tempo, participantes admitem que o senador pode ter responsabilidade em fatos investigados, nos casos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social.
Os dois lados que cobriram não se contradizem nos fatos; a diferença está na ênfase. A cobertura de centro apresenta as conclusões dos grupos, fala em ansiedade diante das primeiras medidas de Lula e diz que a derrota não gera necessariamente disposição para uma batalha jurídica interminável. Veículos de esquerda destacaram um desgaste do senador e escreveram que os resultados apontam dificuldades para transformar a insatisfação em mobilização permanente e que ele enfrenta questionamentos na própria base. O texto de esquerda traz ainda duas ressalvas ausentes do texto de centro: pesquisas qualitativas não permitem estabelecer percentuais do eleitorado, e a pesquisa não estabelece responsabilidade criminal. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a tarde de 5 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, os textos lidos não informavam quantos grupos foram feitos, quantas pessoas participaram, onde e em que datas, nem quem financiou as pesquisas. Também não traziam resposta do senador ou do partido às conclusões, nem indicavam se ou quando ele voltaria ao Senado. O texto de esquerda chegou a este conjunto cortado na última frase, e essa limitação vale para tudo o que se afirma sobre ele.
Atitudes foram aferidas em pesquisas qualitativas conduzidas pela cientista política Esther Solano

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