Lula perde 3,4 milhões de votos em relação a 2022, com queda maior no interior
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →Mesmo com a queda em relação a 2022, Lula manteve votação praticamente estável no Nordeste e nas capitais, onde chegou a crescer em cidades como Recife, Belém e Brasília. A perda se concentrou no interior agropecuário e nas cidades pequenas do Sul e do Centro-Oeste, enquanto o PL avançou em todas as regiões. Em Pernambuco, Lula teve 63,4% dos votos válidos, ainda bem à frente de Flávio Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diferença de 1,87 ponto, a menor desde a redemocratização.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Todas as fontes reconhecem que Lula teve desempenho pior do que em 2022 e que Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente, com o PL crescendo inclusive no Nordeste.
O presidente Lula terminou o primeiro turno de 2026 com 45,16% dos votos válidos, atrás de Flávio Bolsonaro, com 47,03%. Análise da Fundação Getulio Vargas mostra que a perda de cerca de 3,4 milhões de votos em relação a 2022 se concentrou nas cidades pequenas, no Sul, no Centro-Oeste e onde o agro pesa mais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 atrás do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e com menos votos do que em 2022. Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio teve 47,03% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de votos, contra 45,16% de Lula, ou 53,9 milhões. A diferença, de 1,87 ponto percentual, é a menor entre os dois primeiros colocados desde a redemocratização. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno, em 25 de outubro.
Em 2022, Lula havia terminado a primeira rodada com 48,43%, à frente de Jair Bolsonaro, que teve 43,20%. Na comparação entre as duas eleições, o petista perdeu cerca de 3,4 milhões de votos, enquanto o PL ganhou cerca de 5 milhões ao trocar Jair por Flávio como candidato.
Uma análise do cientista político Marco Antonio Faganello, do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da Fundação Getulio Vargas (FGV), feita com dados preliminares do TSE e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra onde essa perda se concentrou. Lula perdeu participação nos votos válidos em 98% dos municípios analisados. Nas capitais, a queda foi de apenas 0,6 ponto. No interior, de 4,1 pontos. Nas cidades com até 5 mil habitantes, o recuo chegou a 7,2 pontos. Por região, as maiores quedas foram no Sul, com 5,5 pontos, e no Centro-Oeste, com 5,2. Goiás, Tocantins e Rio Grande do Sul lideraram as perdas entre os estados. Nos municípios em que a agropecuária responde por mais da metade da economia, a queda típica foi de 8,8 pontos. O pesquisador ressalta que se trata de associação, não de causa e efeito, e que a abstenção, estável em 20,8% do eleitorado, não explica o resultado.
Em volume de votos, o Sudeste respondeu por 53% da perda. No Nordeste, Lula praticamente manteve sua votação, mas o PL ganhou 1,6 milhão de votos, e a vantagem petista na região caiu de 13 milhões para 11,1 milhões. Em Pernambuco, Lula teve 63,4% dos votos válidos, abaixo dos 65% de 2022, e Flávio chegou a 31,1%.
A cobertura de centro tratou o resultado como a virada do bolsonarismo sobre o lulismo e olhou para o segundo turno. Esses veículos lembraram que a soma dos candidatos fora da disputa, como Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do Missão, pode pesar numa eleição apertada, mas que a transferência de votos não é automática. Também registraram a rejeição alta dos dois candidatos e as estratégias das campanhas: o PT quer procurar partidos do Centrão, e Flávio aposta numa eventual maioria de oposição no Congresso.
Veículos de esquerda destacaram que Lula segue com ampla vantagem no Nordeste e nas capitais, e trataram a queda como um fenômeno concentrado no interior agropecuário, com dados detalhados por município e por estado. Entre as fontes reunidas, não houve cobertura de veículos de direita sobre a comparação com 2022, o que deixa de fora a leitura desse campo sobre o crescimento do PL.
Ainda não se sabe como cada eleitor mudou o voto. A análise compara municípios, e a etapa seguinte, com resultados por seção eleitoral, não foi divulgada. Também não está claro para onde irão, no segundo turno, os votos de Augusto Cury, Renan Santos e dos demais candidatos derrotados.
A perda de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno de 2026 se concentrou no interior, especialmente nos municípios menores e onde

Presidente da República obteve 65% no 1º turno da disputa passada e 67% no 2º turno; Flávio obteve 31%

Flávio termina 1º turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente; em 2022, Lula teve vantagem sobre Bolsonaro de 5,23 pontos. Leia no Poder360.
