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Marco Buzzi: STJ decide hoje punição por assédio sexual

1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro · 3 veículos de direita

Redação Fuja da Bolha•8 fontes•04/08/2026•atualizado em 12/08/2026•Luís Felipe Salomão
Marco Buzzi: STJ decide hoje punição por assédio sexual
Imagem: G1

Resumo da cobertura

O Superior Tribunal de Justiça julga nesta quinta-feira, em sessão fechada iniciada às 9h, o processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual, importunação sexual e injúria por duas mulheres. Afastado do cargo desde fevereiro, o magistrado nega todas as acusações. A comissão apuradora deve recomendar a pena máxima, e a Procuradoria-Geral da República defendeu a condenação com aposentadoria compulsória. O tipo de punição é o principal ponto em aberto, porque o STF e o CNJ passaram a admitir a demissão de juízes.

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Como cada lado cobriu

8 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (13%)

Veículos com viés à esquerda

  • Brasil de FatoSTJ julga futuro do ministro Marco Buzzi sob expectativa de punição e em meio a divergência com STFO Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir nesta semana o futuro do ministro afastado Marco Buzzi, alvo de um processo administrativo disciplinar por denúncias de assédio e importunação sexual.
    Análise editorial

    O texto é majoritariamente factual, mas o enquadramento privilegia a dimensão de proteção às vítimas e a vulnerabilidade da denunciante na hierarquia do gabinete (servidora terceirizada, colegas reorganizando escalas para protegê-la), além de enfatizar a corporação em rota de colisão com o STF ao preservar a aposentadoria compulsória, sanção mais branda. Esse eixo de crítica ao privilégio institucional e de centralidade da parte mais frágil marca o enquadramento como de esquerda, ainda que a defesa do ministro seja registrada.

    Qualidade argumentativa
    66/100
    Manipulação emocional
    20/100
    Clickbait
    15/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não detalha o teor específico das acusações da segunda denunciante, ao contrário da cobertura mais ampla
    • Não menciona a manifestação da PGR favorável à condenação
    • Não informa o quórum necessário (17 votos) nem o rito da sessão
Centro4 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • G1STJ decide punir Buzzi com perda de cargo após denúncias de assédio e importunação sexualMarco Buzzi é punido pelo STJ com a perda do cargo após denúncias de assédio e importunação sexual. É a primeira vez que a Corte aplica essa sanção máxima.
  • CNN BrasilSTJ condena Marco Buzzi à perda do cargo após acusações de assédio sexualDenunciado por duas mulheres, ministro continuará recebendo remuneração até que o STF confirme a expulsão definitiva
  • Poder360STJ condena Marco Buzzi à perda do cargo por importunação sexualVoto da comissão do STJ defende aplicação da pena máxima contra ministro investigado em 2 casos de assédio. Leia no Poder360.
Ver a lista completa de fontes
Direita3 (38%)

Veículos com viés à direita

  • Terra Brasil NotíciasUrgente: ministro do STJ acaba de perder o cargo por assédio sexual, decide tribunalO Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), aplicar a pena de disponibilidade ao ministro Marco Buzzi, além
  • O Estado de S.PauloSTJ condena Marco Buzzi por assédio sexual e importunação e indica perda de cargo do ministroMinistro foi afastado com vencimentos proporcionais e poderá perder o cargo e o salário; defesa nega que ele tenha cometido crime e avalia recorrer ao STF
  • VejaSTJ decide destino de Marco Buzzi, acusado de assédio sexualMinistros vão analisar, em sessão fechada, conclusão de processo disciplinar contra colega
    Análise editorial

    Texto informativo, mas com carga narrativa que enfatiza o escândalo e a quebra de decoro do magistrado (rotina de terror, medida drástica da Corte, jovem que o tratava como avô) e valoriza o accountability institucional e a punição efetiva, criticando implicitamente a aposentadoria compulsória como benefício de casta. O silêncio sobre a defesa reforça o enquadramento acusatório e de controle institucional, típico do eixo à direita.

    Qualidade argumentativa
    58/100
    Manipulação emocional
    28/100
    Clickbait
    25/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não apresenta a versão da defesa do ministro, que nega todas as acusações
    • Não detalha o quórum de votação nem a possibilidade de pedido de vista
    • Não informa que a comissão interna recomendaria disponibilidade com demissão

O Superior Tribunal de Justiça julga nesta quinta-feira, 6 de agosto, o processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual, importunação sexual e injúria por duas mulheres. A sessão começa às 9h, é fechada ao público e será presidida pelo presidente do tribunal. Afastado das funções desde fevereiro por decisão unânime dos colegas, o magistrado nega integralmente as acusações e pede absolvição.

O rito já está definido. A comissão de três ministros que conduziu a apuração faz um relatório dos fatos, e em seguida denunciantes, Ministério Público e defesa têm uma hora para se manifestar. Depois vem a votação, iniciada pelos integrantes da comissão e seguida pela ordem de antiguidade, do ministro mais novo de casa ao mais antigo. São necessários dezessete votos para absolver ou punir, e qualquer magistrado pode pedir vista e adiar o desfecho. Se houver condenação, a defesa pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Os três blocos de cobertura convergem nos fatos essenciais. A primeira denúncia partiu de uma jovem de dezoito anos que passava férias com a família na casa de praia do ministro em Santa Catarina e afirma ter sido assediada durante um passeio na praia, em janeiro. A segunda veio de uma ex-servidora terceirizada do gabinete, que relatou episódios de assédio e importunação ocorridos entre 2023 e 2025 nas dependências do tribunal. A Procuradoria-Geral da República se manifestou pela condenação, em parecer de mais de cinquenta páginas no qual afirma que os relatos das vítimas são firmes, coerentes e convergentes com as provas. Paralelamente ao processo disciplinar, o ministro é investigado pelo Supremo e pela Polícia Federal em inquérito sobre suposta venda de sentenças, e as provas da sindicância administrativa foram compartilhadas com a apuração criminal.

O ponto realmente em disputa não é a condenação, tida como provável, e sim a pena. A Procuradoria propôs aposentadoria compulsória, sanção máxima prevista quando o processo foi instaurado, que preserva salário proporcional. Só que a Primeira Turma do Supremo decidiu, em maio, que magistrados condenados por infrações disciplinares graves devem perder o cargo, e o Conselho Nacional de Justiça confirmou a nova regra nos últimos dias. A comissão interna do tribunal deve recomendar a disponibilidade com demissão. Parte dos ministros, porém, avalia que o entendimento novo não se aplica automaticamente a processos abertos antes dele.

É nesse ângulo que as coberturas se separam. Veículos de esquerda destacaram a assimetria de poder do caso, com ênfase na servidora terceirizada, a parte mais frágil da hierarquia do gabinete, cujos colegas chegaram a reorganizar escalas de trabalho e monitorar a movimentação do ministro para que ela não ficasse sozinha com ele, e trataram a manutenção da aposentadoria compulsória como sobrevivência de privilégio corporativo. Veículos de direita enfatizaram o accountability institucional e o custo ao contribuinte de aposentar com vencimentos um magistrado punido, apresentando o fim da aposentadoria compulsória como alinhamento dos juízes às regras do restante do serviço público. A cobertura de centro relatou o processo em termos procedimentais, reproduzindo com o mesmo espaço os trechos do parecer da acusação e os argumentos da defesa, que fala em acusações absolutamente falsas, em conluio e fofoca de gabinete, questiona a coerência das testemunhas e apresentou até laudo médico para contestar os relatos.

O histórico do tribunal também entrou na cobertura. Buzzi é o terceiro ministro do STJ a ter a conduta analisada nesses termos, depois de casos de 2004 e 2010 encerrados com aposentadoria dos magistrados envolvidos.

O que ainda não se sabe é o essencial. Não há definição sobre qual pena o colegiado aplicará, nem sobre a tese de aplicação retroativa do novo entendimento do Supremo. Também segue em aberto se algum ministro pedirá vista e empurrará a decisão, qual será o desfecho do inquérito criminal sobre venda de sentenças e como o Supremo se comportaria diante de um eventual recurso da defesa contra a perda do cargo.

Briefing

O que importa para você

  • São necessários 17 votos para absolver ou punir; um pedido de vista pode adiar tudo.
  • A escolha entre aposentadoria compulsória e demissão define se o ministro continua recebendo salário proporcional pago pelo erário.
  • A decisão vira precedente para todo processo disciplinar em curso contra magistrados aberto antes da mudança de entendimento.
  • Se houver perda de cargo, o caso ainda passa pelo STF, onde o ministro também é investigado por suposta venda de sentenças.

Onde os lados divergem

  • Esquerda foca na assimetria de poder e na vulnerabilidade da servidora terceirizada, e trata a resistência à demissão como corporativismo do Judiciário.
  • Direita foca na conduta individual do magistrado e no custo ao contribuinte de aposentar com vencimentos quem é punido.
  • Cobertura de centro dá peso igual ao parecer da acusação e à tese da defesa de que as acusações são falsas e fruto de conluio.
  • Divergem sobre o sigilo da sessão: um lado o lê como opacidade institucional, o outro como redução do escrutínio público.

Onde os lados concordam

Todos os lados relatam os mesmos fatos: duas denúncias contra o ministro, afastamento desde fevereiro, parecer da PGR pela condenação e expectativa de punição na sessão desta quinta. Há convergência também em que a aposentadoria compulsória, que preserva salário, deixou de ser aceita como punição adequada depois da decisão do STF e da regulamentação do CNJ.

O que ainda está incerto

  • Qual pena o colegiado aplicará e se o novo entendimento do STF vale para processo instaurado antes dele.
  • Se algum ministro pedirá vista e adiará a conclusão do julgamento.
  • O desfecho do inquérito criminal sobre suposta venda de sentenças, ainda em apuração no STF e na Polícia Federal.
JudiciárioSTFDireitos da MulherEscândalo PolíticoConselho Nacional de JustiçaSTJLuís Felipe SalomãoMarco Buzzi

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Fontes

Espectro: Direita
Urgente: ministro do STJ acaba de perder o cargo por assédio sexual, decide tribunal
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), aplicar a pena de disponibilidade ao ministro Marco Buzzi, além

Terra Brasil NotíciasTerra Brasil Notícias
Espectro: Centro
STJ decide punir Buzzi com perda de cargo após denúncias de assédio e importunação sexual
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Marco Buzzi é punido pelo STJ com a perda do cargo após denúncias de assédio e importunação sexual. É a primeira vez que a Corte aplica essa sanção máxima.

G1G1
Espectro: Centro
STJ condena Marco Buzzi à perda do cargo após acusações de assédio sexual
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Denunciado por duas mulheres, ministro continuará recebendo remuneração até que o STF confirme a expulsão definitiva

CNN BrasilCNN Brasil
Espectro: Direita
STJ condena Marco Buzzi por assédio sexual e importunação e indica perda de cargo do ministro
STJ condena Marco Buzzi por assédio sexual e importunação e indica perda de cargo do ministro

Ministro foi afastado com vencimentos proporcionais e poderá perder o cargo e o salário; defesa nega que ele tenha cometido crime e avalia recorrer ao STF

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo
Espectro: Centro
STJ condena Marco Buzzi à perda do cargo por importunação sexual
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Voto da comissão do STJ defende aplicação da pena máxima contra ministro investigado em 2 casos de assédio. Leia no Poder360.

Poder360Poder360
Espectro: Esquerda
STJ julga futuro do ministro Marco Buzzi sob expectativa de punição e em meio a divergência com STF
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir nesta semana o futuro do ministro afastado Marco Buzzi, alvo de um processo administrativo disciplinar por denúncias de assédio e importunação sexual.

Brasil de FatoBrasil de Fato
Espectro: Direita
STJ decide destino de Marco Buzzi, acusado de assédio sexual
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Ministros vão analisar, em sessão fechada, conclusão de processo disciplinar contra colega

VejaVeja
Espectro: Centro
Marco Buzzi: STJ decide hoje punição por assédio sexual
Marco Buzzi: STJ decide hoje punição por assédio sexual

O ministro Marco Buzzi enfrenta julgamento no STJ por assédio e importunação sexual, podendo ser punido com a demissão do cargo nesta quinta-feira.

G1G1

Centro

4 fontes

O Superior Tribunal de Justiça julga nesta quinta-feira, em sessão fechada iniciada às 9h, o processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual, importunação sexual e injúria por duas mulheres. Afastado do cargo desde fevereiro, o magistrado nega todas as acusações. A comissão apuradora deve recomendar a pena máxima, e a Procuradoria-Geral da República defendeu a condenação com aposentadoria compulsória. O tipo de punição é o principal ponto em aberto, porque o STF e o CNJ passaram a admitir a demissão de juízes.

Esquerda

1 fonte

Veículos de esquerda leem o julgamento como teste da capacidade do Judiciário de responder a assédio sexual sem proteger os próprios pares. O caso expõe a assimetria de poder entre um ministro de tribunal superior e uma servidora terceirizada, a parte mais frágil da hierarquia do gabinete, que segundo a apuração precisou ser protegida por colegas em rearranjos informais de escala.

Direita

3 fontes

Veículos de direita enquadram o julgamento como prova de accountability institucional e de fim do privilégio de casta na magistratura. O foco recai sobre a conduta pessoal do ministro, sobre a gravidade das denúncias e sobre a resistência histórica dos tribunais a punir juízes com demissão, preferindo aposentar com salário quem viola o decoro.

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    STJ julga em sessão fechada o processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi por assédio e importunação sexual
    g1.globo.comveja.abril.com.br
  2. 04 de ago. de 2026, 00:00
    Relator do caso envia aos ministros do STJ envelope lacrado com a conclusão da sindicância que embasa o processo disciplinar
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  3. 03 de ago. de 2026, 00:00
    CNJ confirma a regulamentação que permite a demissão de magistrados, substituindo a aposentadoria compulsória como pena máxima
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