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O ministro André Mendonça, do STF, tornou público que autorizou a Polícia Federal a monitorar por dez dias a localização aproximada do celular do senador Jaques Wagner (PT-BA) e de outros investigados na Operação Compliance Zero, que apura corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas ao antigo Banco Master. A medida alcançou metadados de telefonia, não o conteúdo das conversas. A investigação aponta relação próxima entre o senador e um ex-sócio do banco e suspeita da compra de um apartamento em Salvador. Wagner nega irregularidades e pediu a anulação da operação.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornou público nesta quinta-feira o conjunto de decisões que autorizou a Polícia Federal a monitorar, por dez dias, a localização aproximada do celular do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, e de outros investigados na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas ao antigo Banco Master. A decisão foi assinada em 17 de junho e permaneceu sob sigilo por mais de quarenta dias, até ser divulgada com as diligências já encerradas.
A cobertura de centro relatou de forma factual o alcance da medida. A autorização permitiu o acesso a metadados, como registros de antenas de telefonia, histórico de chamadas e identificação de aparelhos, mas não ao conteúdo das conversas. Dos dez alvos pedidos pela Polícia Federal, o ministro autorizou o monitoramento em tempo real de apenas seis, entre eles Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. Mendonça registrou ainda que recebeu, no mesmo dia em que chegaram os pedidos da corporação, uma solicitação de audiência de um dos investigados, fato que, segundo ele, agudizava o risco de vazamento da operação.
Veículos de direita enfatizaram o teor das suspeitas. A investigação aponta suposta propina do Banco Master, incluindo a compra de um apartamento de cerca de 2,45 milhões de reais em Salvador, uso de aviões particulares, viagem de helicóptero e ingressos para um show da cantora Taylor Swift avaliados em 63 mil reais. Essa cobertura destacou a relação próxima entre o senador, à época líder do governo Lula no Senado, e operadores ligados ao banco, além de documentos em que Wagner seria visto como aliado político e até como intermediário para mandar recado ao presidente.
Veículos de esquerda deram relevo à defesa e aos limites da medida. Ressaltaram que a autorização não representa juízo de culpa, que apenas metadados foram acessados e que o senador nega qualquer irregularidade. Essa cobertura registrou o argumento de que Wagner teria atuado contra a chamada emenda Master, que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, e ecoou questionamentos sobre eventual pesca probatória na condução do caso. Por meio de seus advogados, o senador pediu ao STF a anulação da operação, alegando erros graves na investigação.
Todos os lados convergem em que Wagner foi alvo de busca e apreensão em 18 de junho, afastou-se da liderança do governo no Senado após conversa com Lula e foi intimado a depor em 7 de agosto. O que ainda não se sabe é se o senador de fato favoreceu o banco em troca de vantagens, ponto que o mérito da investigação ainda não decidiu, e quem foi o investigado que pediu a audiência que motivou a preocupação do ministro com vazamentos.
Todos os lados relatam que Mendonça autorizou o monitoramento de dez dias apenas de metadados de localização (não do conteúdo das conversas), como parte da Operação Compliance Zero, com sigilo retirado em 30 de julho, e que Wagner nega irregularidades.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Relata a decisão de forma técnica e neutra: alcance dos metadados, seis dos dez alvos autorizados, risco de vazamento e negativa do senador, sem vocabulário valorativo carregado apesar do veículo de esquerda.
Dá relevo à defesa do senador, aos limites da medida e ao argumento de que ele atuou contra a emenda Master; os links relacionados sugerem enquadramento crítico à operação (pesca probatória) e apontam também investigados de direita.
Veículos com viés ao centro
Detalha extensivamente os achados da PF (ligações, viagens, presentes, emenda Master) com atribuição às fontes oficiais e tom factual, embora concentre-se nos indícios de proximidade e vantagens indevidas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Enfatiza vantagens recebidas por um senador do PT e ex-líder do governo Lula, a saída da liderança e as ligações com o banqueiro; enquadramento de accountability voltado ao governo, com espaço menor à defesa.
Perspectivas omitidas

Relatórios citam encontros, viagens, atuação em pautas legislativas e suspeitas de vantagens indevidas; senador foi alvo de busca e apreensão em junho

STF autorizou a PF a monitorar por dez dias dados de localização e chamadas de Jaques Wagner em inquérito sobre o Banco Master.

No documento, tem mensagens interceptadas do senador com o banqueiro Augusto Lima e a esposa Flávia

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo das investigações sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e autorizou o

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar um possível vazamento de informações

O ex-líder do governo no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da "Operação Compliance Zero" em 18 de junho

Ministro do STF citou que recebeu pedido de audiência no seu gabinete no mesmo dia em que operação foi protocolada; defesa do petista ainda não se manifestou

Ministro do STF permitiu acesso a registros de antenas de telefonia e monitoramento em tempo real por dez dias
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Resumo factual da retirada de sigilo, com a suspeita central do apartamento e a versão da defesa (Wagner diz que atuou contra a emenda Master e que o imóvel seria para a filha); tom neutro.
Explica com rigor o alcance da medida (metadados, não conteúdo), a autorização parcial de seis dos dez alvos, os fundamentos de Mendonça e a negativa do senador; tom factual e citação literal da decisão.
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do título com 'AGORA', o corpo é factual e reproduz a decisão sobre geolocalização e a preocupação com vazamento, ressaltando que não há conclusão sobre responsabilidade criminal.
Perspectivas omitidas
Enfatiza 'pagamentos de propina', o esquema de imóveis, o avião em 'hangar discreto' e o senador como intermediário para mandar recado a Lula; enquadramento que liga a suspeita ao núcleo do governo.
Perspectivas omitidas



