Mendonça pede parecer da PGR sobre investigação de "Dark Horse"
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoONG da produtora de Dark Horse multiplica faturamento e vira alvo de investigaçãoONG ligada a contrato de R$ 108 milhões em SP tem faturamento multiplicado e entra na mira de investigação policial.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CartaCapitalMendonça pede parecer da PGR sobre pedido de investigação no caso ‘Dark Horse’Não há prazo definido para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestar(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilAnálise: Dino larga na frente de Mendonça no caso Dark Horse no STFHá na Corte duas frentes de investigação que podem resvalar no filme; os casos sob a relatoria dos dois ministros têm potencial de se chocar em algum momento(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilMendonça pede parecer da PGR sobre investigação de "Dark Horse"Manifestação é exigida pelo regimento do STF para decidir se há elementos para abrir inquérito ou arquivar o caso(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Contrato de R$ 108 milhoes da ONG com a Prefeitura de Sao Paulo sob investigacao por possivel desvio.
- Faturamento da ONG saltou de R$ 306 mil para R$ 54 milhoes.
- Producao do filme estimada em R$ 75 milhoes; PGR decide se abre inquerito, sem prazo definido.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza o suposto desvio de recursos publicos e financeiros em beneficio da familia Bolsonaro e a condenacao de Eduardo por coacao.
- Uma leitura de direita destacaria que a denuncia parte de adversario politico do PT e que ha apenas suspeitas, com a defesa da produtora negando uso de dinheiro publico.
Onde os lados concordam
Todos os veiculos concordam que o STF encaminhou a PGR a decisao sobre abrir ou nao inquerito, que o caso nasceu de noticia-crime de Lindbergh Farias apos revelacoes do The Intercept Brasil, e que ha duas frentes de apuracao (Mendonca no Banco Master e Dino nas emendas).
O que ainda está incerto
- Se a PGR recomendara inquerito ou arquivamento.
- Se ha elo comprovado entre o contrato municipal, o Banco Master e o custeio do filme; o processo corre sob sigilo.
O ministro Andre Mendonca, do Supremo Tribunal Federal, pediu na terca-feira, 30 de junho de 2026, parecer da Procuradoria-Geral da Republica sobre o pedido de investigacao do financiamento do filme Dark Horse, producao inspirada na trajetoria do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pelo regimento interno da Corte, o Supremo nao pode abrir sozinho uma apuracao a partir de uma noticia-crime: cabe a PGR, comandada por Paulo Gonet, dizer se ha elementos suficientes para instaurar inquerito ou se o caso deve ser arquivado. Nao ha prazo definido para essa manifestacao.
A cobertura de centro, feita pela CNN Brasil, relatou o rito com precisao processual. O caso chegou a Mendonca por decisao do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que redistribuiu o processo por prevencao apos a Secretaria Judiciaria identificar possivel conexao entre o financiamento do filme e as apuracoes ja em curso sobre o Banco Master, das quais Mendonca ja e relator. O pedido original havia sido feito ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquerito sobre a atuacao do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, e foi Moraes quem sugeriu a Fachin avaliar a redistribuicao.
A origem do caso e um ponto em que todos os lados convergem. A noticia-crime foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, depois que o jornal The Intercept Brasil divulgou audios em que o senador Flavio Bolsonaro pediria recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear a producao. Outra reportagem do mesmo veiculo apontou que Eduardo Bolsonaro teria ficado responsavel por administrar os valores, na condicao de produtor executivo. Em paralelo, o ministro Flavio Dino autorizou a Policia Federal a investigar repasses de emendas parlamentares a empresas ligadas a produtora do filme, abrindo uma segunda frente no tribunal que pode se chocar com a de Mendonca.
Veiculos de esquerda, como CartaCapital e o Diario do Centro do Mundo, enfatizaram o angulo do suposto desvio de recursos em beneficio da familia Bolsonaro. O Diario do Centro do Mundo detalhou que o Instituto Conhecer Brasil, ligado a produtora, teve o faturamento declarado saltar de 306 mil reais em 2022 para 54 milhoes em 2025, aumento de cerca de 170 vezes, no mesmo periodo em que passou a atuar em um contrato de 108 milhoes de reais com a Prefeitura de Sao Paulo para instalacao de pontos de Wi-Fi. Segundo o Ministerio Publico, os fatos investigados envolvem, em tese, possiveis crimes licitatorios, lavagem de capitais e organizacao criminosa. CartaCapital, por sua vez, lembrou que Lindbergh protocolou o pedido antes do encerramento da acao penal que condenou Eduardo a quatro anos de prisao por coacao no processo do golpe.
Uma leitura de direita, ainda que nao representada diretamente entre os veiculos deste conjunto, tenderia a sublinhar que a apuracao parte de uma denuncia de um adversario politico e que, ate aqui, ha suspeitas e pedidos de investigacao, nao condenacao pelo financiamento do filme. A defesa ligada a produtora Go Up afirma que nao houve uso de recursos publicos do contrato municipal para bancar a obra, cuja producao e estimada em 75 milhoes de reais segundo pericia privada anexada ao processo, que corre sob sigilo.
O que ainda nao se sabe e se a PGR recomendara a abertura de inquerito ou o arquivamento, qual sera o desfecho da apuracao da PF sobre as emendas e se ficara comprovado algum elo direto entre o contrato de Wi-Fi, os recursos do Banco Master e o custeio do filme. Todo o material central permanece sob sigilo judicial.
Fontes

Há na Corte duas frentes de investigação que podem resvalar no filme; os casos sob a relatoria dos dois ministros têm potencial de se chocar em algum momento

ONG ligada a contrato de R$ 108 milhões em SP tem faturamento multiplicado e entra na mira de investigação policial.

Não há prazo definido para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestar

Manifestação é exigida pelo regimento do STF para decidir se há elementos para abrir inquérito ou arquivar o caso