Milícia que movimentou R$ 25 milhões no Rio é alvo de operação
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- MetrópolesDeputado Val Ceasa é alvo de operação no Rio por suposto elo com o TCPAo todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão. Um deles foi cumprido na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Notícias ao Minuto BrasilMilícia que movimentou R$ 25 milhões no Rio é alvo de operação (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- 50 mandados cumpridos na capital, Baixada e interior do RJ; 14 mandados na fase que mirou o deputado Val Ceasa.
- R$ 25 milhões em contas e bens bloqueados pela Justiça.
- Busca cumprida na Alerj e investigação de elo entre agentes públicos e o TCP.
Onde os lados divergem
- Veículos de direita enfatizam o combate e a accountability institucional, tratando o grupo como narcomilícia ligada ao tráfico.
- A cobertura de centro foca nos números, mandados e fontes oficiais, sem framing.
- A leitura de esquerda destaca a exploração das comunidades vulneráveis e a captura do Estado pelo crime.
Onde os lados concordam
Todos os lados relatam os mesmos fatos centrais: a Polícia Civil do Rio deflagrou uma operação contra uma milícia que teria movimentado R$ 25 milhões via extorsão e lavagem, com mandados de busca, bloqueio de bens e o envolvimento de agentes públicos, incluindo um policial militar.
O que ainda está incerto
- Identidade completa do agente público investigado e a defesa do deputado Val Ceasa.
- Se houve prisões e se o MP já ofereceu denúncia formal.
- Como as duas frentes da apuração (milícia financeira e elo com o TCP) se conectam.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira, 19 de junho, uma operação para desarticular uma milícia acusada de movimentar cerca de R$ 25 milhões na capital fluminense. O grupo paramilitar atua na região do Catiri, em Bangu, na zona oeste, e é investigado por extorsão, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de moradores, comerciantes e empresas. Foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e no interior do estado, e a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, bens e valores ligados aos investigados.
A cobertura de centro relatou que a operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais, a Draco, com apoio de outros departamentos da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar. As investigações começaram após denúncias de cobranças ilegais feitas a uma empresa responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento na região. Segundo a Polícia Civil, os criminosos exigiam pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e a permanência dos trabalhadores no local. A partir da análise das movimentações financeiras, os policiais identificaram uma rede que usava contas de laranjas e empresas de fachada para esconder a origem dos recursos.
Veículos de direita enfatizaram o caráter de combate ao crime organizado, descrevendo o grupo como uma narcomilícia que misturava tráfico de drogas e extorsão, e destacaram a resposta institucional: o Judiciário determinou o confisco de bens para asfixiar o bando, e a Corregedoria acompanhou as buscas. Essa cobertura detalhou ainda que um policial militar integrava a rede de apoio dos criminosos, atuando na segurança privada dos chefes e no transporte físico do dinheiro arrecadado nas extorsões. As transferências, segundo a investigação, ocorriam de forma fracionada para despistar a fiscalização, com um núcleo central de comando e uma célula encarregada de ocultar os lucros.
A dimensão política do caso ganhou relevo em outra fase da apuração. Veículos de esquerda e a cobertura de centro destacaram que o deputado estadual Val Ceasa, do PRD, entrou na mira de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil que investiga a atuação de agentes públicos em favor do Terceiro Comando Puro, o TCP. Foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão, um deles cumprido na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj. As buscas também atingiram um ex-vereador, hoje servidor municipal, e um ex-assessor parlamentar, com endereços visitados na capital, na Ceasa e no Espírito Santo. A apuração aponta ainda o envolvimento de um agente público com a organização criminosa.
O que ainda não se sabe é a identidade completa do agente público mencionado pela Polícia Civil, qual a defesa do deputado Val Ceasa e dos demais investigados, e como exatamente se conectam as duas frentes da apuração, a do esquema financeiro da milícia em Bangu e a do suposto elo de agentes públicos com o TCP. Também não há, até o momento, informação sobre prisões resultantes das buscas nem sobre eventual denúncia formal do Ministério Público.
Fontes

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão. Um deles foi cumprido na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)

Os agentes miraram os chefes do bando criminoso envolvidos em extorsões contra canteiros de obras públicas
