Alexandre de Moraes nega devolver minuta do golpe achada na casa de Anderson Torres
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Veículos de esquerda noticiaram a decisão de Moraes de manter a minuta do golpe com a Polícia Federal em tom factual. Um texto deu espaço à versão da defesa de Torres sobre a origem do papel; outro detalhou as armas que serão destruídas e registrou que a Procuradoria-Geral da República havia defendido a destruição, sem trazer a versão dos condenados.
A cobertura de centro relatou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou na sexta-feira a devolução da chamada minuta do golpe e decidiu que ela segue sob custódia da Polícia Federal como prova.
A cobertura de direita relatou a decisão em tom factual e acrescentou contexto sobre a origem da minuta: segundo o texto, o decreto foi apresentado em reunião no Palácio do Planalto em 7 de dezembro de 2022, com Jair Bolsonaro e a cúpula militar. O texto não registrou a versão da defesa de Torres.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Esquerda, centro e direita relatam que Alexandre de Moraes negou a devolução da minuta do golpe, que segue com a Polícia Federal como prova, e que armas apreendidas serão destruídas.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu em 30 de outubro que a minuta do golpe encontrada na casa de Anderson Torres segue com a Polícia Federal como prova. Na mesma decisão, mandou destruir armas e munições apreendidas com o ex-ministro e dois ex-coronéis da PMDF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na sexta-feira, 30 de outubro, o pedido de devolução da chamada minuta do golpe. O documento foi encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e vai continuar sob custódia da Polícia Federal. No despacho, Moraes escreveu que o texto é elemento de prova relevante para a persecução penal.
A minuta foi apreendida em janeiro de 2023. Ela previa a decretação de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral, com o objetivo de alterar o resultado da eleição presidencial de 2022, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva. Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por participação na trama golpista. Ele foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Na mesma decisão, Moraes decretou o perdimento e a destruição de armas, carregadores e munições apreendidos com Torres e com os ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra. Os dois foram condenados a 16 anos de prisão por omissão diante da invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Entre os itens estão duas pistolas Glock, um revólver calibre .357 Magnum, uma pistola institucional da corporação e mais de 200 munições. A Polícia Federal tem 48 horas para encaminhar o material à destruição. Os passaportes apreendidos continuam retidos, e bens que não interessam mais ao processo podem ser devolvidos.
A cobertura de centro foi a mais completa. Ela registrou a versão de Torres, que chama o documento de aberração jurídica e de minuta do Google, um papel impresso da internet que teria chegado ao gabinete sem pedido dele. A defesa diz que o texto foi parar na casa do ex-ministro numa pilha de documentos de rotina destinada ao descarte, e que ele nunca o discutiu com Bolsonaro nem com comandantes militares. Esse texto também informou que, neste mês, a defesa pediu revisão criminal para anular a condenação, pedido que está com o ministro Kassio Nunes Marques.
Veículos de esquerda trataram o caso de forma factual. Um deles reproduziu a explicação da defesa sobre a origem do papel. Outro detalhou a lista de armas e registrou que a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado a favor da destruição, posição acolhida por Moraes, mas não trouxe a versão dos condenados.
Veículos de direita também relataram a decisão em tom factual e acrescentaram um contexto ausente nos demais textos: segundo essa cobertura, o decreto foi apresentado em reunião no Palácio do Planalto em 7 de dezembro de 2022, com Bolsonaro, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e o então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos. Esse texto não registrou a defesa de Torres.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia informação sobre quem fez o pedido de devolução da minuta nem sobre prazo para o julgamento da revisão criminal apresentada pela defesa de Torres.
Ministro do STF ainda determinou destruição de armas apreendidas com Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro, e dois integrantes da antiga cúpula da PMDF; todos foram condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado

Na decisão, o ministro do STF escreveu que as ‘coisas apreendidas’ não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo

Moraes manteve na PF a minuta do golpe apreendida na casa de Anderson Torres por considerá-la prova da trama golpista.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de devolução da "minuta do golpe" e determinou que o documento permaneça sob

Alexandre de Moraes manda PF guardar minuta do golpe como prova UOL Notícias