Moraes marca depoimento de Flávio Bolsonaro à PF sobre calúnia contra Lula; saiba a data
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 4 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 4 veículos de direita

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, marcou para 28 de julho, às 14h, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro à Polícia Federal no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada em 17 de julho, depois que a defesa não indicou data dentro do prazo de dez dias concedido pelo relator. O caso trata de uma publicação do senador na rede social X em 3 de janeiro, na qual afirmou que o presidente seria delatado e listou crimes como tráfico internacional de drogas e armas e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal concluiu haver indícios de calúnia e a Procuradoria-Geral da República pediu a oitiva antes de decidir sobre denúncia. Em paralelo, pesquisa divulgada em 21 de julho mostra empate técnico entre os dois em eventual segundo turno.
Para a leitura à esquerda, o caso é um teste de responsabilização de quem usa as redes sociais para atacar instituições e pessoas com acusações falsas. A publicação atribuiu ao presidente da República crimes graves sem apresentar prova alguma, e a própria Polícia Federal concluiu que houve falsa imputação.
Na leitura à direita, o episódio é mais um capítulo do uso da estrutura do Supremo contra adversários políticos do governo. O ministro relator negou o adiamento pedido por um senador em plena pré-campanha presidencial e fixou ele próprio a data do interrogatório, concentrando funções de investigação e julgamento.
12 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 5/100.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados registram os mesmos fatos processuais: o depoimento foi marcado para 28 de julho, às 14h; a decisão veio depois de a defesa não indicar data no prazo de dez dias; a investigação trata da postagem de 3 de janeiro na rede social X; a Polícia Federal concluiu o relatório final apontando calúnia; e a Procuradoria-Geral da República ainda não denunciou, tendo pedido a oitiva antes de decidir.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fixou para 28 de julho de 2026, às 14h, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro à Polícia Federal no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi assinada na sexta-feira, 17 de julho, depois que a oitiva não foi realizada dentro do prazo de dez dias concedido anteriormente pelo próprio relator. Segundo o despacho, a corporação ofereceu datas, horários e até a possibilidade de depoimento por videoconferência, mas a defesa apenas pediu prorrogação, sem apresentar comprovante da impossibilidade de comparecimento.
O inquérito tem origem em uma publicação do senador na rede social X, em 3 de janeiro de 2026, dia em que o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por forças dos Estados Unidos. Na postagem, o parlamentar associou imagens de Maduro e do presidente brasileiro e escreveu que Lula seria delatado, listando em seguida crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas. No relatório final entregue ao Supremo no fim de junho, a Polícia Federal concluiu que houve falsa imputação de crime e enquadrou a conduta no artigo 138 do Código Penal, combinado com o artigo 141, que agrava a pena quando a ofensa atinge o presidente da República e é difundida por meio que amplia seu alcance. A Procuradoria-Geral da República não ofereceu denúncia: em 6 de julho, o procurador-geral Paulo Gonet pediu a oitiva do investigado antes de qualquer decisão, argumentando que o depoimento abre espaço para eventual retratação, capaz de isentar o senador de pena.
Esses fatos processuais aparecem sem contestação em toda a cobertura. Também há convergência sobre o desfecho possível: depois do depoimento, os autos voltam à Procuradoria, que decidirá entre denunciar, pedir novas diligências ou requerer o arquivamento.
A divergência está no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram a conclusão policial de que a postagem foi falsa e trataram os sucessivos pedidos de adiamento como tentativa de usar a condição de pré-candidato para escapar de uma obrigação que recairia sobre qualquer cidadão. A cobertura de centro concentrou-se no rito: as datas, os prazos, a citação literal do despacho e, em vários casos, a versão da defesa de que não houve descaso e de que a agenda de viagens da pré-campanha inviabilizou o agendamento. Veículos de direita enfatizaram que o ministro negou o pedido de adiamento e fixou a data por conta própria, adotaram o termo ditador para o então governante venezuelano e deram relevo ao argumento da defesa de que a apuração cerceia a liberdade de expressão e evoca práticas de censura e bloqueio de contas vistas na eleição de 2022.
O caso se cruza com a disputa presidencial. Os dois envolvidos são pré-candidatos rivais na eleição de outubro. Pesquisa divulgada em 21 de julho, com 2 mil entrevistados ouvidos entre os dias 18 e 20, margem de erro de dois pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral, indica 45% para o presidente e 42% para o senador em eventual segundo turno, um empate técnico. No primeiro turno, o levantamento aponta 40% a 33%. O senador é o nome mais rejeitado, com 50%, contra 48% do adversário. Veículos de esquerda leram os recortes por gênero, com vantagem de 15 pontos do presidente entre as mulheres, como reação do eleitorado a episódios recentes de atrito no campo conservador; a cobertura de centro reproduziu os cenários e a ficha técnica sem interpretação.
O que ainda não se sabe: se a Procuradoria-Geral da República vai oferecer denúncia depois da oitiva, se o senador usará a possibilidade de retratação mencionada pelo procurador-geral, se o depoimento ocorrerá presencialmente ou por videoconferência e qual será a resposta da defesa à decisão que fixou a data.

Assim como Jair Bolsonaro (PL) há quatro anos, o senador aparece competitivo entre os homens, mas acumula desvantagem consistente diante de Lula (PT) entre as mulheres

Levantamento divulgado pela Real Time Big Data nesta 3ª feira (21.jul) entrevistou 2.000 pessoas de 18 a 20 de julho. Leia no Poder360.


Ministro do STF marcou depoimento para 28 de julho; pré-candidato associou presidente a crimes como tráfico internacional de drogas

Alexandre de Moraes marcou para 28 de julho o depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação sobre postagem contra Lula.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste depoimento à Polícia Federal no

Senador é investigado por suposta falsa imputação de crimes ao presidente

O senador é investigado por uma publicação em que afirmou que o presidente Lula seria “delatado” pelo então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por supostos crimes

Flávio havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes o adiamento do depoimento em virtude da pré-campanha eleitoral. Moraes negou

Senador será ouvido pela Polícia Federal sobre comparação feita entre o petista e o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Leia no Poder360.

O ministro do STF definiu a data para o parlamentar falar à PF sobre suposta calúnia ligada ao ditador Nicolás Maduro

Clickbait nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.