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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu cinco dias para que a Polícia Federal explique as providências adotadas em uma apuração sobre postagens que associavam o ex-presidente Jair Bolsonaro à prática de canibalismo durante a eleição de 2022. Segundo a decisão, a corporação não cumpriu determinação anterior de identificar os autores das publicações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu cinco dias para que a Polícia Federal explique as providências adotadas em uma investigação sobre postagens que associavam o ex-presidente Jair Bolsonaro à prática de canibalismo durante a eleição de 2022. A decisão foi assinada nesta semana. Segundo o despacho, os autos foram disponibilizados à autoridade policial para o cumprimento de diligências determinadas anteriormente, mas a ordem não foi atendida, conforme certificou a Secretaria Judiciária da Corte.
A apuração tem origem em um procedimento do Tribunal Superior Eleitoral sobre 44 publicações feitas durante a corrida presidencial de 2022. Os conteúdos reproduziam, de forma integral ou parcial, um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Bolsonaro no segundo turno, com um trecho de entrevista em que o então presidente afirmava que comeria um índio sem problema nenhum. Na gravação original, Bolsonaro relatava uma experiência vivida em uma comunidade indígena. O TSE avaliou que o material divulgado alterava o sentido da fala.
A cobertura de centro relatou a cronologia de forma factual, registrando que, em outubro de 2022, Moraes, então presidente do TSE, determinou que as plataformas removessem as publicações de maior alcance, e que, após as eleições, cópias do procedimento foram enviadas ao STF por possível relação com inquéritos sobre atos antidemocráticos. Em outubro de 2024, a Procuradoria-Geral da República pediu às plataformas os dados cadastrais dos autores; X, Meta e Google responderam, e apenas o X recuperou parte das postagens vinculadas a endereços específicos.
Diante da leitura dos fatos, veículos de esquerda destacaram o eixo da responsabilização: a decisão judicial busca identificar quem produziu e difundiu desinformação eleitoral, num caso ligado a inquéritos sobre as manifestações antidemocráticas e aos atos de 8 de janeiro de 2023. Sob esse enquadramento, a demora da Polícia Federal em cumprir a ordem aparece como obstáculo à proteção da integridade do processo eleitoral e do direito da sociedade à informação verdadeira.
Veículos de direita enfatizaram que o conteúdo investigado teve origem em uma peça da própria campanha de Lula e ressaltaram a alegação de descontextualização levantada pela campanha de Bolsonaro, que acionou o TSE para suspender a propaganda. Sob essa ótica, ganham relevo os limites da atuação judicial sobre publicações feitas há quase quatro anos e a insistência da Corte em obter dados de autoria de postagens em redes sociais.
Há convergência entre os lados sobre os fatos centrais: a existência da investigação, o prazo de cinco dias imposto por Moraes, o descumprimento de uma determinação anterior de dezembro de 2024 que dava 15 dias para a PF identificar os autores, e a origem do conteúdo em vídeo da campanha petista. Ainda não se sabe por que a Polícia Federal não cumpriu a ordem anterior, se há responsáveis já identificados a partir dos dados preservados pelo X, nem quais medidas a corporação apresentará dentro do novo prazo.
Os lados convergem sobre os fatos centrais: Moraes deu cinco dias para a PF se explicar, há uma determinação anterior de dezembro de 2024 não cumprida, e o conteúdo investigado teve origem em vídeo da campanha de Lula no segundo turno de 2022.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto reconstrói a cronologia da apuração (2022, 2024, 2026) com atribuição a TSE, PGR, STF e plataformas, sem vocabulário valorativo carregado. Apresenta tanto a origem do vídeo da campanha de Lula quanto a versão de descontextualização alegada. Enquadramento factual e equilibrado, típico de CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é majoritariamente factual, mas o enquadramento enfatiza que foi a campanha de Lula que veiculou o vídeo associando Bolsonaro ao canibalismo e destaca a alegação de descontextualização levantada pela campanha de Bolsonaro, alinhando o leitor a uma leitura mais favorável ao ex-presidente. Sinal editorial leve à direita, coerente com o publisher, mas sem editorialização explícita.

Ministro deu cinco dias para a corporação informar as providências adotadas para identificar autores de publicações desinformativas nas eleições de 2022

Ministro cita descumprimento de determinação já dada à corporação e fixa novo prazo de cinco dias
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Perspectivas omitidas



