Até o momento, apenas o portal Metrópoles cobriu o caso, relatando que o senador Sergio Moro (PL-PR) criticou publicamente, nesta segunda-feira (13/7), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de proibir o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelos próximos 90 dias.
Segundo a reportagem, a decisão de Moraes veio após a divulgação, no último sábado (11/7), de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, publicada nas redes sociais por aliados a partir de material obtido por Flávio durante uma visita ao pai. O ministro considerou que a publicação pode ter violado as medidas cautelares impostas a Bolsonaro, entre elas a proibição de uso de redes sociais, e deu 48 horas para a defesa se explicar. O caso também foi remetido ao procurador-geral eleitoral, que vai apurar se houve propaganda eleitoral antecipada.
Em publicação na rede social X, Moro relembrou sua atuação como juiz titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, à frente dos processos da Operação Lava Jato, e comparou o episódio ao período em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou preso, em 2018. Segundo o senador, Lula recebeu 572 visitas na prisão naquele ano, incluindo 21 do então candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, sem que a Justiça restringisse o direito de visita ou de correspondência. Para Moro, a nova decisão de Moraes falta proporcionalidade e legalidade, já que impede Flávio de visitar o pai e, segundo ele, também compromete o direito de correspondência previsto em lei para qualquer preso.
A reportagem do Metrópoles não traz, até a publicação, uma resposta direta do ministro Alexandre de Moraes às críticas de Moro, nem um posicionamento da defesa de Flávio e Jair Bolsonaro sobre a suspensão das visitas. Também não fica claro no material disponível se a defesa já apresentou a explicação exigida dentro do prazo de 48 horas, nem qual será o desdobramento da apuração sobre possível propaganda eleitoral antecipada enviada ao procurador-geral eleitoral. A data exata em que Moraes assinou a decisão de suspensão das visitas também não é detalhada pela matéria, que se concentra na repercussão do caso na fala de Moro.