Hugo Motta discutiu sociedade com Vorcaro em empréstimo de R$ 22 milhões do Master
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoMotta discutiu “sociedade” com Vorcaro em negócio da cunhada financiado pelo MasterNegócio imobiliário da cunhada de Motta teve financiamento do Master. Diálogos divulgados detalham a participação do deputado nas tratativas.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- Folha de S.PauloMensagens de Motta com Vorcaro citam 'sociedade' em negócio e discussão sobre projeto de lei na CâmaraConversas reveladas, que começam em 2024, também mostram proximidade entre os dois, que se tratam de(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Correio BrazilienseHugo Motta tratou de negócio imobiliário milionário com VorcaroPresidente da Câmara teria atuado a favor da cunhada, que obteve empréstimo de R$ 22 milhões com o Master, apontam diálogos obtidos pela PF(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- O empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões do Banco Master financiou a compra de um terreno de mais de 400 hectares em João Pessoa por R$ 45 milhões, com valor fiscal de R$ 101 milhões.
- Quem aparece nas mensagens comanda a pauta da Câmara dos Deputados, casa que decide projetos de interesse do setor financeiro, como o texto sobre mercado de carbono e regras do Fundo Garantidor de Créditos.
- A área comprada deve virar um novo bairro da capital paraibana, com impacto urbano direto sobre a cidade.
Onde os lados concordam
As três coberturas registram os mesmos fatos: as mensagens foram extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, começam em 9 de março de 2024, mostram Hugo Motta tratando do formato de sociedade de um empreendimento registrado no nome da cunhada e envolvem um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões do Banco Master. Todas reproduzem a negativa do parlamentar e nenhuma afirma que ele fosse sócio.
O que ainda está incerto
- Se Hugo Motta chegou a integrar formalmente a sociedade citada nas mensagens.
- Quais eram as condições do empréstimo à ETC Participações e se diferiam das praticadas com outros clientes do banco.
- Se os diálogos integram alguma investigação formal sobre o presidente da Câmara e se órgãos de controle abriram procedimento a partir do material.
Diálogos extraídos do celular de Daniel Vorcaro colocam o presidente da Câmara dos Deputados no centro de um negócio imobiliário em João Pessoa registrado no nome de sua cunhada e financiado pelo Banco Master. Hugo Motta nega irregularidade e diz que o contrato foi firmado antes de as investigações sobre o banco virem a público.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discutiu com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o formato de sociedade de um empreendimento imobiliário registrado no nome de sua cunhada, Bianca Medeiros. As conversas foram extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro e divulgadas nesta segunda-feira por um site de notícias, tendo o conteúdo confirmado de forma independente por outras redações. Em mensagem de 9 de março de 2024, Motta relata que os documentos que transferiam a empresa para a cunhada já estavam assinados e pede orientação ao banqueiro para concluir a compra de um terreno em João Pessoa, dizendo que o prazo para quitar com a Intercement era curto.
O negócio envolve a área de uma antiga fábrica de cimento na capital paraibana, com mais de 400 hectares, comprada em abril de 2024 por R$ 45 milhões, valor inferior aos R$ 101 milhões registrados como valor fiscal do imóvel nas matrículas. A operação foi bancada por um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões concedido pelo Banco Master à ETC Participações, empresa cujas cotas ficaram com Bianca Medeiros e que deve transformar a área em um novo bairro. Na troca de mensagens, Vorcaro propõe uma operação rápida e diz que a questão da sociedade seria organizada em paralelo. Dias depois, Motta agradece a confiança e a parceria e afirma que deu tudo certo a tempo de cumprir o contrato. Todas as coberturas registram a resposta do presidente da Câmara, que nega irregularidade, diz manter diálogo com diversos segmentos do empresariado e sustenta que o empréstimo foi contratado antes de virem a público os fatos investigados sobre o banco e seu dono.
Veículos de esquerda destacaram o vínculo financeiro entre o negócio familiar e a instituição hoje sob apuração, sublinhando que o parlamentar pediu orientação ao banqueiro sobre como estruturar a sociedade combinada. A cobertura de centro relatou os mesmos diálogos e acrescentou episódios que ampliam o escopo do caso: os dois se tratam por amigo e irmão, Vorcaro teria pedido auxílio a Motta a respeito de um projeto de lei de carbono aprovado no Senado, houve menção a um estudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos e a oferta de uma aeronave para levar o deputado de Guarulhos a Brasília. Essa mesma cobertura pondera que os trechos não esclarecem os termos da sociedade citada nem demonstram, por si sós, que o parlamentar fosse sócio do empreendimento. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria do episódio, de modo que o enquadramento que costuma insistir na presunção de inocência, na natureza privada do contrato e na apuração pelos órgãos competentes não aparece no noticiário reunido aqui.
O que ainda não se sabe é se Motta chegou a integrar formalmente a sociedade, quais eram as condições do empréstimo à ETC Participações e se elas diferiam das praticadas pelo banco com outros clientes. Também não está esclarecido se esses diálogos integram alguma linha de investigação formal sobre o presidente da Câmara, qual foi o desfecho das conversas sobre o projeto de lei de carbono e sobre o Fundo Garantidor de Créditos, e se a aeronave oferecida chegou a ser usada. Nenhuma das fontes informa se órgãos de controle abriram procedimento a partir desse material.
Fontes

Negócio imobiliário da cunhada de Motta teve financiamento do Master. Diálogos divulgados detalham a participação do deputado nas tratativas.

Conversas reveladas, que começam em 2024, também mostram proximidade entre os dois, que se tratam de

Presidente da Câmara teria atuado a favor da cunhada, que obteve empréstimo de R$ 22 milhões com o Master, apontam diálogos obtidos pela PF