
Mulheres rejeitam Flávio e viram problema na campanha após crise com Michelle
1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
Uma nova pesquisa BTG/Nexus, com campo entre 26 e 28 de junho de 2026, mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, com vantagem ampliada entre as eleitoras: 48% a 29% no primeiro turno e 55% a 36% em eventual segundo turno. A divulgação coincidiu com uma crise pública entre Flávio e a madrasta, Michelle Bolsonaro, que comanda o PL Mulher. Após a crise, o senador se reuniu com o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e a campanha decidiu acelerar um programa voltado às mulheres.
Esquerda
Os números reforçam a fragilidade estrutural da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro junto às mulheres, segmento que rejeita majoritariamente o nome do senador. Para veículos de esquerda, a crise com Michelle Bolsonaro expõe um campo conservador marcado por disputas internas e pelo tratamento desrespeitoso a uma liderança feminina, justamente quando a campanha tenta, de forma reativa, construir uma agenda de proteção, combate à violência doméstica e cuidado para reduzir a rejeição entre eleitoras.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
Para a cobertura de direita, o foco está na reorganização do campo conservador após o atrito familiar. Jair Bolsonaro adotou um tom de pacificação, pediu trégua e que Flávio contivesse os ataques de aliados contra Michelle, enquanto o senador reafirmou que nunca quis magoá-la e que considera indispensável a participação da ex-primeira-dama para unificar a oposição e derrotar Lula.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículo declaradamente de oposição ao bolsonarismo (DCM). O enquadramento seleciona os números mais desfavoráveis a Flávio ('rejeitam', 'viram problema', 'fragilidades') e trata a crise familiar como agravante eleitoral. Cita pauta de proteção à mulher e violência doméstica como eixo, framing típico de esquerda, embora os dados da pesquisa sejam reportados com correção.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o publisher ser de viés à direita, o artigo é reportagem de bastidores predominantemente factual: relata a conversa entre pai e filho, a ausência de Michelle, falas atribuídas a interlocutores dos dois lados e a agenda do senador com Milei na Argentina. Cita versões de aliados de Flávio e de pessoas próximas a Michelle com relativa paridade, sem vocabulário valorativo carregado. Enquadramento CENTER factual.
Uma nova pesquisa BTG/Nexus, realizada entre 26 e 28 de junho de 2026, colocou em evidência a principal fragilidade da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro: o voto feminino. No levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente do senador no conjunto do eleitorado, com 42% a 34% no cenário estimulado de primeiro turno e 47% a 44% em um eventual segundo turno. Entre as mulheres, porém, a distância é bem maior. Lula tem 48% contra 29% de Flávio no primeiro turno e amplia a vantagem para 55% a 36% no segundo. A rejeição também é desfavorável ao senador: 58% das eleitoras dizem que não votariam nele de jeito nenhum, contra 41% que afirmam o mesmo sobre Lula.
Os números foram divulgados em meio a uma crise pública na família Bolsonaro. Michelle Bolsonaro, que comanda o PL Mulher e tem força própria no eleitorado conservador, tornou pública uma disputa com o enteado depois de afirmar que foi desrespeitada por ele em meio às articulações do partido no Ceará. A crise ocorreu às vésperas do campo da pesquisa e atingiu justamente o segmento em que Flávio já enfrentava maior dificuldade.
Veículos de esquerda destacaram que a rejeição entre mulheres tem caráter estrutural e que a crise com Michelle expõe o tratamento dado a uma liderança feminina dentro do próprio campo conservador. Nessa leitura, o programa voltado às eleitoras, que a campanha decidiu acelerar, surge como resposta tardia a uma fragilidade já conhecida, e a bandeira da segurança pública é considerada insuficiente para ampliar a competitividade do senador nesse eleitorado. O plano, coordenado por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, terá três eixos: proteção, oportunidades e cuidado, com combate à violência doméstica, empreendedorismo feminino e microcrédito.
A cobertura de centro relatou os dados da pesquisa com correção e descreveu os bastidores do reencontro entre Flávio e o pai. A primeira conversa entre os dois após a divulgação dos vídeos ocorreu na manhã de uma sexta-feira, na casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Michelle não estava presente; gravava vídeos de campanha para candidatas do PL na sede do partido. Segundo interlocutores, o ex-presidente adotou tom de pacificação e pediu ao filho que encerrasse a crise e contivesse os ataques de aliados contra a madrasta.
Veículos de direita enfatizaram o esforço de reorganização do campo conservador. Flávio reafirmou que nunca teve intenção de magoar Michelle, disse continuar aberto ao diálogo e sustentou que considera indispensável a participação da ex-primeira-dama para unificar a oposição e derrotar Lula. Pessoas próximas a Michelle, por sua vez, afirmaram que a divulgação das gravações teve o conhecimento de Bolsonaro e foi a última alternativa após tentativas frustradas de resolver o impasse reservadamente. Depois do encontro, o senador declarou que era 'página virada' e seguiu para uma agenda internacional com lideranças conservadoras, com encontro previsto com o presidente argentino Javier Milei.
Ainda não se sabe qual será o impacto eleitoral concreto da crise nas próximas pesquisas, já que o desgaste se deu no fim do campo do BTG/Nexus. Também não foram detalhadas a metodologia, a margem de erro e a amostra do levantamento, nem há clareza sobre se a aproximação entre Flávio e Michelle se consolidará ou se a tensão interna ao PL voltará a aparecer na campanha.
Esquerda, centro e direita reconhecem que a pesquisa BTG/Nexus aponta Lula à frente entre as mulheres e que a crise com Michelle Bolsonaro atinge um ponto fraco da pré-campanha de Flávio.

Flávio Bolsonaro tem 58% de rejeição entre mulheres, enquanto campanha tenta lançar programa feminino para angariar votos.

Senador esteve na casa do pai e da madrasta na sexta-feira, antes de compromissos em Goiás e na Argentina; ex-primeira-dama havia saído para outro compri
Perspectivas omitidas
Leia em seguida




