Copom reduz Selic a 13,75% ao ano em decisão unânime antes do primeiro turno
Resumo da cobertura
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, em 16 de setembro de 2026, na última reunião antes das eleições gerais. Foi o quinto corte seguido e a decisão foi unânime. A taxa volta ao menor nível desde março de 2025. O comunicado fala em moderação gradual da atividade, mercado de trabalho aquecido, expectativas de inflação desancoradas e não se compromete com novos cortes.
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Alguém precisa ver os dois lados disso?

Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoBC corta a Selic para 13,75% ao ano, em última reunião pré-eleiçõesCom a queda, a taxa vai ao menor patamar desde março de 2025, quando estava em 13,25%
Análise editorial
Texto de agência, centrado nas citações literais do comunicado: incerteza, desancoragem das expectativas, efeitos da política fiscal e balanço de riscos assimétrico. Informa o levantamento com 120 instituições (118 esperavam corte). Sem vocabulário valorativo.
- Qualidade argumentativa
- 68/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não informa as projeções de inflação do Copom para 2026, 2027 e o horizonte relevante
- Não traz a reação de governo, setor produtivo ou analistas à decisão
Veículos com viés à direita
- Revista OesteNa última reunião antes da eleição, BC corta juros pela 5ª vez seguida, para 13,75%Com a decisão do Copom, taxa Selic alcançou o menor nível em um ano e meio, desde março de 2025Matéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Apesar de o veículo ser de direita, o texto é essencialmente factual: relata o corte de 0,25 ponto, cita o comunicado do Banco Central, o IPCA do IBGE, a meta do Conselho Monetário Nacional e o Focus. O único traço de enquadramento é destacar a 'última reunião antes da eleição' e a menção à política fiscal, sem adjetivação.
- Qualidade argumentativa
- 63/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não detalha o balanço de riscos do Copom (quatro fatores de alta e três de baixa)
- Não explica a relação entre a proximidade da eleição e a decisão, apesar de usá-la como gancho da manchete
O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido de 0,25 ponto e na última reunião antes do primeiro turno. A decisão foi unânime, mas o comunicado cita expectativas de inflação desancoradas e não garante novos cortes.
O Comitê de Política Monetária, o Copom, do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada no fim da tarde de quarta-feira, 16 de setembro, ao término de uma reunião de dois dias. Foi a quinta reunião seguida com corte de 0,25 ponto percentual e a última antes das eleições gerais, cujo primeiro turno acontece em 4 de outubro.
A decisão foi unânime entre os sete integrantes do colegiado, presidido por Gabriel Galípolo. Com ela, a Selic volta ao menor patamar desde março de 2025. O corte era amplamente esperado: um levantamento com 120 instituições financeiras e consultorias mostrou que 118 projetavam a redução.
No comunicado, o Banco Central afirmou que a atividade econômica passa por uma moderação gradual, principalmente em setores mais cíclicos, enquanto o mercado de trabalho segue aquecido. O texto registra que a inflação cheia e a média dos núcleos desaceleraram e estão abaixo do teto do intervalo de tolerância, mas ainda acima da meta de 3%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, informou deflação de 0,32% em agosto, com alta acumulada de 4,22% em doze meses. O Copom projeta inflação de 5,2% em 2026, de 3,9% em 2027 e de 3,2% no primeiro trimestre de 2028.
O colegiado não se comprometeu com novos cortes. Segundo o comunicado, o cenário de incerteza, a desancoragem das expectativas e os riscos elevados exigem serenidade e cautela, e a extensão do ciclo dependerá de novas informações. O balanço de riscos continua assimétrico, com quatro fatores que podem elevar a inflação e três que podem reduzi-la. Entre os fatores de alta estão choques do petróleo, a inflação de serviços, um câmbio mais depreciado e estímulos à demanda que enfraquecem a transmissão da política monetária. O ambiente externo, com os conflitos no Oriente Médio e a incerteza sobre os juros em economias avançadas, também foi citado.
A cobertura de centro concentrou-se no conteúdo literal do comunicado, no balanço de riscos e na expectativa do mercado, destacando o alerta sobre a política fiscal doméstica e seus efeitos sobre os ativos financeiros. Veículos de direita deram peso ao calendário, apresentando o corte como a decisão da última reunião antes da eleição, e acrescentaram os números do Relatório Focus, que apontam inflação de 4,9% em 2026, acima do teto da meta, Selic em 13,75% no fim do ano e 12% em 2027. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre a decisão, de modo que ângulos como o custo do crédito para famílias ou o efeito dos juros sobre o emprego não apareceram no noticiário analisado.
Ainda não se sabe se o Copom manterá o ritmo de cortes nas duas reuniões que restam no ano, marcadas para 3 e 4 de novembro e para 8 e 9 de dezembro, já depois das eleições. Também não está claro como o resultado das urnas e as sinalizações sobre a política fiscal vão pesar nas expectativas de inflação que o Banco Central diz monitorar com atenção.
Briefing
O que importa para você
- A Selic de 13,75% é a referência para o custo do crédito, das dívidas e do rendimento da renda fixa.
- O Relatório Focus espera a Selic em 13,75% no fim de 2026 e em 12% em 2027.
- A próxima decisão sai em 4 de novembro, depois do segundo turno de 25 de outubro.
Onde os lados concordam
- A cobertura de centro e a de direita registram o corte de 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, unânime e esperado pelo mercado.
- Ambas destacam que o Banco Central não se comprometeu com novos cortes e pede cautela diante de expectativas desancoradas.
O que ainda está incerto
- Se o Copom manterá cortes de 0,25 ponto em novembro e dezembro.
- Como o resultado eleitoral e a política fiscal vão afetar as expectativas de inflação monitoradas pelo Banco Central.
Fontes

Com a decisão do Copom, taxa Selic alcançou o menor nível em um ano e meio, desde março de 2025

Com a queda, a taxa vai ao menor patamar desde março de 2025, quando estava em 13,25%



