TSE limita ordem de Mendonça sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida
4 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Veículos de esquerda trataram o julgamento como um teste de liberdade de expressão às vésperas do primeiro turno. Para essa cobertura, o Tribunal Superior Eleitoral impôs limites a uma ordem de André Mendonça que alcançava 1.125 endereços e preservou críticas, sátiras e análises sobre o que Flávio Bolsonaro poderia fazer no futuro. O recuo do relator no caso de Antonio Tabet, cujo post nem citava o candidato, foi lido como confirmação de que a medida original era ampla demais.
O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu em 30 de setembro manter a remoção de publicações que atribuem como fato ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A cobertura de direita enfatizou que a associação entre Flávio Bolsonaro e a retirada do título de padroeira é uma informação falsa, nascida de um comentário na televisão que nem mencionava o candidato.
7 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O Tribunal Superior Eleitoral manteve a remoção de publicações que atribuem a Flávio Bolsonaro uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira, mas divergiu sobre o alcance da ordem de André Mendonça, que acabou liberando o post do humorista Antonio Tabet.
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, na quarta-feira, 30 de setembro, manter a remoção de publicações que atribuem como fato ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, uma iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O julgamento ocorreu no plenário virtual, das 10h às 23h59, e analisou as ordens do ministro André Mendonça, relator do caso.
Os sete ministros concordaram que houve disseminação de informação falsa, mas divergiram sobre o alcance da medida. Mendonça, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, e o ministro Dias Toffoli defenderam a ordem original. Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano Peixoto Marques Neto propuseram restringir a remoção a afirmações apresentadas como fato, preservando críticas, opiniões e previsões sobre uma eventual atuação futura do candidato. Durante a votação, Mendonça reconsiderou parte do voto e liberou a publicação do humorista Antonio Tabet, que dizia que a família miliciana resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida, sem citar Flávio pelo nome.
O caso começou com uma ação da campanha do candidato contra o post de Tabet. Mendonça mandou retirá-lo e depois estendeu a ordem a conteúdos semelhantes em várias plataformas. Tabet recorreu ao Supremo Tribunal Federal. No domingo, 27, o ministro Flávio Dino derrubou a ordem em nome da liberdade de expressão. Na segunda-feira, 28, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a remoção. O projeto que deu origem ao debate foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli e arquivado em 2008.
A cobertura de centro relatou o julgamento voto a voto, com trechos literais. Mendonça afirmou que suas decisões não constituem censura prévia. Nunes Marques disse que a medida protege a liberdade religiosa, e que o post de Tabet não precisava nomear o candidato para lhe imputar o fato. Essa cobertura também mostrou a divisão no Supremo sobre levar o caso ao plenário físico, o que o presidente da Corte, Edson Fachin, acabou não pautando.
Veículos de esquerda destacaram os limites impostos à ordem do relator, que alcançava 1.125 endereços, e leram o recuo de Mendonça no caso Tabet como sinal de que a medida original era ampla demais. Segundo essa cobertura, o placar final formou quatro votos pela aplicação mais restrita e três pela mais ampla. Esses veículos também lembraram a proximidade de Galli com o grupo de Jair Bolsonaro e registraram a fala do presidente Lula em defesa do respeito à padroeira e às religiões de matriz africana.
Veículos de direita enfatizaram que a associação é falsa, nasceu de um comentário na televisão que não mencionava o candidato e se espalhou mesmo depois de corrigida. Esse ângulo deu destaque à crítica de Nunes Marques à interferência do Supremo em decisões da Justiça Eleitoral. Flávio Bolsonaro comparou a desinformação à facada sofrida pelo pai em 2018.
Ainda não se conhece a íntegra dos votos de Sebastião Reis Júnior e de Estela Aranha, que acompanharam o relator por fundamentação diversa. Também não está claro quantas das publicações removidas serão restabelecidas sob o critério mais restrito, nem se o Supremo ainda vai analisar as decisões conflitantes de Dino e Fux.
Plenário virtual analisa decisões de Mendonça, que abriu o julgamento votando pela manutenção das ordens de remoção de publicações

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (30) manter a remoção de publicações que atribuam como fato concreto a Flávio Bolsonaro (PL)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, em plenário virtual, nesta quarta-feira (30), a decisão monocrática do ministro André Mendonça que

Acompanhe a decisao do TSE sobre Nossa Senhora Aparecida: julgamento sobre liberdade de expressão e propaganda eleitoral nas redes sociais

No entanto, houve divergências no julgamento sobre a amplitude da medida. Ministros analisaram decisão de Mendonça que removeu posts que associavam Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

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