O instituto Paraná Pesquisas divulgou em 21 de julho de 2026 um novo levantamento sobre a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, e o resultado aponta empate técnico na liderança. O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece com 34,2% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) registra 30,1%. Como a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença entre os dois está dentro do intervalo estatístico e não permite afirmar que haja um favorito isolado nesta fase da corrida.
O restante do cenário testado mostra distância relevante entre os dois primeiros colocados e os demais nomes. Gabriel Souza (MDB) aparece com 13%, seguido por Marcelo Maranata (PSDB), com 4,7%. Priscila Voigt (UP) e Rejane Oliveira (PSTU) somam 0,9% cada uma. Quem respondeu nenhum, branco ou nulo soma 8,6%, e outros 7,6% disseram não saber ou não quiseram responder. Somadas, essas duas fatias chegam a 16,2%, parcela maior do que a distância entre o primeiro e o segundo colocado, o que reforça o caráter aberto do quadro.
O instituto também testou um cenário para o Senado, onde há empate técnico triplo na liderança. A ex-deputada Manuela d'Ávila (PSOL) marca 30,7%, o deputado Marcel Van Hattem (Novo) aparece com 28,6% e o ex-governador Germano Rigotto (MDB) tem 26,3%. O deputado Paulo Pimenta (PT), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara e ex-ministro, registra 23,7% e empata tecnicamente com Rigotto e Van Hattem, mas não com Manuela d'Ávila. Sanderson (PL) aparece com 20,3%, Frederico Antunes (PSD) com 7,4%, Renato Jaguarão (Cidadania) com 2,8% e Milton Cardoso (PSDB) com 2,6%.
O desenho da disputa gaúcha acompanha, até aqui, a mesma divisão que organiza a política nacional. Juliana Brizola é apoiada pelo presidente Lula, numa aliança inédita entre PT e PDT no estado, enquanto Luciano Zucco tem o endosso de Flávio Bolsonaro. Essa costura de palanques é o principal elemento político do levantamento, porque converte a eleição estadual em mais um teste do alinhamento entre eleitorado local e blocos nacionais.
Quanto à metodologia, foram ouvidos 1.500 eleitores gaúchos entre os dias 16 e 19 de julho. A margem de erro declarada é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos e o protocolo de registro na Justiça Eleitoral é RS-09313/2026, informação que permite a qualquer eleitor consultar os dados formais da pesquisa.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o levantamento, o que limita a comparação entre enquadramentos distintos. A cobertura de fonte única se ateve à apresentação dos percentuais, do desenho das alianças e dos dados metodológicos, sem escolher um favorito e sem interpretar o resultado a favor de um dos campos. Por isso, não há aqui leituras concorrentes de veículos de esquerda, de centro ou de direita a serem contrastadas.
O que ainda não se sabe é considerável. Não foi divulgado quem contratou o levantamento nem se ele foi encomendado por alguma campanha ou entidade. Também não há série histórica no material, o que impede medir se cada pré-candidato subiu ou caiu em relação a levantamentos anteriores. Não foram apresentados cenários de segundo turno para o governo do estado, e as candidaturas citadas seguem no estágio de pré-candidatura, sem registro formal nem definição final das coligações. Nenhuma das campanhas mencionadas se manifestou sobre os números.