Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em São Paulo, Minas e Rio
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Na leitura da direita, o dado central é que um presidente da República em exercício, disputando a reeleição, aparece atrás do senador Flávio Bolsonaro em dois dos três maiores colégios eleitorais do país. No cenário de segundo turno do Datafolha, o senador abre cinco pontos em São Paulo e nove pontos no Rio de Janeiro, e na rodada da Quaest lidera numericamente o primeiro turno nos três estados quando Pablo Marçal fica fora da lista. Para esse enquadramento, o desempenho indica desgaste do governo federal justamente onde se concentra o maior eleitorado e abre caminho concreto para a alternância de poder em outubro.
O que os números do Sudeste mostram, na leitura da esquerda, é que Luiz Inácio Lula da Silva chega competitivo à região que menos o favoreceu nas últimas disputas. Em Minas Gerais o presidente lidera o cenário de segundo turno, e nos demais estados a diferença para Flávio Bolsonaro cabe dentro ou no limite da margem de erro, o que torna abusiva a palavra distância aplicada ao quadro.
Duas rodadas de pesquisas estaduais divulgadas entre 22 e 25 de agosto de 2026 mostram disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos três maiores colégios eleitorais do país.
23 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
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As coberturas de centro e de direita convergem em que a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no primeiro turno está dentro ou no limite da margem de erro em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e em que o contingente de indecisos, de 13% a 17%, mantém os três estados em aberto. Há acordo também sobre o peso decisivo do Sudeste, que concentra os maiores eleitorados do país.
Duas pesquisas estaduais divulgadas em agosto mediram Lula e Flávio Bolsonaro em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Datafolha mostrou o senador à frente no segundo turno em São Paulo e no Rio, e o presidente à frente em Minas; a Quaest apontou empate técnico no primeiro turno nos três estados. Abaixo, os números e como a cobertura de centro e a de direita enquadraram o mesmo resultado.
Duas rodadas de pesquisas estaduais divulgadas entre 22 e 25 de agosto de 2026 colocaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em disputa apertada nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Juntas, as duas medições sustentam leituras diferentes sobre o mesmo quadro, e as duas circularam na mesma semana.
No levantamento do instituto Datafolha, divulgado no sábado, 22, o cenário de segundo turno apontou Flávio Bolsonaro com 47% contra 42% de Lula em São Paulo, e com 49% contra 40% no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais a ordem se inverte, com o presidente marcando 46% e o senador, 42%. Foram 1.610 entrevistas em São Paulo, entre 18 e 19 de agosto, e 1.204 em Minas Gerais e no Rio, entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais no caso paulista e de três pontos nos outros dois estados. O próprio instituto ressalvou que, no primeiro turno mineiro, a diferença entre os dois está no limite da margem.
Três dias depois, na terça-feira, 25, o instituto Quaest apresentou uma rodada nova, feita entre 21 e 24 de agosto, com resultado mais apertado no primeiro turno. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro registrou 30% e Lula, 29%, dentro da margem de dois pontos; com Pablo Marçal (PRTB) na lista de candidatos, os dois marcam 30% cada. Em Minas Gerais, o senador tem 31% contra 30% do presidente no cenário sem Marçal e empate em 31% no cenário com ele. No Rio de Janeiro, aparece com 31% contra 29% de Lula, e com 33% contra 31% quando o candidato do PRTB entra. Somados a Pernambuco, onde o presidente mantém ampla vantagem, os quatro estados pesquisados reúnem 112,3 milhões de eleitores, 70,7% do eleitorado apto a votar em outubro.
As coberturas convergem em dois pontos. O primeiro é que a diferença entre os dois primeiros colocados no primeiro turno está dentro ou no limite da margem de erro nos três estados. O segundo é o tamanho do contingente de indecisos, que vai de 13% em São Paulo a 16% no Rio de Janeiro e 17% em Minas Gerais, volume suficiente para reverter qualquer dos resultados medidos.
As ênfases divergem. Veículos de direita destacaram a leitura mais favorável ao senador: abriram pelos estados em que ele lidera, trataram o quadro pela chave da distância entre os dois e escolheram como eixo o cenário de segundo turno, em que a vantagem chega a nove pontos no Rio de Janeiro. A cobertura de centro relatou os mesmos números sob a chave do empate técnico, deu relevo ao volume de indecisos e ao efeito prático na disputa: as duas candidaturas devem intensificar agendas no Sudeste. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou não comentar pesquisas, mas confirmou que o foco está onde há mais eleitores. Da campanha petista, a avaliação de um integrante do núcleo duro é que obras e investimentos federais na região e palanques estaduais mais fortes do que os de 2022 sustentam a competitividade do presidente. Veículos de esquerda não aparecem entre os que cobriram esta rodada, de modo que a leitura crítica da metodologia e do recorte regional ficou concentrada nas coberturas de centro e de direita.
Ainda não se sabe como o quadro se comporta fora do Sudeste e de Pernambuco, já que nenhuma das duas rodadas divulgou números para as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Também não há resultado disponível de uma terceira medição já registrada no Tribunal Superior Eleitoral: a AtlasIntel informou coleta entre 26 e 31 de agosto em São Paulo, com divulgação prevista para 1º de setembro, incluindo quatro cenários de segundo turno com Lula e a disputa estadual entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). E não há, até aqui, série histórica comparada entre os dois institutos que permita afirmar tendência de alta ou de queda para qualquer um dos dois candidatos.
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Pesquisas do instituto Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados nos três maiores colégios eleitorais do país:

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