Kassio Nunes Marques acusa STF de invadir competência do TSE em ofício a Fachin
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, enviou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reclamando de 'indevida sobreposição de competência' da Corte sobre a Justiça Eleitoral. A queixa veio um dia depois de o ministro Flávio Dino derrubar decisão de André Mendonça, tomada no TSE, que mandava remover postagens associando Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A cobertura de esquerda trata a queixa do presidente do TSE com ceticismo. Relata que Kassio Nunes Marques acusou o Supremo de invadir a competência da Justiça Eleitoral, mas lembra que ele próprio redistribuiu para a Presidência do TSE um caso que estava com outra relatora, o da pesquisa que reproduzia diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Veículos de direita enquadram o episódio como interferência do Supremo no processo eleitoral. Destacam que Flávio Dino passou por cima de uma decisão do vice-presidente do TSE e liberou postagens que tratam como notícias falsas contra Flávio Bolsonaro, e que a palavra 'indevida' usada por Kassio Nunes Marques tornou pública a insatisfação da Corte Eleitoral com o ministro.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados relatam que Kassio Nunes Marques enviou ofício a Edson Fachin reclamando de sobreposição de competência depois de Flávio Dino derrubar a decisão de André Mendonça sobre as postagens envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reclamou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, de indevida sobreposição de competência. A queixa veio depois de Flávio Dino restabelecer postagens sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida que André Mendonça havia mandado remover.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou nesta segunda-feira, 28 de setembro, um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, o STF, Edson Fachin, em que reclama de "indevida sobreposição de competência" do Supremo sobre a Justiça Eleitoral. O documento foi enviado depois de uma reunião entre os dois no próprio STF.
A queixa veio um dia depois de o ministro Flávio Dino, do Supremo, derrubar uma decisão de André Mendonça, vice-presidente do TSE. Na sexta-feira, 25, Mendonça havia atendido à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, e mandado remover postagens que associavam o senador a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A ordem previa multa diária de 30 mil reais. No domingo, 27, Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet, autor de uma das publicações, e restabeleceu os conteúdos, com o argumento de proteger a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.
No ofício, Nunes Marques fala em episódios reiterados de violação ao princípio do juiz natural, em risco de "captura institucional" e em subordinação do TSE a decisões individuais externas. Ele critica a chamada litigância estratégica, em que pedidos são direcionados a relatores específicos do Supremo a partir de ações antigas. Segundo a cobertura, a decisão de Dino saiu num processo que ele relatava desde maio e que tratava de outra publicação. A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao ministro Luiz Fux, e Dino enviou sua decisão para referendo do plenário.
A cobertura de centro relatou o episódio com trechos extensos do ofício e registrou os argumentos das duas partes do litígio, além da nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que repudiou o uso de notícias falsas depois de Flávio Bolsonaro acusar gente de dentro da entidade de ajudar a espalhar o boato.
Veículos de esquerda destacaram que o próprio Nunes Marques já havia feito o que agora critica. Em maio, ele editou portaria que incluiu a Presidência do TSE na distribuição de processos de propaganda, e o caso de uma pesquisa que reproduzia diálogos entre Flávio Bolsonaro e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, saiu da relatora sorteada e acabou com ele.
Veículos de direita enfatizaram que Dino passou por cima de uma decisão do TSE e liberou o que tratam como notícias falsas contra o candidato. Para esses veículos, a palavra "indevida" tornou pública a insatisfação da Corte Eleitoral com o ministro do Supremo.
Ainda não se sabe quando o plenário do STF julgará a decisão de Dino. Há expectativa de que o tema seja pautado na quarta-feira, 30, mas a data depende de Fachin. Também não houve resposta pública do presidente do Supremo ao pedido de mudança na distribuição de processos. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Nunes Marques reclama de ingerência de Dino no TSE, mas fez o mesmo em 2022 UOL Notícias
O presidente do TSE pediu ao presidente do STF que promova um filtro na distribuição de petições com pedidos de medidas urgentes relacionadas às eleições

Presidente da Corte Eleitoral também defendeu regras para impedir que pedidos em processos antigos direcionem novos casos a gabinetes específicos

Em ofício, presidente da Corte Eleitoral aponta o risco de se esvaziar a competência do tribunal

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, manifestou ao Supremo Tribunal Federal preocupação com interferências nas decisões da Justiça Eleitoral. Em ofício enviado nesta segunda-feira (28) ao presidente da Corte, Edson Fachin, ele classificou a situação como "indevida sobreposição de competência". O ofício foi enviado depois de uma decisão do ministro do STF Flávio Dino. Nunes Marques afirmou que episódios repetidos de violação ao princípio do juiz natural afetam diretamente a condução da eleição.
Declaração do presidente do TSE vem na esteira de decisão de Flávio Dino, que mandou restabelecer post de Antonio Tabet sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.