Luiz Fux restabelece ordem de André Mendonça sobre posts de Nossa Senhora Aparecida
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu em 28 de setembro a decisão de Flávio Dino que havia liberado posts associando o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, e restabeleceu a ordem de remoção dada por André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE marcou julgamento virtual do caso para 30 de setembro, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, não pautou o tema.
Para a cobertura de esquerda, o caso expõe uma ofensiva judicial da campanha de Flávio Bolsonaro contra a liberdade de expressão: a ordem de Mendonça atingiu milhares de posts, inclusive de devotos, e foi restaurada por Fux a pedido do candidato.
A cobertura de direita destaca que os posts restabelecidos por Dino difundiam uma informação falsa sobre Flávio Bolsonaro e que a decisão contornou o sorteio de processos do STF e o plenário do TSE. Juristas ouvidos veem ameaça ao princípio do juiz natural e à competência da Justiça Eleitoral, embora reconheçam que a defesa de Flávio usou o mesmo expediente para chegar a Fux.
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, restabeleceu a ordem de André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, para remover posts que associavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. A decisão derrubou a de Flávio Dino e ampliou a crise entre ministros às vésperas do primeiro turno.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu na segunda-feira, 28 de setembro, a decisão do colega Flávio Dino que havia liberado publicações associando o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Com isso, voltou a valer a ordem de remoção dada por André Mendonça como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. A disputa ocorre a poucos dias do primeiro turno.
O caso começou com um post do humorista Antonio Tabet, publicado em 24 de setembro, que dizia que a "família miliciana" resolveu atacar a santa. O boato tem origem num projeto de lei de 2007, apresentado por um deputado evangélico e arquivado em 2008. Flávio nega qualquer proposta sobre o tema. Em 25 de setembro, a pedido da campanha, Mendonça mandou remover o post e mais de mil links, com multa diária de 50 mil reais às plataformas. Em 27 de setembro, Dino derrubou a ordem, citando risco de censura em massa e a liberdade religiosa. No dia seguinte, Fux atendeu à defesa de Flávio e deu 24 horas para as plataformas voltarem a cumprir a determinação do TSE, até que o plenário do Supremo analise o caso.
Toda a cobertura converge em alguns pontos. Os dois pedidos foram feitos dentro de processos já relatados pelos ministros, sem novo sorteio. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, marcou julgamento virtual da decisão de Mendonça para quarta-feira, 30 de setembro. O presidente do Supremo, Edson Fachin, não incluiu o tema na pauta, e ministros temem repetir o clima tenso de sessões recentes. Segundo o Instituto Democracia em Xeque, o assunto gerou 977,6 mil publicações em três dias.
A cobertura de centro relatou a cronologia das decisões com os fundamentos de cada ministro e o risco de a crise do Supremo contaminar a Justiça Eleitoral. Registrou também que Nunes Marques enviou ofício a Fachin reclamando de ingerência e de litigância estratégica, e que outra ala do tribunal lembra que o Supremo revisa com frequência decisões de tribunais superiores.
Veículos de esquerda destacaram o alcance da ordem de Mendonça, que atingiu milhares de posts, e o fato de ele e Nunes Marques terem sido indicados por Jair Bolsonaro. Esses veículos também deram espaço a um relatório da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que lista 58 ataques da extrema direita à entidade desde 2018.
Veículos de direita enfatizaram que os posts restabelecidos por Dino difundiam uma informação falsa e que a decisão contornou a distribuição por sorteio e o plenário do TSE. Juristas ouvidos apontaram ameaça ao princípio do juiz natural, embora a mesma cobertura registre que a defesa de Flávio usou o expediente para chegar a Fux.
Ainda não se sabe como o plenário do TSE vai votar, nem quando o Supremo analisará as liminares conflitantes de Dino e Fux. Também não está claro se o julgamento eleitoral vai esvaziar a discussão no Supremo antes do primeiro turno.
Entre a memória afetiva dos católicos, a disputa por símbolos religiosos e a instrumentalização da fé, a padroeira do Brasil entra na última semana da eleição de 2026 O post Nossa Senhora Aparecida e a gramática eleitoral da reta final da campanha apareceu primeiro em Le Monde Diplomatique.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (30) restringir o alcance das decisões do ministro André Mendonça que determinavam a remoção de posts nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida. A corte limitou a exclusão a conteúdos que afirmam que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tomou ou está tomando atitudes concretas para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A análise foi feita virtualmente pelo TSE. Inicialmente, Mendonça, re

Ministro André Mendonça mantém decisão de retirar conteúdo da internet. Postagens associam o candidato Flávio Bolsonaro à retirada do título da santa de padroeira do0 Brasil.
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Sessão será nesta quarta-feira (30) a partir das 10h
A cinco dias do primeiro turno das eleições, a decisão do ministro Luiz Fux de suspender a determinação de Flávio Dino — restaurando a ordem do TSE contra publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida — escancara uma disputa de forças no topo do Judiciário brasileiro. Enquanto a guerra de liminares entre Fux, Dino, André Mendonça e Kassio Nunes Marques atinge o plenário, o uso da religião na campanha eleitoral provoca reações inflamadas de bispos, pastores, do clã Bolsonaro e do governo Lula. N
A expectativa era que o caso fosse pautado, no plenário da Corte, para a quarta-feira (30). Ministros, no entanto, defendem que a análise não ocorra nesta semana, que antecede o primeiro turno das eleições

O plenário do TSE analisa a remoção de posts sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro após decisões divergentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino.

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Nesta matéria: perspectiva omitida.