
Renan Santos tem 62% de rejeição e 10% entre jovens, diz BTG/Nexus
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O levantamento BTG/Nexus expõe um perfil eleitoral estreito para o pré-candidato Renan Santos: forte entre jovens urbanos e escolarizados, quase inexistente entre mulheres e eleitores com 60 anos ou mais. A análise disponível aponta a rejeição de 62% entre quem já o conhece como o preço da estratégia de confronto digital, e trata o escândalo do INSS como a ponte proposta para ampliar a base.
O pré-candidato à Presidência Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre e de um partido criado para disputar a eleição de 2026, aparece na pesquisa BTG/Nexus com um desempenho fortemente concentrado. São 10% entre os eleitores de 16 a 24 anos, 8% nas regiões metropolitanas, 6% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos e 5% entre os homens. No outro extremo do mesmo levantamento, ele marca 1% entre as mulheres e não pontua entre os eleitores com 60 anos ou mais. Entre os que já sabem quem ele é, a rejeição líquida chega a 62%.
Até o momento, apenas um veículo tratou do assunto, em texto assinado de análise política. A leitura disponível é a de que essa pré-campanha foi construída sem apoio de caciques partidários, sem padrinho empresarial e sem o fundo das grandes legendas, apoiada em comunidade digital, produção contínua de conteúdo e no que o próprio texto chama de marketing da controvérsia: falas e cortes desenhados para provocar reação, o chamado rage post, que amplia o alcance porque apoiadores e adversários acabam compartilhando o mesmo material. Para um nome desconhecido e um partido recém-criado, essa seria a via mais barata de existir num ciclo dominado por Luiz Inácio Lula da Silva e pela família Bolsonaro.
A mesma análise sustenta que o custo da estratégia está justamente na rejeição de 62%: o conhecimento sobre o candidato cresceu mais rápido do que a confiança nele. A recomendação não é abandonar o tom, e sim calibrá-lo, escolhendo melhor as brigas, trocando ataque pessoal por contraste político e demonstrando capacidade de reunir equipe, administrar conflito e governar, atributos associados à expectativa do eleitorado mais velho. Sobre o eleitorado feminino, o texto cita a repercussão de uma fala a respeito de Janja no debate como exemplo do que pode ser usado por adversários para definir um candidato, e defende resposta em gestos, propostas e presença efetiva de mulheres na formulação da campanha.
O escândalo dos descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, aparece como a ponte proposta para esses dois públicos. A análise trata a fraude contra aposentados e pensionistas como ferida moral de alcance amplo e sugere cobrar do governo por que os descontos cresceram, por que demoraram a ser interrompidos e quem falhou em fiscalizar. Nesse ponto, o texto invoca a investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e que menciona o nome de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente. O próprio texto registra que as defesas negam irregularidades e que não há condenação.
Não há, no material disponível, cobertura equivalente de veículos de esquerda ou de centro sobre esta leitura. O contraponto do governo aparece apenas de forma indireta, na antecipação de que a gestão dirá ter investigado o caso e devolvido recursos aos beneficiários atingidos. Como o único registro é uma análise assinada por um veículo de perfil editorial à direita, o enquadramento prescritivo, que trata a suspeita como oportunidade eleitoral a ser explorada, não é confrontado por nenhuma outra fonte no conjunto.
Briefing
O que importa para você
- A pesquisa BTG/Nexus mede um pré-candidato presidencial com 10% entre eleitores de 16 a 24 anos e 1% entre mulheres, recorte que ajuda a antecipar o desenho da disputa de 2026.
- O escândalo dos descontos indevidos no INSS atinge aposentados e pensionistas e passa a ser disputado como pauta eleitoral, o que afeta a cobrança por devolução de valores e por responsabilização.
- Uma rejeição líquida de 62% entre quem conhece o candidato define o tamanho real do espaço que ele tem para crescer.
O que ainda está incerto
- Data de campo, amostra e margem de erro da pesquisa BTG/Nexus não foram informadas.
- A investigação da Polícia Federal sobre tráfico de influência ligada ao caso do INSS segue sem conclusão, e as defesas negam irregularidades.
- Não há medição posterior que mostre se a rejeição de 62% sobe ou cai conforme o candidato fica mais conhecido.
Fontes

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