O que Haddad disse sobre a operação da PF contra Jaques Wagner
3 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A operação da PF contra Jaques Wagner é tratada por veículos de esquerda como prova de que, no governo Lula, as instituições funcionam com independência. Haddad enfatizou que Lula determinou 'apurar tudo a limpo, doa a quem doer', e contrastou com a gestão Bolsonaro, acusada de interferir na PF para proteger familiares. Veículos do campo destacam o direito de defesa de Wagner, que nega irregularidades, e apontam que adversários como ACM Neto também têm vínculos com o Banco Master, sugerindo cautela bilateral nas investigações.
Veículos deste lado: Brasil 247, ICL Notícias e Revista Fórum
A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, tendo como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A investigação apura suspeitas de recebimento de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Veículos deste lado: G1 e CNN Brasil
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Veículos com viés à direita
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Todos os lados confirmam que a PF, com autorização do STF, encontrou cerca de US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados a Wagner e que o senador nega irregularidades, alegando que os valores são diárias legais não utilizadas.
A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tendo como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A investigação apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, em conexão com o liquidado Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A operação rapidamente se tornou tema central da política nacional, sobretudo pela proximidade de Wagner com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobertura de centro relatou de forma factual os indícios apresentados pela corporação. Foram encontrados cerca de US$ 55 mil e 33 mil euros, o equivalente a aproximadamente meio milhão de reais, em endereços ligados ao senador em Brasília e Salvador. A PF também aponta o suposto pagamento de um apartamento avaliado em torno de R$ 2,4 milhões em Salvador, o uso de jatinhos particulares, ingressos para shows internacionais em Los Angeles e um pagamento de R$ 3,5 milhões destinado ao núcleo familiar do parlamentar. Os investigadores citam ainda a atuação legislativa de Wagner em propostas de ampliação do crédito consignado e numa PEC sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito como possíveis pontos de interesse do banco.
Wagner nega irregularidades. Em nota, afirmou que não é réu, não foi denunciado nem acusado em qualquer processo relacionado aos fatos investigados, que o dinheiro apreendido é fruto de diárias legais declaradas e não utilizadas em missões internacionais, e que o apartamento mencionado jamais integrou seu patrimônio. O senador disse permanecer à disposição das autoridades.
O episódio ganhou peso com a reação do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. Em entrevistas, ele defendeu a apuração: a PF, segundo ele, está no papel dela de investigar, e a lei tem que ser aplicada independentemente da torcida. Haddad afirmou ainda que ser investigado não significa ser condenado e que quanto mais a pessoa se expõe e se explica, melhor para a própria defesa.
Veículos de esquerda enfatizaram o argumento de que, na gestão Lula, as instituições funcionam com independência. Repercutiram a fala de Haddad de que Lula teria determinado apurar tudo a limpo, doa a quem doer, e o contraste que ele traçou com o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de trocar ministro da Justiça e superintendente da PF para proteger a família. Esses veículos também destacaram o direito de defesa de Wagner e lembraram que adversários baianos, como o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, teriam recebido recursos do Banco Master, sugerindo um clima de cautela bilateral nas investigações que atravessa diferentes grupos políticos.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo: mais um aliado próximo de Lula sob suspeita em um caso descrito como a maior fraude bancária do Brasil. Sob essa leitura, a apreensão de moeda estrangeira em espécie, o apartamento milionário e as regalias citadas reforçam a percepção de privilégios, e a defesa pública feita por Haddad e por Lula é interpretada como controle de danos em ano eleitoral. A pressão de aliados para que Wagner deixe a liderança do governo no Senado é vista, nessa ótica, como esforço para preservar a imagem do PT diante da campanha pela reeleição.
Nos bastidores, o senador chegou a ser pressionado por integrantes do próprio partido a renunciar à liderança, mas ganhou sobrevida após uma ligação de Lula, segundo apurações. O caso também repercute na disputa eleitoral da Bahia, onde o grupo petista, no poder estadual desde 2007, enfrenta a oposição liderada por ACM Neto.
O que ainda não se sabe: se Wagner permanecerá na liderança do governo no Senado, qual será o desfecho jurídico da apuração e se as explicações apresentadas pela defesa serão aceitas pelas autoridades. Também segue em aberto até que ponto as investigações alcançarão outros nomes ligados ao Banco Master nos diferentes campos políticos.
Adversários do senador baiano mantêm silêncio após nova fase da Operação Compliance Zero em meio a temores de impactos eleitorais
(Folhapress) - Ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (18), em entrevista ao Kritike

Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo afirmou, em entrevista à BandNews TV nesta sexta-feira (19), que todos os investigados devem ter direito de se explicar. Senador Jaques Wagner é alvo da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção e fraudes ligadas ao Banco Master.

Em entrevista ao podcast Kritikê, o ex-ministro da Fazenda do governo Lula elogiou a independência da PF nas investigações do Banco Master e atacou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não dava liberdade para a corporação quando se tratava de investigações envolvendo aliados e parentes.

Líder do governo no Senado afirma que dinheiro apreendido é de diárias e que apartamento citado jamais fez parte de seu patrimônio

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (19) que a Polícia Federal atua dentro de suas atribuições ao

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