O que indicam as pesquisas sobre o desempenho de Crivella, liberado por Mendonça para disputar o Senado
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
- VejaDecisão de André Mendonça libera Crivella para concorrer ao SenadoMinistro do TSE suspendeu inelegibilidade do deputado e ex-prefeito do Rio(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- InfoMoneyMendonça concede liminar e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no RioDecisão embaralha ainda mais a disputa, que tem ao menos oito pré-candidatos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Crivella entra oficialmente na disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo Rio em outubro de 2026.
- O cenário fluminense passa a ter ao menos oito pré-candidatos ao Senado.
- A liminar vale até o TSE julgar o mérito, o que pode ocorrer antes do registro das candidaturas.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza o histórico criminal de Crivella (QG da Propina, prisão, organização criminosa) e vê a liminar como reabilitação de um investigado.
- Direita destaca a presunção de inocência, os votos pela rejeição da denúncia e a demora de dois anos do TSE em julgar o recurso.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que a liminar de Mendonça suspende a inelegibilidade de Crivella e o habilita a disputar o Senado pelo Rio, que a decisão é provisória e será revista pelo plenário do TSE, e que ele aparece em 2º lugar nas pesquisas, atrás de Benedita da Silva.
O que ainda está incerto
- Como o plenário do TSE decidirá o mérito do recurso.
- Se a inelegibilidade será restabelecida antes do registro das candidaturas.
- O resultado da nova sondagem do Paraná Pesquisas prevista para os dias seguintes.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, assinou em 30 de junho de 2026 uma liminar que suspende a inelegibilidade do deputado federal e ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, do Republicanos. Com a decisão, o parlamentar fica apto a disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro. A condenação suspensa havia sido imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio, no âmbito do escândalo conhecido como QG da Propina, e tornava Crivella inelegível até 2028.
Há consenso entre as diferentes coberturas sobre os fatos centrais. Todos os veículos registram que Mendonça, relator do processo, apoiou-se na proximidade das convenções partidárias e no risco de dano de difícil reparação à elegibilidade do pré-candidato. O ministro frisou que a medida é provisória, não antecipa o mérito e será submetida ao plenário do TSE. Há convergência também sobre o cenário eleitoral: pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada em 4 de junho colocava Crivella em segundo lugar na disputa pelo Senado fluminense, com 26% das intenções de voto, atrás da deputada Benedita da Silva, do PT, que somava 34,2%.
As diferenças aparecem na ênfase de cada lado. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, destacaram o histórico criminal de Crivella: a acusação de chefiar uma organização que negociava contratos públicos da prefeitura em troca de propina, a prisão que ele cumpriu por uma noite no presídio de Benfica no fim do mandato e o papel de Rafael Alves, apontado pelo Ministério Público como operador do esquema. Nesse enquadramento, a liminar reabilita eleitoralmente um investigado e reacende o debate sobre impunidade.
A cobertura de centro relatou a decisão de forma factual, articulando a liminar, o caso de origem e os números da pesquisa sem carga valorativa. Já veículos de direita, como o InfoMoney e a Veja, enfatizaram os argumentos jurídicos que favorecem o parlamentar: o recurso da defesa aguardava julgamento no TSE havia dois anos, o processo criminal chegou a receber votos pela rejeição da denúncia, e a demora do tribunal ameaçava excluir um pré-candidato antes do exame de mérito. Esses veículos também exploraram o efeito da liminar sobre o tabuleiro eleitoral do Rio, que já reunia ao menos oito pré-candidatos às duas vagas ao Senado, incluindo nomes ligados a Eduardo Paes e à coligação de Douglas Ruas.
O que ainda não se sabe é como o plenário do TSE decidirá o mérito do recurso, se a inelegibilidade será restabelecida antes do registro das candidaturas e qual será o desempenho de Crivella na sondagem seguinte do Paraná Pesquisas, prevista para os dias posteriores à liminar. Também permanece em aberto o desfecho do processo criminal sobre o QG da Propina.
Fontes

Ministro do TSE suspendeu inelegibilidade do deputado e ex-prefeito do Rio

Neste ano, cada estado elegerá dois representantes à Casa Alta

Decisão embaralha ainda mais a disputa, que tem ao menos oito pré-candidatos