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O plano de governo do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, deve ser apresentado em transmissão pela internet e terá como eixos a redução da carga tributária e a redução da maioridade penal, segundo um candidato ao Senado pelo partido que participou de gravações de campanha em Brasília. O mesmo aliado afirmou que o programa prevê manter o benefício do Bolsa Família por um período depois que o beneficiário assina carteira de trabalho. Em paralelo, o coordenador da campanha pediu ao presidente do STF que paute as quatro ações sobre a Lei da Dosimetria, norma que pode reduzir penas de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O candidato do PL à Presidência deve apresentar seu plano de governo em transmissão pela internet, com dois eixos antecipados por um aliado: redução da carga tributária e redução da maioridade penal. Na mesma semana, o coordenador da campanha pediu ao presidente do STF que julgue a Lei da Dosimetria, que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, deve apresentar em transmissão pela internet, na noite desta quinta-feira, um plano de governo apoiado em dois eixos: a redução da carga tributária e a redução da maioridade penal. A antecipação foi feita por um candidato ao Senado pelo PL do Rio Grande do Norte, presidente do partido em Natal, depois de participar em Brasília da gravação de vídeos e peças de campanha com o candidato à Presidência. Ele resumiu a proposta econômica como um tesouraço sobre os impostos criados durante o governo do PT, com o objetivo declarado de ampliar a liberdade econômica e deixar mais dinheiro na mão da população.
Segundo o mesmo aliado, o programa também deve manter uma regra herdada da gestão de Jair Bolsonaro: permitir que famílias beneficiárias do Bolsa Família assinem carteira de trabalho sem perder imediatamente o auxílio, até que alcancem estabilidade de renda. Nenhum tributo específico foi citado, e não houve menção a valores, prazos ou impacto sobre a arrecadação.
A declaração saiu de uma rodada de encontros que a campanha mantém desde terça-feira na casa de um dos coordenadores, com o objetivo de alinhar estratégias, gravar conteúdo e organizar agendas conjuntas com candidaturas ao Senado. O primeiro dia foi marcado pela gravação com a ex-primeira-dama, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, no primeiro encontro depois de meses de crise durante a pré-campanha. Nos dias seguintes passaram pelo mesmo endereço deputados federais candidatos ao Senado pelo Paraná e pelo Distrito Federal, além de dois senadores do partido, um deles líder da oposição no Congresso.
Em paralelo à montagem do programa, a campanha abriu uma frente no Judiciário. O coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que leve ao plenário as quatro ações que discutem a validade da Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo Congresso que alterou os critérios de cálculo de pena para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Entre os possíveis beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe. A lei está suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes até que o plenário se pronuncie, e os pedidos de revisão de pena apresentados por condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 seguem sem análise definitiva. No documento, o senador sustenta que as ações já estão em condições de julgamento e cita manifestação da Procuradoria-Geral da República, de 18 de junho, contrária à suspensão e favorável à constitucionalidade da mudança.
A cobertura de centro concentrou-se no conteúdo do programa e no calendário da campanha, tratando as promessas como anúncio ainda não confirmado pelo próprio candidato e sublinhando que o plano só será conhecido na íntegra na transmissão. Já os veículos de direita deram destaque à frente judicial, apresentando o pedido ao Supremo como cobrança por uma decisão sobre uma lei aprovada pelo Congresso, com veto derrubado e parecer favorável da Procuradoria, e detalhando os dois desfechos possíveis do julgamento. Veículos de esquerda não cobriram o episódio até o momento; a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, é que um corte tributário sem indicação de quais impostos e sem contrapartida orçamentária pressiona o financiamento de políticas sociais, que a redução da maioridade penal recai sobretudo sobre adolescentes pobres, e que a pressão de um coordenador de campanha sobre a pauta do Supremo mistura disputa eleitoral com o julgamento de crimes contra a democracia.
O que ainda não se sabe é quais tributos entrariam no corte prometido, qual seria a perda de arrecadação e como ela seria compensada, nem em que idade a maioridade penal ficaria e para quais crimes. Também não há definição sobre o prazo em que o auxílio seria mantido após a assinatura da carteira. No campo jurídico, a data do julgamento depende exclusivamente do presidente do Supremo, responsável pela pauta do plenário, e não há sinal público de quando as quatro ações serão apreciadas.
As coberturas convergem em que o programa de governo será apresentado em transmissão pela internet, com corte de impostos e redução da maioridade penal como eixos, e em que a campanha atua simultaneamente no Judiciário para destravar o julgamento da Lei da Dosimetria, hoje suspensa por decisão liminar.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto reporta a declaração do aliado com atribuição direta, aspas delimitadas e marcação clara de que o plano ainda será divulgado ('deve propor', 'a expectativa é'). O vocabulário valorativo ('tesouraço', 'liberdade econômica') aparece sempre entre aspas, atribuído à fonte, e não é encampado pela narração. Falta contraditório, mas o enquadramento é factual.
Perspectivas omitidas
Mesmo relato factual, com a promessa econômica e a pauta penal atribuídas a um dirigente partidário. O corpo carrega ruído de interface (blocos repetidos de login e assinatura), mas o miolo jornalístico é idêntico e sustenta o título. Enquadramento neutro, sem adjetivação própria da narração.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A narração é sóbria e informa os dois desfechos possíveis do julgamento, mas o recorte privilegia a agenda do campo governista de oposição: destaca a manifestação da PGR favorável à norma e a tese de que as ações 'já estão em condições de julgamento', sem qualquer voz contrária. O enquadramento é de accountability institucional cobrando o Judiciário, marca do repertório à direita, o que sustenta a classificação com confiança moderada.

Plano deve ser apresentado nesta quinta-feira pelo candidato, em transmissão pela internet

Plano deve ser apresentado nesta quinta-feira pelo candidato, em transmissão pela internet

Norma pode reduzir penas de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito
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Perspectivas omitidas



